Os tricolores balançam-se nos trapézios, mas nem tudo é festa.

Hoje, é dia de falar dos tricolores. Não de todos, pois seria impossível. Mas há algo em comum, para animar o texto. São três tricolores, veja que sinfonia vocabular. Escolhi o Fluminense, o São Paulo e o Santa Cruz.

Cada um vivendo fases diferentes, lutando em campeonatos decisivos, querendo encontrar a boa sorte no domingo, 8 de agosto. Todos em busca de reafirmar posições e  abrir trilhas vitoriosas. Eles sabem os perigos que correm num mundo de tantas cores e de tantas formas.

O Fluminense organiza-se para conquistar o título do brasileiro. Está com Muricy no comando e tem feito contratações para fortalecer o elenco. Não dorme em berço esplêndido, deseja muito mais. Apresenta-se com disposição, sem igual, e sonha com suas tradições mais sedutoras.

O São Paulo não cumpriu as promessas tão divulgadas pelos seus dirigentes. O time naufragou, de forma melancólica, nas semifinais da Libertadores. Houve choro, Ricardo Gomes saiu e se  desenha uma reviravolta. Agora, o olhar se lança para outros espelhos. Não falta elenco.

O Santa Cruz tem, nos úlitmos anos, uma história de fracassos frequentes. Possui uma torcida apaixonada, renasce das cinzas, porém não derruba a parede do insucesso. Quando se julga salvo, voltam as quedas e as decepções. Amarga as dificuldades da série D e sofre com as gozações dos adversários.

Nas trilhas das disputas, o empenho do Fluminense se manteve. Pegou um adversário difícil, o Grêmio, e ganhou. Está na liderança do campeonato, perseguido pelo Corinthians. O tricolor do Rio tem enfrentado bem os jogos fora de casa. Isso é um bom sinal. Muricy mostra seu trabalho, depois da passagem negativa no Palmeiras.

O Santa Cruz não saiu do empate. Começou fazendo um gol, acedendo o fogo de uma disparada na classificação, mas, no segundo tempo, o Confiança empatou. Não fugiu, portanto, dos seus desequilíbrios. Nem tudo é desespero. Ficam mais dúvidas e expectativas. A cobra coral não escapou das tensões.

O São Paulo tinha uma partida fora do seu estádio. Era fundamental uma vitória , para espantar os desacertos do passado  recente. Mais uma vez, o time não superou suas dificuldades. Tomou um sufoco do Atlético do Paraná. Rogério fez defesas magistrais. Garantiu o 1×1.

 O resultado se tornou uma dádiva. Diminuiu um pouco  a pressão, porém a  ausência de confiança no tricolor do Morumbi, antes tão festejado,  continua atormentando a torcida. A paciência é uma necessidade no futebol. Há certos mistérios e incômodos, mas tudo passa.

Não foi um domingo muito feliz. Apenas, o Fluminense honrou as três cores. Está na ponta da tabela, pelos menos por um tempo. O espetáculo prossegue. Quem sabe o cenário mude e os tricolores tristes animem-se diante de outras possibilidades ? O jogo e o circo são diversões. Nelas, há lugar para encantos e frustrações.

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