Ocupar as travessias

A vida repartida solta-se como um pássaro livre,

inventa, levita, testemunha a abertura do sonho.

Não fique na acumulação, nas restrições da quantidade,

nem negue que há possibilidades para fugir da monotonia.

Cada travessia possui um ritmo, um ruído, às vezes, estranho,

mas despedaça o arcaico e assombra as violências.

Há em cada aventura algo que nunca foi anunciado,

um cristal adormecido que retoma a utopia do espelho mágico.

O inesperado desabita a apatia e assusta as formas definidas.

Redesenhe o que parecia perdido e congelado.

A cartografia da vida não cabe em memória tardias.

O Deus que dança não criou o pecado, arquitetou o mundo e a nostalgia

sepultou  a culpa e não descansou no sétimo dia.

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