Latest Publications

Nas ondas de paraísos descartáveis e de neuroses cotidianas

Resultado de imagem para paraíso

 

Há reflexões que tentam salvar os chamados dos capitais e das maldades perenes. Os iluministas pensaram em salvações racionalistas. Não deram certo. Conhecer não significa necessariamente  fixar compromisso. Quem não sabe que existem abandono e exploração? Sempre surge alguém que justifica perdas e admite o discurso da servidão voluntária. Não só as religiões preparam armadilhas. Buscam também  santos transparentes. No entanto, estamos assistindo aos desmandos gerais de sacerdotes que superestimam o sagrado banalizado. Vale o interesse, enaltecido pelo pragmatismo. Vence uma insegurança que atormenta o cotidiano, desmonta o sossego, enfraquece.

Figuras pintam no pedaço com fúria de vinganças. Observem os pronunciamentos. Alguns se julgam  redentores e acusam inimigos de todas as manipulações possíveis. É forte o ódio que cultiva. Há outras figuras que externam desejos e prometem limpar o mundo. Todos acompanham as falas dos ministros. Eles se sentem incomodados com críticas, mas ão deixam as dubiedades de lado. Quando se trata dos julgamentos do Supremo, as coisas se embaralham. Será que não há encenações marcadas? Muitas controvérsias escondem que não há capitalismo sem coerção e desigualdade. Analise as ações das multinacionais nos países mais pobres. Não se arme com ressentimentos, porém não deixe de condenar o que está errado.

Não custa percorrer as histórias. Voltaire desconfiava da dignidade humana. Marx mostrou como o capitalismo segue a exploração. Freud se decepcionou com a agressividade. Não a negou. Procurou compreendê-la. Os hippies lutaram por paz e amor, embora o racismo degradasse a vida social e invadisse as ruas dos Estados Unidos. Quem pode se desfazer das memórias das atitudes de Hitler, dos acordos da Igreja com Mussolini, das guerra feitas para estimular o mercado de armas? Não dá para esperar paraísos ou eternidades, uma paz fabricada por mídias controladas, Tudo se perverte como se fosse um programa mal feito de computador. Não é o caos, é luta por poder se ampliando com imaginários povoados de ódios e desesperos.

Contemplo a história fora da linearidade. Não consigo mergulhar em utopias de forma radical. Longe de mim desejar uma epidemia de penúrias. Considero o caminho da história desenhado por curvas. Não há ingenuidades, porém misturas que confundem, romantismo suaves para criar amarguras leves. A sociedade celebra festas, agita sonhos. Isso a engrandece, para alguns e cria ilusões para outros. Existem simulacros que usam tecnologias. Estamos no meio de fórmulas e vacinas perigosas. A escravidão  está solta arruinando o mundo, com espetáculos caros e imagéticas. Os perdões não se foram e se vestem como esconderijos do bem. Desarma-se, as neuroses urbanas também descompõem os que lembram os anjos.

A rebeldia tem moradias não parisienses

Resultado de imagem para rebeldia

 

Há retornos como dizem os saudosos. Muitos liberais festejam a possibilidade de vencer a chamada esquerda e partir para soltar de vez a economia. Cá está Guedes com sede avassaladora. Mas há contrastes. A Argentina não anda bem e não consegue resolver questões esportivas. Na França, surgem ataques ao governo, choques com a polícia, perplexidade nas análises.

Alguns lembram as rebeliões estudantis, as manifestações nas universidades, os estudantes em ação, outros temem ações desencontradas, extremismos. A heterogeneidade da história não é incomum. Houve escravidão, decretou-se o seu fim, porém a exploração do trabalho humano atua de forma cruel. As farsas são imensas e a hipocrisia se apresenta nas celebrações. Há quem voe no tapete, pensado estar vivendo no tempo dos gênios e das fadas.

A burguesia foi esperta para garantir seu mando político. Espalhou suas ordens pelo mundo. Não teve pudor. Achou os fascistas simpáticos, agitou sua grana, sacudiu bombas. O capitalismo se rearruma e promete se articular com a teologia da prosperidade para firmar novas bases. A história não se congela. Tudo parecia em paz nas ruas de Paris.

