O silêncio e as palavras

há no silêncio que encobre a nudez um pacto intraduzível.

nem tudo se revela na linguagem, a mudez é o esconderijo das permanências.

não se discute a palavra morta na metáfora que deixou o mundo,

pois a vida corre para não adormecer os sonhos da animação.

cada profecia traz o sinal da fuga desejada e nunca acontecida.

a história tem os tecidos das narrativas dos encantos,

 costurados para  embalar o ritmo das fantasias.

no ponto final, o cais do sossego pede a inquietude.

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