O sonho corre,cansa, distrai

Não se vive medindo cada passo. Há quem acumule verdades e se sinta dono de dignidades que só ele vê. A convivência humana inquieta, pois não é algo que tenha valores únicos e isolados. Observe suas escolhas. Observe como parte povo francês se orgulha de seus pensadores. Observe quem ache desnecessário a honestidade e arquitete golpes espertos. O jogo é vasto, existem crenças e deuses que viajam pelo mundo desde os tempos míticos de Adão e Eva.

Quando o peso das intrigas e os fracassos tomam conta da história, a sociedade busca salvadores. As ingenuidades inventam sonhos, mas a desconfiança não se vai e o desequilíbrio traz sentimentos confusos. O sonho possui transcendências e dialoga com as utopias. O mundo contemporâneo caiu na tecnologia e exige espetáculo com gosto de apatia. As ambições sacodem o capitalismo, automatiza os movimentos. O capitalista argumenta, justifica que há necessidade de lutas e estratégias com regras éticas bastante suspeitas. Quer a concentração do poder monetário. O luxo o seduz.

O sonho pode reinventar a história e nos aliviar quando a gravidade puxa a incompletude para dentro da cultura de forma agressiva. Se as decepções se avolumam, os sonhos precisam respirar e fazer suas profecias. A ideia de paraíso ainda permanece e os deuses ocupam templos magníficos. Política e religião de mãos dadas avançando pelas estrada dos milagres arrasta suspeitas. Não subestime fanatismos, nem cegueiras banais. Nem todos cultivam a lucidez, preferem a obscuridade ou o fingimento da tolice.

Vencer os obstáculos pede teorias, manipulações, voos especiais. Se o mundo se expande com fórmulas matemáticas como se desloca a palavra do poeta? A narrativa histórica não flui garantido energias positivas. As desigualdades não se foram e aprofundam as perversidades. O sonho não deve fugir do mundo, para que a cultura não se torne escassa nas suas magias e a arte seja apenas reprodução. Estar além do visível empurra a história para longe de abismos. Vive-se o perigo, porém o sonho mostra outros desenhos. sutis. Por que não admitir que há fugas e fantasias?

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