O peso dos enganos mórbidos

Não pense que a vida é uma programação definida. Espere as surpresas e tente saber que temos que sobreviver. É difícil apontar que a felicidade está no meio do caminho. Há grandes dificuldades, a complexidade gira, mas especializações em fabricar o falso prosperam. Jair e o seu gabinete do ódio espantam qualquer dignidade. Sustento a perplexidade de observar que os malefícios são aplaudidos por muitos. Será a ingenuidade que traz essências do passado? Estamos ou somos? Quem se desengana?

Na mistura de ansiedades globalizadas, a sociedade se perde.Espera salvações, confunde ideologias, visualiza templos que fixam milagres. Desconfio e me espanto. A palavra ódio evidencia o mesquinho. As mudanças de reflexões cotidianas estragam as esperanças e constroem figuras que enganam, seguidas de séquitos para desfazer a solidariedade. Portanto, é necessário firmar cuidados e denunciar, para que não se sacralize ensaios milicianos.As instituições fraquejam diante das intrigas que cortam a força das leis.

A morbidez se espalha. Os exemplos não impedem que outras ações tragam estradas abertas. Se cada dia se transforma significa que a história não é lugar de apatias ou de tatuagens covardes. Por que, então, se apagar e se solidificar o pânico? Os delírios da Jair são labirínticos, incentivam a morte, fecham com loucuras e ambições políticas doentias. Analisem como se comportam os Ministros, a falta de agenda para reverter a desigualdade.No pico da pandemia, os ruídos dos negócios desprezam a vida. Abraçam-se com torpezas. Desmontam-se. Desfilam num romance que Kafka gostaria de ter escrito.

Teóricos e políticos inventam conceitos que lembram o século passado, celebram esquecimentos, mastigam desfazeres. Fala-se, então do novo, embora prevaleça a repetição apodrecida. É fundamental desafiar e voltar aos poemas que inciaram as arquiteturas das planícies e das cavernas. Confiar em que se submete à servidão e compartilha com o deboche é buscar cair em abismo ou mergulhar em pântanos. O cinismo cansa no seu pacto com os genocídios. Não se ligue nas palavras que afundam sonhos e esfarrapam saberes em troca de um poder que coloca lixo no mundo. A lucidez não é de plástico, fixa estrelas no seu olhar.

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