Os tempos insanos

O instante vadio toma conta das sínteses mais radicais,

parece um tempo absoluto e construtor de paraísos.

Os calendários adormecem quando escondem rebeldias

e fixam desejos de apresentar limites desfigurados.

Somos estranhos nos exílios das horas de amargura,

multiplicamos palavras para simular agonias finais.

Nem sabemos que a morte é a distância e a vida é a ousadia passageira.

Somos as sombras que atormentam a culpa dos deuses enlouquecidos,

acumulamos pedras para enganar os sonhos desgovernados.

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