O ruído das palavras inquietas

Conte a história da vida esquecida, com a palavra do deserto nu,

Não invada o pertencimento do outro que não ouve o sublime bandoneon de Piazzolla .

Derrube a cerca de todo território, com as ferramentas azuis dos sonhos.

Não mastigue as dúvidas suspensas, nem esmague as certezas anônimas.

Veja se o equilíbrio se desfaz nos tempos vacilantes e inquietos.

Borde no espelho do rosto cansado o desenho do paraíso fugidio.

Ria da pretensão dos provérbios e do tédio dos humores perdidos.

Conte as letras do verbo com a medida travessa das cruzes.

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