O Poder crucificado(p/ L. Padura)

Não narre a morte que pertence a um único mundo,

mas sofra a dor que bate na utopia permanente.

Desconheça a raiz que dizem ter feito a história,

subverta as mentiras que caminham sem medo.

Cada vida é uma busca de acertos esquisitos,

cada identidade é argila que se fez pedra nua.

Silencie, lamente, desmanche, desfalque, abandone-se.

O perdão é ficção oca, não existem deuses onde há culpa.

No mistério de tudo mora um eu inventado e vacilante.

Quem pergunta atravessa a vida costurando frustrações.

Quem duvida desenha o manto manchado da surpresa.

Escreva seu nome na capa do romance que crucificou o poder

e adormeça acreditando que as ruínas significam violência perene.

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