Quem, então, movimenta protestos? Por que tanta inquietude? Será que o imaginário do Iluminismo ainda possui sua força? Voltaire ressuscitou? Sartre assume seu fantasma e incomoda os conversadores? São perguntas que a mídia busca responder. As armas estão no  mundo mascarada, no ruído dos celulares. Duvida? Quer o reino eterno?

Existem simplicidades expostas para sufocar certas concepções de mundo. Apagam análises, promovem sensacionalismo, p esfarrapam a política. Muitas figuras pouco sábias se aproveitam para mostrar suas superficialidades. A história não é apenas o agora. Os tempos se entrelaçam. Há pesos e medidas. O mundo se assombra e ver que as cores são infinitas.

Freud observou o desejo de matar, a instabilidade, as afetividades diluídas. Nada como enfrentar a complexidade, mesmo reconhecendo limites. Nietzsche denunciou vazios, Adorno não se enganou com o nazismo. Hannah encorajou quem temia a volta dos totalitarismos. Ouçam as dissonâncias, desenhem marcas que flutuem na poluição dos desenganos.

Portanto, os que se escondem na neutralidade desfazem os momentos de tensão. Não significa que a revolução está no armário. A sociedade se desencontra, porque convive com poderes violentos e fomes que atiçam desigualdades. Não há como achar que tudo será com antes, que o destino dará significado aos mais carentes. Há contradições que não cessam e incompletudes. As ruas insatisfações e desesperos. O projeto de cada um vai costurando suas fantasias.

O homem revoltado de Camus merece escuta. A sociedade se balança com as certezas sendo colocadas em questão. Já disseram que Jair era puro, que Deus assiste à história, que as orações trazem reencarnações insuperáveis. Difícil escrever um projeto que silencie e abafe os ruídos. Não sei a placa que indica a estrada do juízo final. Somos pedras e espantos e não, santos e anjos. É preciso assanhar os sentidos.

O ensino da história: complexidades fabricadas

Resultado de imagem para genocidio

 

Ensinar sem educar é uma falta de sensibilidade cruel. Não adianta acumular datas. descrever batalhas e entrar nas fofocas de figuras ditas ilustres. É preciso que a história se amplie e toque na vida. As palavras se aproximam dos momentos da cada um, quando fugimos dos efeitos didáticos e conquistamos o mundo da reflexão. Há quem se entregue aos dados do progresso, sem observar as bombas e os genocídios. A dialética do esclarecimento afirma concepções de mundo, trazem inquietações. Ficar na apatia é a frustração escondida. O ensino está alem das páginas dos livros, exige que se toque nas emoções e se desloque o olhar fixo.

Muitos professores se fecham na carga horária. Não imaginam o peso de um conhecimento meramente estatístico. Não há neutralidade, o compromisso nos move, as diferenças se expandem e criam as lutas políticas. O absurdo de se defender a escola sem partido é brutal. Observem o histerismo dos que inventam o socialismo na Venezuela. Os desastres, do nível intelectual de alguns, levam à mediocridades. A família Bolsonaro faz estragos. Não sossegue, porque há quem defenda o socialismo sem nunca analisar um texto de Marx. Dinamitam o saber, para ocupar vitrines do ódio. Riscam os campos de concentração e disfarçam a ação das polícias secretas.

Não esqueça que memória e história dialogam com ânimo ativo. Quem não se estica se desperdiça. Ressuscitar lembranças confusas é tática presente entre os políticos. Mostram desenvolturas que assassinam desejo de mudar a sociedade. Já escutaram as declarações de Olavo? São torpedos treinados para atravessar as intenções saudáveis. Alguns se limitam a tentativas de consagrar a pedagogia militarista. A moda é a continência.  Exaltam nações que espalharam crueldades, construíram travessias racistas. Não é fácil engolir mentiras absurdas, admirar discursos fabricados para dominar o mundo. Os especialistas aprendem a distribuir suspenses vazios. A mídia estreita a inteligência e celebra mercadorias e outros justificam-se na embriaguez exaltada.

O ser  humano não nasceu para fundar paraísos. Tudo possui uma fragilidade. Imagina uma harmonia social, um período histórico sem renascimentos. Por que as religiões se juntam com a política? Quando  educação realça a crítica abandona esquemas onde a palavra característica justifica tudo. Deixar de olhar as idas e vindas das relações sociais anula os conflitos e registra ilusões. Quem se motiva com a história seguindo a linearidade e zombando da multiplicidade? Não é sem razão que a privatização é sempre uma ameaça. Minimizar a complexidade da cultura é também um aventura na significativa. O desgaste é grande, quando o sucesso se consagra com a obtenção do título. Para quê?

