Os azares da vida quebrada

Não conto os números que a anunciam a miséria,

detesto estatísticas de economistas considerados profetas.

Não consigo entender o encanto dos privilégios,

nem acreditar que Deus é construtor de paraísos.

Há espelhos sem imagens e quebrados com fúria,

há sedes alimentadas com as águas do pântano.

Os azares do mundo se envolvem com gravidades obscuras,

olho a vida mal dita e desprossigo palavras que enganam.

O mundo apaga as imagens sem pertencimentos,

mas não acode os fugitivos dos exílios das tristezas contínuas.

Queria saber quem fez o barro, quem pintou a maçã,

quem inventou a culpa e o medo, sem se abraçar com o perdão.

O ponto final se balança no colo da última estrela que perdeu a luz.

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