Odisseia política:LULA

 

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Não me espanto com os inesperados da história. Lamento  humanidade não firmar valores , nem investir na solidariedade. O individualismo, a falta de tolerância, a violência atuam durante séculos. Nada parece que, efetivamente, mudou. Não estou falando de tecnologias, redes de comunicação, vacinas contra gripes. Não posso negar que se iluminou mistérios. Mas a guerra continua, a luta é feroz, as inimizades são dolorosas, as hipocrisias engordam. Ordem e progresso é um lema que satisfaz as minorias. Elas se defendem, concentram-se, subornam.

A caminhada de Lula é curva. Meteu-se em muitas aventuras. É trágico ver o desfecho de muitos ódios. Sempre votei  em Lula, não fecho olhos para seus erros, perdemos oportunidades de fazer mudanças. Não sou um ingênuo que busca um Messias, nem um cínico que nega o passado e abre a porta para a grana. Ninguém se sustenta sem a articulação do saber com o poder. Não é à toa que vemos o desfile assombroso. Não existe identidade fixa. O que me assusta é a justificativa, o chamego com o capitalismo, as ligações com as empresas, a dissimulação, o apego a uma liberalismo cruel. Como não tenho ídolos, observo que a sobrevivência é danosa para alguns.

As torcidas organizadas tocam a política. A justiça vacila, porque há uma corrupção que não é punida. Tudo se transforma com argumentos, mídia irônica. Não há perspectiva de se pensar a divisão, o diálogo. Lula se tornou um alvo. Criou-se um drama ou um espetáculo que agita. Há compromissos em jogo, perdas que querem recompensas, cristãos abandonados e esquecidos de suas orações milagrosas. Governar o Brasil é quebra-cabeça. As alianças políticas são doentias, todos se sentem ameaçados e a rebeldia não mostrar ansiedades utópicas. a escravidão ainda habita nossas terras.

Estamos contaminados. Não há bom dia, porém sucessivos boatos e estragos.O sentimento de culpa continua desde os tempos de Adão e Eva. Ensino história, converso com os amigos, ouço as diversas gerações. O ruído é grande, no entanto o desencontro é uma epidemia. As pessoas estão desconfiadas, algumas apáticas, outras desconhecem o que o público e o privado. Talvez, seja arriscado tomar conta da responsabilidade.As lamentações são amplas e as prisões moram dentro da alma. Será que estamos esperando o juízo? Não sei. Sinto que um cansaço casado com o desespero, mas a história segue com muitos lugares e ocupações.

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