O capitalismo possui muitos disfarces

 

Imagem relacionada

 

Quem se liga nas astúcias da sociedade deve desconfiar das superficialidades. Há quem não observe a globalização aumentar sua expansão econômica. Isso cria espaços de lutas, de manipulações frequentes. Nem todos querem sair da sua quietude e socializar as riquezas. Inocentam o capitalismo de tudo e culpa a falta de competência das pessoas. É preciso aprofundar, destrinchar a pedagogia que nos faz buscar riquezas. A grana corre para destroçar quem não se alia aos seus encantos. Ela puxa, traz conflitos, não esquece as máscaras. A desigualdade social se mostra nas calçadas. Com certeza, há quem estimule a corrupção, mas ela não prospera sem acordos que acedem ambições e indignidades. Não estamos sós.

Somos animais espertos. Ajudamos, produzimos filantropias, exaltamos caridades. A bolsa revela ansiedades. O governo joga. Jair promete manter os militares na crista da onda. O dólar desce, sobe, inquieta-se. O petróleo é disputado e o fôlego da disputa é grande. Quem está com a razão? Quem usufrui do poder? Quem busca financiamentos ou buscava de forma feroz? As eleições transformaram opiniões. Muitos estão vidrados no liberalismo e apagam suas memórias. Possuem admiradores que nada conhecem de história. A sinceridade balança e o mundo se enche de incertezas. Trump é mestre na burla.

A leitura interpreta os que muitos escondem. Há quem troque favores, mas receiam ser descobertos. O passado não condena. As lutas anteriores salva. E o agora das redes sociais? E as invisibilidades soltas nos zaps? Fase de extremas armadilhas. A linguagem é ambígua, derruba ingênuos, sacraliza verdades tontas. Todos querem olhar para o espelho guardando simpatias. Há pactos precisos, maldade nos pântanos poucos conhecidos. Constroem-se possibilidades, porém falta rebeldia, os inimigos se arquitetam para inventar boatos e a justiça depende das espertezas moralistas. Frustra-se quem acredita naquela figura que,antes, se exibia com ideias de mudanças e ódio aos conservadores. O medo não se foi.

O oportunismo sobrevive, se recorda do utilitarismo, delira com os intelectuais que esclarecem sandices e se tornam gurus do nada. O nível baixou e não parece fugir da mediocridade. O que na mídia que garante reflexão mínima.?Uma acomodação depressiva ajuda a ausência de arte ativa. Vive-se na ruína e , ao mesmo tempo. o progresso alicia fãs. Deixa os monopólios crescerem. Há alguma utopia disponível? Os totalitarismos de esquerda também não secaram esperanças? O mundo silencia diante da distância entre ricos pobres , a vitrine pede compras. A vida não muda. Pouco importa para alguns. Justificam-se sem alarde, com risos e hipocrisias sofisticadas. Os mais cínicos pedem bis.

O amor é a possibilidade da salvação ou da ilusão perfeita?

Resultado de imagem para amor

 

Tudo tem uma história. Não é preciso ser sábio, para observar que há mudanças. O olhar de cada um possui cores singulares. As cegueiras existem, como os traumas de infâncias, as intrigas afetivas, as famílias esfarrapadas pelas dores. Ninguém, porém, deixa de falar no amor. Adão e Eva já estavam atentos. Zeus gostava de andanças em buscas de salvações eróticas. O amor é mais que um tema, é uma prática complexa. Lembra-se das dificuldades de Romeu e Julieta. das análises de Freud, das decepções de Cristo e de sua fala aos que acusavam Madelena?

É importante não desprezar a memória. O romantismo se renova, anda atrás de milagres. Muitos não se ligam no século XIX, esquecem de Goethe, não conhecem Victor Hugo. O amor não dança num só ritmo. Quando o capitalismo se constróis, ele segue passos perigosos. As idealizações sofrem abalos, pois as heranças assumem lugar de destaques e as virtudes ganham outros nomes. A sociedade formula contratos, observa as jogadas do individualismo, abala as façanhas da monogamia. Formam-se alianças com as religiões e o sagrado se mistura com o profano. Muitas geometrias  distraem as batidas da aflição inimiga.

