Os resultados do Brasileirão: profecias sem juízo final

 

A torcida do Fluminense vive empolgada com a trajetória do seu time. O comando de Muricy está surtindo efeito. O time organiza-se, com poucas vacilações. Está na liderança. Seu treinador mudou a forma de encarar as estratégias. Não só cruzamento para área, mas também articulações nos passes e ataques rápidos. Ontem, empatou com o São Paulo.

Alguns times continuam passando uma fase assombrosa. O Goiás, o Grêmio e o Atlético Mineiro estão na berlinda. A tensão é grande. A vitória não aparece. O Palmeiras virou em cima do Galo. O Verdão fez dois gols e Scolari salvou-se.  Mais uma vez, a torcida do time de Luxemburgo saiu aborrecida, sem entender a razão de tanto desgoverno.

Ronaldo voltou e sua equipe se firmou perto da ponta da tabela. Não é o primeiro, porém se encontra em segundo lugar, com 34 pontos. Pelo menos não é vítima da instabilidade de outros, como o Cruzeiro que não segura o barco. Não dá a vibração de que poderá ser o campeão. Empatou com o Vasco. PC Gusmão criou uma fórmula defensiva, aparentemente, imbatível. Festeja sua invencibilidade. Sorte ou competência?

O Internacional deixou o Botafogo, na saudade, e avança na tabela, depois do título da Libertadores. Está com 27 pontos, junto com o Santos que não deu moleza. Ganhou de 2×0 do Goiás. Quer ser o destaque de 2010. Sofreu  impacto com a contusão de Ganso. Não está, no entanto, atravessando a agonia do Flamengo. O Mengão contratou Silas e perdeu para o Guarani em Campinas, nos últimos minutos do jogo.

A vantagem do Fluminense e do Corinthians é alentadora. Num campeonato de pontos corridos, há, contudo, mudanças inesperadas. O São Paulo, que vive um inferno astral, já chegou em rodadas finais aprontando surpresas. As quedas acontecem, porque os clubes dependem de muita coisa. A corda é bamba e balança. Contusões, táticas de treinador, diálogos incertos entre dirigentes, finanças travadas tumultuam e revertem as esperanças.

A lembrança de que o futebol é um jogo compõe a metafísica. Por isso, não causa estranheza consagrá-la. O lúdico tem dimensões incontroláveis. Quem persegue o linear comete enganos ou se assusta com qualquer fantasma. Desconhece as tramas da  fantasia. A cultura  responde à incompletude, de formas variadas. O lúdico faz parte dela, com todo seu verniz de gratuidade.

Há muita estrada e muitas pedras no meio do caminho. Não custa especular, ser profeta. É divertido, perigoso. Já pensou se o Ceará retomar sua forma inicial ou o Avaí procurar festejar gols com frequência? E se o Cruzeiro abandonar as hesitações ou o Fogão entrosar, mais ainda, o seu ataque? O juízo final não tem data marcada, portanto o título do Brasileirão, da série A, permanece em disputa.

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