Ocupar as ruas, refazer o lúdico, entender a diversidade

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As multidões ocupam as ruas não, apenas, visando desfazer propostas políticas. Há uma forma de se organizar, um grande encontro afetivo, muitas conversas, mudanças na formulação das estratégias. Anima, traz força, mostra a heterogeneidade. A movimentação é um registro da sociedade que vivemos. As imagens estão nas redes sociais, as pessoas gostam de marcar presenças e desfrutar da presença das tantas seduções. Portanto, a política ganha cores e fantasias. Diverte, inquieta, desenha suas vitrines. Um dia de sol, muito azul, protesto contra os abusos conversadores fazem um espetáculo que comove, mas há nuvens no ar que não podem ser banidas.

Imaginamos que as utopias podem ressurgir. mas tudo é muito efêmero. Há poucas reflexões e muitas individualistas buscando afirmações. Fica difícil dialogar. Nos debates, há dissidência por milímetros. Infelizmente, estamos subordinados à logica do consumo. Mesmo quem critica, não consegue ultrapassar certos limites. Observe o facebook. É uma fábrica de ambiguidades. É difícil escapar dos modelos. As passeatas repetem o que repercute, não acontecem na Lua, porém em cidades governadas por homens e mulheres. Não estamos soltos no infinito. Há alguém livre de qualquer contradição? Portanto, as vaidade acompanham e tripudiam sonhos.

A política ganha, assim, uma complexidade incomum. Muitas novidades descartáveis, desafios, apatias, cansaço e o reino dos celulares. Mais do que a luta, muitos preferem fantasias, exibições, motivos para festejar suas ações. Cada tempo com seu ritmos, não estamos em maio de 1968, nem passeando pelas ruas de Atenas. Apagar a rebeldia é um erro. Não vamos sacralizar o profano. Olhe os religiosos defendendo o fascismo! Quem esperava outra coisa nada entende? Não esqueça das artimanha dos pactos da Igreja Católica com a burguesia. Qualquer dúvida, assistam aos programas dos pastores. Vende-se tudo. Os interesses não se foram e nem irão

Ser ingênuo não resolve muita coisa. Rasgar a memória é um suicídio político. O importante é articular a consciência, dialogar, não cultivar perfeições ou purezas. Há desperdícios. As manipulações mudam e possuem ajuda da tecnologia. Vargas utilizava o rádio. Hitler explorou teorias científicas, Trump não perdeu de vista o ressentimento político. As relações de poder são escorregadias. No entanto, é preciso não se esconder. Quem se nega responsável, adormece, A história passa, pode assumir desenhos esquisitos e assustar. Somos seus sujeitos. O drama existe e a comédia também.

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