Há quem não tenha pressa. O amor requer silêncios, paciência, ousadias. Ele não é escravo da paixão. Correr cansa e nem todos respiramos ares encantados. Portanto, sacudir as travessias diferentes, usar esquemas, não trazem fôlego. O amor se fragiliza, mostra a falta de eternidade que nos cerca. Garantir suas certezas seria uma obra magistral. Melhor é compreender que os espelhos se quebram. A magia abraça o amor, porém não confie que ela tem residência fixa. O aeroporto está cheios de voos, nem todos possuem decolagens seguras. O desfazer é componente da história, ponto final de alguma coisa. E a reinvenção não chama atenção dos mal resolvidos e subverte a travessia?

Tudo isso inquieta o coração. Os símbolos traçam caminhos, um sorriso anima, uma transa revela anseios, uma mudez anuncia desavenças. A gramática do amor é profunda e não foge das interrogações. O amor está na vida, se recompõe, ameça solitários, amedronta quem se julga superior às frustrações. O que fere sempre desgoverna sonhos. Fixar o amor e entrelaçá-lo com regras  garantiriam  a conquista da estabilidade? Octavio Paz desconfiava do amor em épocas do pragmatismo. Num mundo das mercadorias o afetos é atacado por granas e armadilhas. O amor não escapa. Não custa esperar as surpresas. Não custa experimentar o perfume da sedução. O sentimento pede ânimo e a sociedade quer festas e celebridades coloridas.

 

O deboche é um sinal de fascismo

Resultado de imagem para fascismo

 

Tudo pode ser dito. Não há censura clara e a crítica faz bem a reflexão. Mas as palavras estão balançando numa rapidez sem fim. Poucos querem pensar. Preferem curtir o deboche. Não é o humor. São afirmações que disfarçam posições e prometem confundir. Leia o que proclamam os pastores vendedores da salvação. Aproximam-se de vantagens e gostam de ludibriar. É impressionante o cinismo. O capitalismo não perde tempo. Viaja na fé fabricada, para manter a exploração e aprofundar as espertezas. E há quem torça por suas aventuras!

O sistema dominante segue sua trilha. Os acordos testemunham que a ingenuidade não se foi. Arrecadam quantias em templos do sagrado. Há quem fique assustado. A história não é omissa. Não se recorda dos acordos da Igreja com Franco? E a exploração colonial com a benção de orações opressoras? A sociedade se constrói em linhas curvas, criando euforias que se julgam promissoras. Não se engane. A queda de valores acontece, em todas as épocas,e o romantismo se reinventa, em busca de utopias mergulhadas em pântanos.A arrogância desconcerta e cria plateias negativas.

O fortalecimento depende da lucidez de cada um. O individualismo justifica teorias e práticas. Levar vantagem virou uma epidemia. Pouco importa se a concentração de riqueza é desconfortável e empurra a miséria para maioria. O deboche brinca com a desigualdade e naturaliza racismos culturais. Observe as encenações dos líderes fascistas.Não aponte o dedo  apenas para as religiões. Lembre-se do eurocentrismo, das formulações científicas do século XIX. Por que o desprezo pela África e o elogio fácil aos mercados? Por que a escravidão não se cansa de ameaçar? O lixo da vaidade não sossega, quer feitiços e celebra os enganos dos medíocres.Esperar uma rebelião que livre a sociedade das seus vícios é formular encantos que não vingam.

Marcuse se entusiasmou com sinais de uma nova sensibilidades. 1968 inquietou as burocracias. No entanto, pequenas reformas trouxeram certo ânimo, houve paixões por mudanças intelectuais que defendiam comportamentos alternativos. Um onda conservadora atravessa, agora, o que aparecia consolidado. Muitos se retraem, se vestem de desesperanças diante dos deboches programados. É incrível. O cheiro do fascismo sufoca, gera pesadelos, se mistura com as notícias da mídia.E você não mergulha na memória? Cuidado, com as traições da superficialidade. O caminho do vai e volta é perigoso e a solidão possui suas armadilhas.

Poema do ato

Resultado de imagem para sonho

Não se engane com a lei da gravidade que esquece

         a história dos invisíveis e decreta a morte da adivinhação.

         Imagine a negritude que vem da luz e da sombra,

         revelando e não inventando, encantando e não desprezando,

          construindo a ponte adormecida na fantasia do infinito,

          libertando a exploração da mentira vaidosa e perversa.

