Os disfarces do tempo

Os calendários anunciam tempos vacilantes,

assaltos de mascarados exilados da história.

Há medos que não silenciam e gritos tenebrosos.

nada apaga o vazio de um futuro sem profecias.

Cada aventura disfarçada esconde o cinismo dos abutres,

vende-se a notícia com uma crueldade cotidiana.

Pense numa história que não abandona a nostalgia

e entrelaça a diversidades do desejo inquieto e azul.

Não finja que o mundo se conserta sem a invenção,

desfazendo os rastros dos fantasmas decadentes,

retomando os mitos dos encantos permanentes.

Não esqueça a imagem que fugiu do espelho,

a velocidade assustadora da morte atômica.

 

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