Os caminhos longos da história

 

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Tudo passa, fica a memória. As agitações se suspendem, os robôs silenciam, as ressacas acontecem. Muitos se enganam no calor da luta. O humano é cheio de acrobacias. Perde-se, depois procura o  sonho, cai no abismo, dorme inquieto. Não tem como calar de vez a história. Ninguém conhece seu ponto final. Prometeu se rebelou e os ingênuos  constroem abalos.O futuro aponta para algum lugar. Talvez, uma praia numa sociedade tranquila. Quem sabe um vulcão repleto de fogo, um vento sem rumo. Não sei, tenho incertezas e sigo minhas estimas. O poeta me ensinou a ser torto na vida. Suspeito de quem bajula ou destila arrogâncias. E aqueles “moralistas” que divagam sobre a corrupção?

A história não dispensa permanências. Quem ganhará as eleições? É sempre um poço profundo. Jair montou uma estrutura forte com ajuda substancial. Seduz massas, sem deixar de lado muita gente dita escolarizada, com privilégios e poderes fatais. Não se surpreenda com a multiplicidade. O mundo é vasto, há barreiras e ruínas. Haddad busca sair do sufoco, mostra ânimo. Não adianta contar erros, preparar relatórios. As pausas existem e nos tiram da manobras perversas. Sofri e sofro. No entanto, como educador já vivi singularidades impressionantes.

Não se deite e demore a dormir. Tente avaliar o que aprendeu. O passado não se foi de fez e o futuro desmanchará muitas especulações. Portanto, a escrita busca verdades particulares e observo que há conflitos rasos, cultivados pelos incautos. As festas se misturam com ruídos estranhos. Não se tem domínio sobre as estradas da história. Cogitam-se algumas análises, porém existem contaminações que prejudicam a lucidez. Ninguém consegue acertar em loterias, sem causar desastres interiores. Lança a riqueza em aventuras, se enche de ambições e agride quem considera inferior. Não são cenas raras. Muitos detestam o comunismo sem nunca ter lido a cartilha do vizinho.

A sorte pode ser o avesso do azar ou uma máscara bem feita. O importante é compreender que o ser humano nunca tocou no perfeito e se encanta com tecnologias perigosas. A mentira não é uma novidade que assombre nosso tempo. Analise as falas de Hitler. Observe as molezas malandras de Temer. Ninguém é radicalmente transparente. Não despreze suas declarações raivosas, nem as justifique. Somos sentimentos, dobramos perdões, confessamos desgovernos do passado. Desmembrar a história e discutir as audácias da razão são desafios. Não se lamente, nem curve. Para além do fascismo, há quem tenha vivenciado práticas feudais. Estranho, mas possível. O poeta sabe.

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