          Não compreenda, nem crie teorias, apenas sinta o ritmo,

           o sopro, o poema, a ato do acaso arquiteto do absurdo,

           o amor inexistente desacontecido na escassez do sonho da madrugada.

           Aqui estou, porque deixei de ser o desenho do mesquinho,

           e reparto um pão que nunca foi meu e flutua no tapete mágico

            das agonias nostálgicas, de um paraíso perdido na culpa suicida.

            No muro da esquina da praça se encontram a sentença final da vaidade,

           o eco do grito vacilante do trapezista, a dúvida moribunda do derradeiro

           filósofo, a maldade guardada na vitrine das operações históricas dominantes.

           Conte, relembrando as metafísicas esfarrapadas, o mendigo dono do mundo,

            o  desfazer das sofisticações acadêmicas, das razões opressoras.

                                                                                    Desnutilize-se.

.

No meio do facebook e do mundo, o poder se anuncia

Resultado de imagem para poder

 

Não sou um pessimista radical, mas acho difícil que a história seja um lugar de bons afetos generalizados. Há muita vaidade e busca de vitrine. As mudanças, nos meios de comunicação, possuem uma grande penetração na vida de cada um. As notícias correm, as liquidações atraem, os amigos contam os êxitos de seus amigos virtuais. Não estamos vivendo de contatos diretos. A curtição passa pela criação de figuras fantasiosas, de arquitetar esconderijos, de se mover com plateias bajuladores. Isso acontece, na sociedade, de forma veloz e não é privilégio de uma cultura particular. Briga-se por exibicionismo de gênios eleitos para ilustrar mediocridades.

O intelectual atua decisivamente. Na escolha dos ministros de Jair, há debates que mobilizam acadêmicos, derrubam reputações e criam gurus. Não é novidade, mas os constrangimentos arruínam reputações. As arrogâncias aparecem como sabedorias. A questão é eliminar o outro. Surgem tipos estranhos. Frota consolida seu lado debochado. Olavo de Carvalho está envolvido num processo com a filha. Mourão fala o que não deve, porém promete salvar a família brasileira. Só não ver quem não quer, porém o conservadorismo se expande, traz uma nostalgia explorada com sutilezas programadas. A educação vende alienação e valores mesquinhos.

O facebook traz muitas figuras que navegam, cotidianamente, escrevendo sobre suas vidas. Outros preferem se manifestar quando a política ferve. Os interesses se multiplicam, como também as ironias ou mesmo um humor pouco saudável. Sou frequentador do face, não o condeno radicalmente. Ele provoca bons encontros, participa dos afetos contemporâneos. Para alguns, está repleto de vazio. Polêmicas se acirram e mutos esquecem dos zaps, dos celulares, do e-mail. O mundo é outro. Não havia nem telefone, nem telegrama, nem televisões. Ainda troquei cartas longas. Portanto, a visibilidade era outra, os discursos alimentavam linguagens diferentes.

Não podemos esquecer os registros das memórias. Há relações marcantes e outras se desbotam. As relações de poder nos acompanham. A  igreja católica já deu cartas decisivas, Napoleão queria dominar a Europa, Portugal tinha um império, Kennedy foi assassinado de forma inesperada. Hoje, os delírios fascinam e se vestem de milagres.Circulam vídeos de arrecadações de cheques sob o comando de pastores de fala fácil. Será que a ingenuidade permanece e consegue empurrar golpes? Não tenho certeza. Há carências e as religiões não são neutras. Elas investem com esperteza, embora se afirmem representantes do bem. Nem todos e todas gostam de conviver com as falcatruas. Há uma minoria que nutre e ocupa seus espaços. Há ruínas que alucinam o mundo.

As ressacas da política: a conversa difícil

Resultado de imagem para politica

 

Nada de novo no pedaço das tantas querelas políticas. Houve épocas de acirramentos e de debates não pacíficos. Gurras e perseguições. Hoje, as relações voltaram, porém, a esquentar. É complexo estabelecer uma conversa, quando se trata das medidas políticas. Há uma cegueira generalizada. As raivas e os argumentos pesados substituem a lucidez. Todos se armam. É lamentável, mas os muros são fortes. a intolerância continua fazendo vítimas, apagando cores e acedendo delírios. Portanto, o tama sacudiu famílias e ameaça a confraternização natalina. Alguns tinham ficado em cima do muro e se revelam amigo do autoritarismo. Cruz credo.

