O velório na política e os elefantes da infância

 

 

Lembro-me de muitas músicas cantadas na infância. Aquela do elefante que incomoda muita gente me traz boas recordações. O elefante me aparece um animal simpático e inteligente. Possui um charme especial, uma memória singular. Já pensou os elefantes tomando o lugar dominante dos homens? Já pensou os elefantes arquitetando prédios, máquinas e reservatórios de alimentos? O mundo seria outro. Talvez, mais divertido, menos violento. Os homens iriam flutuar buscando estrelas, escutando os ruídos do universo. A imaginação é fértil. Isso salva, distrai, anima. É o eterno retorno, a volta dos deuses arrependidos? Mistério ou manipulações bem tramadas? O que nos espera?

A sociedade humana vive em crises. Elas se aprofundam, se tornam mais leves. Não há como fugir dos impasses.Eles assombram, provocam desistências, aumentam o número de habitantes nos cemitérios. Não adianta  a existência ciência e esperteza. Somos atacados por medos estranhos, acreditamos em demônios, sentimos amarguras incríveis. Como estão as indústrias de armas, o tráfego de drogas, a epidemias fatais? Soluções? Não me proponho a citá-las. Acho tudo muito solto, cabeças vazias, arrogâncias tirânicas. A política sofre crise radicais, se balança junto do abismo, risca dignidades.

Estamos no século XXI, porém longe das utopias. Há uma troca constante de mercadorias, uma diplomacia cínica, uns preconceitos disfarçados. A sociedade é indefinível. Quando se perde nos seus governo, os delírios se multiplicam. Dizer que há proximidade e harmonia com a globalização é uma  farsa. Os conflitos não adormecem. As raivas mantêm-se atentas e o etnocentrismo é justificado com teorias sujas Portanto, sobram desconfianças, a força da grana deixa um cheiro de embriaguez no ar. Quem vale mais ou o que vale mais? Dúvidas desde o tempo que a serpente enganou Adão e Eva. .Observem a política e os políticos no Brasil. Lula, Dilma, Aécio, Serra, Fernando Henrique, Eduardo Cunha, Romário, Tiririca, Renan Calheiros, Maluf, Mão Santa, Sarney e partidos com siglas engraçadas e sem significados.

Todos estão na panela de pressão, cercados de advogados por todos os lados. As denúncias trazem notícias para a mídia e poder para os juízes. Existem verdades ou ambições? De repente, ídolos se desmancham, padres rezam pela solidariedade, evangélicos reinventam crenças. Os desacertos agridem: a saúde tropeça, a educação dança para não chorar, o pragmatismo comanda a hipocrisia cotidiana. Não focalize, apenas, os escândalos, olhe os que estão quietos, os que namoram com o poder nas encruzilhadas escuras. As perplexidades soltam desejos e fortalecem ansiedades.Lá se vai a história. Poder ser que, um dia, haja transparência, contudo o capitalismo celebra as cavernas, testemunha as mentiras, estimula as vitrines.

Quem são os culpados? Quem quis a riqueza de forma solitária? Por que prender sem anunciar os indícios do crime? A sociedade precisa de agrados, de mitos, de se movimentar. A confusão se espalha e corta memórias.No entanto, o tédio não se cansa, Fabricamos profecias, com interrogações gigantescas. As inutilidades são muitas. O descartável passeia pelos corpos vazios. Terminei me esquecendo das apatias dos dependentes políticos. Os herdeiros que brincam com os elefantes sem saber cantar a música que os conduz. Há situações em que os limites enlouquecem e a sensatez se desmorona. Quem vende o julgamento e a verdade?

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