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Tricolores e rubro-negros: esperanças e tristezas para viver

Na vida, nada é uniforme. A surpresa faz parte do cotidiano. Quando achamos que está tudo arrumado, o desmantelo aparece para desfazer as chances de equilíbrio. A felicidade se resume a momentos, nem sempre longos. Tudo é muito passageiro e os  mistérios se escondem em cada esquina.

Imagine o mundo do jogo ! Quem sabe se a vida não é o maior dos jogos? Perde faz parte, mas perde muito desanima e cria pesos. Por isso, as mudanças acontecem e ceder ao desespero não é a saída. Os perigos da vida não devem ser subestimados, nem tampouco agigantados. A busca da harmonia nos torna mais sábios e realistas.

Bastou o Santa Cruz ganhar domingo, para torcida tricolor se manifesta. Muita gente com a camisa oficial do clube ou mesmo as piratas. Volta a esperança de deixar a série D.

Lutar para que ela se mantenha e penetre no coração dos jogadores. A força da torcida é fundamental para que a energia flua e transforme. Que as carências desapareçam!

O Sport foi derrotado pelo Duque de Caxias, na sua própria casa. Toninho Cerezo quase saiu. Será que é a velha questão da falta de prestígio? O elenco está desmotivado? O dinheiro está escasso? Quais são as grandes falhas do esquema rubro-negro? Onde está a vontade dos jogadores?

As perguntas não param, o que permanece é a frustração. E o medo de não superar as dificuldades? Repete-se o desastre do ano passado? Contratar requer também sorte?

 Há uma ausência de compromisso que arruína qualquer planejamento, quando chegam futebolistas apáticos, só pensando em passar um tempo. É motivo para muitas fofocas e fuga dos estádios.

Outro tricolor, o São Paulo, não se encontra com muita folga. Péssima campanha na série A, técnico tomado por hesitações e planos de  chegar na disputa final da Libertadores. A procura da redenção e a satisfação de se manter na crista da onda.

 Mas o Internacional espera alcançar o mesmo objetivo. Os times se equilibram e a turma do Morumbi está doida para se livrar das críticas. Não é possível ficar no marasmo, depois de tantas expectativas sobre o desempenho do time.

O mundo do futebol esta inserido nas andanças da vida. Não podia ser diferente. Não há vida sem sentimento, sem dores, sem alegrias, sem prazeres. Praticar esportes, ser adepto de um clube, trazem movimentos e agitam emoções. Sem os sentimentos, a vida é um deserto, sem cores atraentes e com  desejos quebrados.

Rei morto, rei posto: a seleção se renova

Mano Menezes anunciou a convocação. É ,sempre, momento, de acirrar divergências. No entanto, a renovação esperada aconteceu. Nomes nuca chamados e outros já conhecidos pelo público. É a partida para Copa de 2014 e a possibilidade do penta.

Tudo isso gera expectativas. Atiça o noticiário e os filósofos da bola. Há jogadores de talento indiscutível. Há os que precisam de tempo, para se entrosarem com as responsabilidades do projeto tão cobiçado.

Dirigir a seleção brasileira de futebol requer muita sagacidade. Não basta, apenas, ser perito na arte das táticas e nas artimanhas dos adversários. Existe uma intensa mobilização em torno das ações do técnico. Não cessam críticas, nem conselhos.

Mano parece ser hábil na convivência. Teve passagem pelo Corinthians, sem estardalhaços, resolvendo as brocas com paciência. Não foi uma fase rápida, nem muito fácil. Manteve seu esquema de trabalho e deixou saudades.

A CBF é poderosa. Ninguém desconfia disso. A Copa de 2014, suas articulações e suas gigantescas obras enchem Ricardo Teixeira de instrumentos variados de negociação. Mano enfrentará o cerco das disputas e dos confrontos invejosos, também com os políticos do futebol.

O importante é que as práticas do passado sejam redimensionadas. Vamos lutar por relações democráticas, dispensar as arrogâncias e discutir as questões com transparência. Ninguém almeja a verdade absoluta. O mundo do futebol é complexo e escorregadio.

Há uma torcidade imensa desejando sucesso e inquieta com os desequilíbrios anteriores. A seleção e patrimônio de todos, mas há os escolhidos para orientá-la. Boa sorte, Mano.

A coragem e a ousadia fazem bem. O isolamento e o autoritarismo trazem energias negativas, criam vazios e distanciamentos desnecessários. O entrelaçamento das forças estica o brilho da vitória, redefine caminhos e aumenta a vontade de seguir adiante.