O sentimento confunde, o tempo passa

 

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Há muitas perguntas. Fico perplexo com esse mundo grande e misterioso. Cada pessoa conversa, imaginando futuros, acabando com amores, sentindo-se no meio de controvérsias. Somos diferentes, mas precisamos dos outros. Gosto de conviver, curto admirar as coragens, quem sabe o caminho e atiça a alegria. Não é fácil. Misturar os sentimentos é um perigo. Buscar a leveza é uma dádiva. Inventar transtornos, dói. Porém, quem é dono de todos os seus atos? Basta ler Freud, observar a força do desejo, ler as astúcias do inconsciente. Como é longa a travessia de qualquer coisa!

Olho nos olhos. Uns brilham, não se acanham, são portas abertas. Outros fecham-se. Dissimulam. Criam-se problemas ou mesmo depende-se da animação do outro. Não adianta estimular a solidão, nem achar que na esquina a felicidade se veste de azul. O tempo passa. Nem sempre, ele acena com certeza. Há as encruzilhadas. Se a imaginação ajudar, tudo se vai. No entanto, as surpresa nos inquietam. Os sentimentos se envolvem com ilusões, as palavras não dão conta de tantas análises.As farmácias já estão repletas.

Assim, é a vida. O cuidado renasce e protegemos fragilidades. Nada garante nada. De repente, pinta depressões, o pânico assinala turbulências. A conversa traz novidades, alimentamos solidariedades. Mas como expulsar aquela solidão danosa que perturba e estica medos? No meio do mundo, há praças, bancos, flores, vadios, malucos, poetas. Como é trabalhoso ultrapassar a complexidade!  Na escrita, também procuro o outro, sinto que não sou parceiro do infinito. Os limites existem e são fortes. Eles corrigem pretensões e vaidades.

Talvez, o mapa da vida tenha desvios acabados. Não sou esperto nas descobertas. Olho nos meus próprios olhos. É saudável não desprezar o espelho. É uma invenção fabulosa. Andamos, porque há espelhos em todos os lugares e afetos cansados de não se espalhar, mudos e desconfiados. Não siga sem sacudir sua estima. As lacunas estão presentes. E daí? Ha quem conte suas histórias enfatizando os tormentos. Há quem busque uma infância em tudo. Os paraísos, também, se desfazem. Sossegue. Os sentimentos são múltiplos.

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