É cruel a demolição dos valores. Quando o diálogo não flutua, a violência expande sua ação. Perdas de afetos, multiplicação de ódios e crença em messias. Celebra-se que existirá transformações, porém os nomeados também possuem fichas nada exemplares. O PT exagerou e poderia trazer socialização de benefícios. Ficou emparedado. Seria ótimos que tudo isso fosse superado. No entanto, a repetição não se justifica. O pior é que os aplausos dos fanáticos se consolida. O discurso do divino se torna escatológica. Deus está com agenda cheia.

Pensei que o novo governo apostaria em desafios, para eliminar aquelo que chamam de herança maldita. A história do Brasil está cheio de desencontros. Cada presidente reafirma expectativas, denuncia, mas quando assume o poder cai no pântano. A mídia já começou a criar discursos de arrependimentos. As ironias se sucedem. A luta política se faz com diferenças, sem a preparação de armadilhas assassinas. engano geral.Destruir antigas relações afetivas, para segurar mentiras inquietas, mete medo, virou deboche para os mais recalcados.

Não sei. A necessidade de ordem é um anúncio que ocupa jornais. Lá se foram os cubanos, os Estados Unidos simpatizam com Jair e o liberalismo promete era de riquezas. Jair seria o grande líder? Um populismo se instala como azares e sortes de outros tempos? A religião e a política curtem uma mistura e tudo parece um templo de orações renovadas para se adaptar aos progressos do momento. Espantos e milagres. A memória se cansa de avisar que o passado existe, que a política é relação de poder, que as ditaduras gostam de homogeneidade. Que fazer? Os cristão estão perplexos, elegem profeta. se escondem em leituras fanatasiosas.

Há gritos parados no ar: a frágil saúde política

 

Resultado de imagem para medicina em cuba

Não há sociedade sem política. Adão negociou com Deus e a serpente ficou perplexa com o fim do paraíso. Tudo fica nublado quando as opiniões ganham espaço agressivo. As novidades buscam criar situações tensas e as verdades submergem. O inferno produz inimizades, dizem os amigos do diabo. Há regras descumpridas e preconceitos ressuscitados. As notícias correm, o bombardeio não cessa. O mundo mostra faces ferozes. A pedra não sai do meio do da caminho, a esperteza mascara quem só tem astúcias perversas e as ruínas descem para assombrar os ingênuos.

A situação complicada dos médicos cubanos trouxe espantalhos. As corporações se sentem atingidas e as mentiras se fixam nas redes sociais. Nunca vi palavras tão mesquinhas e declarações nada simpáticas. Mandaram atualizar ressentimentos, pouco ligaram para diplomacia e família do Jair sacudiu ódios. Muita gente se diverte com as tiradas do futuro presidente. Não entendo, pois a desqualificação é temerosa. Parece que os limites estão bloqueados. Tudo é permitido para os fãs do autoritarismo? Querem calar as rebeldias? O lúdico não é raso.

As informações consolidam políticas de transtorno. Busca a xenofobia. No entanto, o choque com a história produz perplexidades. Os médicos locais espumam, fecham-se, sentem-se poderosos. Isso já é hábito, embora há os que se livrem dessa estupidez. Quem cuida da saúde dever saber que seu lugar no mundo é fundamental. Vida, morte, doença, epidemias, neuroses. O capitalismo se veste com o cinismo dos planos de assistência. Há hospitais preocupados com a aparência. O atendimento é precário. Será que tramam apenas encher os bolsos de grana?

A  tradição da medicina cubana está internacionalizada. Os médicos, que estiveram no Brasil, não são pilantras. Escutem os relatos, visite os posto de saúde publica, fiquem na fila das clínicas particulares. Há arrogâncias, conservadorismos incríveis. Exaltam tecnologias, desprezam ideias que possam ameaçar a privatização. Ainda bem que muitos fogem dessa armadilha. O feitiço do saber médico é algo opressivo para quem depende dele. No entanto, não custa lembrar que a sensibilidade toca quem se percebe fora da exclusividade do mercado. Analisar, sem raiva e orgulhos doentios, a história da sociedade ajuda a não cometer tolices. Elas podem se transformar em violências.