O ser ou não ser

Picasso não era Picasso.

O azul não era azul.

O encanto não era o encanto.

O tormento assaltava o mundo,

o engano se fazia soberano.

Contava com as palavras,

queria entrar nos labirintos e

viver os desenhos do infinto.

Não havia traços,

nem horizontes quem se foram

com os amantes perdidos nas esquinas.

Desfiz o desejo,mergulhei no sossego.

Há um desequilíbrio que profana e seduz.

Ser ou não ser , não é mais a questão.

Há mortos que não morreram e apaixonados desiludidos.

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