Os ruídos da história: a busca da eternidade e do engano

 

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A história não abre seu cenário. Ele é sempre misterioso. Muitos jogam profecias, inventam lendas, criam religiões. Mas se sente um esgotamento. A imaginação lenta, enfeitiçada pela tecnologia e manipulações políticas. Não se sabe com se fizeram os sinais da origem. O universo pode ser infinito pela sua dimensão mágica. Não há como esquecer que tudo pode ser uma brincadeira. Mesmo que os deuses existam, tudo se constrói na dúvida. A morte chega, porém há uma luta para que os sonhos da eternidade permaneçam.

A vida se torna uma sucessão de dissonâncias, apesar da apatia e da massificação dos que se desligam das perguntas ou preferem fugir de qualquer angústia. Multiplicamos as teorias, enchemos as vaidades de suposições e muitos se escondem de atritos. O debate sobre o movimento e a ilusão do movimento não se foi. Será que as pessoas se sentem personagens malditas e se aliam com as promessas de salvação de messias fabricados? Não se garante a verdade única, pois as inquietações renovam a cultura.

Se a história aponta para evoluções, não sei. A ética se esfarela com as manobras do capitalismo. Não se planeja o fim da exploração. Ela se sofistica. Portanto, o jogo se aprofunda com as incertezas. Quem considera as determinações termina sucumbindo no acaso. Trata-se de escrever lendas como metáforas possíveis da criação. Daí, o juízo final, os demônios ensandecidos. os paraísos perdidos entre os pântanos e os desertos. Gabriel falou de cem anos de solidão, Auster navega no inesperado, Calvino se envolve com os mitos. Não há limite.

Os entrelaçamentos históricos não cessam, não avisam que a eternidade está nas mentes de cada um. Corremos num caminho com muitas curvas. Se as pinturas de Picasso mostram a diversidade e a ousadia, a música dos Beatles segue contagiado fanáticos. Não se consolidam formas especiais, mas surpresas que podem ser mesquinhas ou desfazer qualquer previsão astrológica. Talvez, seja preciso renomear o mundo. A pós-história fundará outros desejos. Descreveremos cenários longe dos enganos, perto da fragilidade que nos habita.

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