Os ritmos e as saudades

As sensações de que as linhas não conseguem costurar o mundo

deixam uma suspense que amargura e distrai a alegria.

Há sempre quem não se canse de esquecer as memórias,

de aprisionar os sentimentos nas moradias escuras e desfiguradas.

Nada possui significados que marquem identidades definitivas,

os afetos desprezam medidas, buscam expandir as possibilidades flutuantes.

As chaves das portas fechadas não pertencem ao ritmo único do desespero.

Quem descobre o vazio, descobre os perigos da plenitude, a persistência da dúvida.

O mundo é do tamanho da saudade inexplicável e da vida que fugiu do paraíso.

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>