O jogo no Senado: a reflexão desfeita e esvaziada

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A reconceituação faz parte da luta dos saberes. Ela é vitrine política e não uma geometria carregada de neutralidades. Hoje, discute-se a violência das manobras stalinistas. Antes, ele era visto como grande exemplo de prática marxista. Há quem o defenda, pois muitos se salvam na agressividade e no ressentimento. As leituras se multiplicam e Marx era teórico que valorizava a criatividade do trabalho. Surgem outras metodologias. É precioso ampliar aquelas visões estreitas. Os diálogos mostram que as obras não se fazem sozinhas. Os saberes devem estimular diálogos, não negando seus princípios. As revisões acontecem, sufocam valores , no passado, inquestionáveis.

Estamos na história. Os congelamentos são simulações e as intrigas sacodem os apáticos, porém também inquietam violências extremadas. Portanto, as palavras mudam seus significados, sem desprezar as ambiguidades. Na sociedade atual, a velocidade das informações elege a novidade como base dos debates. Como aprofundar se a notícia é negócio? A imprensa navega no superficial, promove o espetáculo. O que dá audiência? Os danos para a verdade são enormes. O teatro do absurdo ganha lugar privilegiado. Quem escreveria um conto sobre as irritações republicanas numa tarde de sábado?

As últimas eleições, no Senado, provocaram o inesperado. O jogo foi radicalizado. O ruído debochado da renovação guardava manipulações frequentes. Renan era o velho, carcomido. Muitos se exibiam como a novidade, a política que traria abalos. A disputa se deu, teve transmissões para o público. Não faltaram cenas de embates escancarados e de ironias teatrais. Denúncias, espertezas, vazios. O ambiente era conservador, porém as simulações evitavam revelar a face dos interesses. Renan perdeu ou abandonou a luta? Quem adivinha o que vai acontecer? Jair simpatiza com o resultado? E Flávio arma planos?

Frustrações, lamentos, celebrações. Nada que representassem rebeldia e satisfação para trazer perspectivas diferentes. Tudo se parecia, mas o importante era fabricar as diferenças. Os jornalistas descreviam as cenas, assustados ou aparentemente assustados.Nada que refletisse sobre o evento de forma mais densa. Bastariam as imagens. Renan é astucioso, mas não é dono de todo poder. Como se darão as relações políticas no Senado? Haverá benefícios para quem? Ganham os desgovernos de sempre. Quem é espectador termina se ferrando. Já pensou considerar o DEM como símbolo de travessias para o futuro?Trata-se de um neoliberalismo ou de um cinismo elaborado por especialistas? Há muitos gritos parados no ar.

 

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