Os sentimentos se escondem?

 

Nos esconderijos dos sentimentos há movimentos indecifráveis,

magias que desafiam razões e desmancham identidades vacilantes.

Há espantos indeterminados que multiplicam o estar-no-mundo

e inventam as histórias que não amedrontam  as subjetividades.

Não adianta desmontar a solidão porque o ruído permanece e

e estranhos exílios adormecem as dores inesperadas.

Os sentimentos andam no silêncio ou se aconchegam nos corpos,

desenhando geometrias que não negam o eterno retorno.

A vida não prefere caminhos, nem elege destinos definitivos.

As carências não contam tudo, não esgotam os sinais dos desencontros.

As linguagens apenas celebram o reino perene do inacabado.

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