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O sinal fechado ou mascarado?

Quem fez da sociedade um espaço da liberdade, escorregou.Muitas lutas, falas equivocadas pelos interesses e ilusões com utopias passadas. Ninguém sabe o futuro e as inquietações são imensas. Não é sem razão que se busque curas, que as psicopatias se proliferem, que decepções apaguem promessas. Há brechas e desejos de exaltar saídas e firmar a força política do coletivo. As histórias atravessam tempos e misturam religiões, teorias, guerras. No entanto, as permanências ajudam na dominação e na expansão dos preconceitos.

Nem tudo traz um planejamentos que garanta a fragilização da desigualdade. A velha questão de riquezas fecha o diálogo. A minoria acumula, inventa leis duras e procura soltar suas ambições. Existem as propagandas, os meios de comunicação, um ir e vir de simulações. Tudo resulta em tensões. O inesperado mostra que as surpresas, muitas vezes, derrubam as esperanças e transformam a política num jogo de cartas marcadas.

O cínicos ganham lugares e tramam uma fábrica de máscaras contra a dignidade. É a corrupção disfarçada, as lamentações de perdas, se trata de modelo de convivência ainda abalado pela servidão. A era da revoluções não firmou ideais transcendentes para além da miséria e do lixo da exploração. Houve revoltas, suspiros, nostalgias. A máquina do capitalismo é flexível e pede passagem com fortes intenções. Justifica seus avanços sem se envergonhar.

Seguem os acontecimentos, discutem-se as mudanças, vivemos perplexidades. Os anos passam com calendários melancólicos. Celebra-se o vazio da expansão das mercadorias. Quem produz? Quem esconde seus tesouros? A sociedade se enche de perguntas. Restam otimistas e outros que não cedem aos desmandos. É importante não deixar o sinal fechar de vez. A lucidez não deve morrer. Compreender os traços da opressão, para superá-la. A relação com o outro exige que a sociedade se estenda ou não se amesquinhe no tédio cotidiano..

Amanhã será outro dia?

Tenho excelentes lembranças dos festivais de música popular do século passado.Focarei na figura de Chico Buarque. São inesquecíveis o lirismo e a força do sentimento de cada canção de Chico. Gosto muito de Roda Viva que traduz as ambiguidade da vida.Elas revelam a incompletude humana, deixam ritmos belos que se estendem por cada época dos sentimentos. Na sua parceria com Jobim, Sabiá adormece no encanto, coisa de magias eternas. Chico, o menino da criação, diziam.

Mas o tempo passa, a ditadura atormenta, a censura restringe.Era complicado se situar, ver as repressões, refletir sobre tantos desmandos. Chico não ficava só nas paixões. Fez letras que criticavam os governos, não fugia das perseguições policiais que alteravam o contexto da arte e oprimia sem cerimônia. Chico anunciou contradições, não negou a coragem e mandou notícias sobre as trevas das administrações militares. Não só ele. Apesar dos atos nada simpáticos dos donos do poder, havia muita invenção musical e desejo de transformar o Brasil.

Chico, na sua revolta, lutava por um outro amanhã. Incomodava os donos do poder e agitava os apáticos, provocava com as possibilidade das eleições diretas, não deixava de se aliar aos mais afinados com a democracia. A dureza persistia, porém as vozes de Caetano. Gil, Vandré marcavam seus tons. Era preciso desbancar as mentiras, jogar fora as armas e caminhar para caminhar para vitória, retomar a alegria, desmontar quem curtia vantagens com a violência, propagando um nacionalismo doentio..

Chico tem uma vasta obra, entrou pela literatura e sempre quis um país digno. Atualmente, as tensões se multiplicam. Ninguém sabe de onde surgiram tantas milícias. Não falta um populismo cínico e famílias que incentivam transtornos nas intrigas políticas. Há um esvaziamento de esperanças que entristece. Amanhã vai ser outro dia vem de longe animar a memória dos mais ousados. A música não morre quando se liga à coletividade. Chico continua firme. Não engana, mergulha na coerência, não se omite..

Contar a História, contar as histórias

As palavras são dançarinas.Não se aquietam, detestam as imobilidades. Vivem de pareceria com os poetas, amargam descontroles quando se limitam aos textos burocráticos. Não é simples. Escrevemos, estabelecemos códigos para os diálogos, desenhamos culturas que se espalham. Temos que contar histórias ou existe uma única História programada pelos poderes divinos? Nada disso seria justificado se as palavras estivessem sepultadas, as reflexões anuladas.

Imaginar que a História seja linear, guardada numa mente tenebrosa, talvez nos provoque uma agonia Se inventamos a cultura, superamos impasses e esticamos a criação. Não devemos consagrar a homogeneidade.. As culturas atiçam o desejo, multiplicam a vontade de se fazer mundos inacabáveis. Somos também dançarinos, desafiamos monotonias, não nos fixamos numa construção retilínea. Tecemos histórias, estamos além do lugar comum, avistamos estrelas e horizontes acolhedores.

Narra e viver são sempre um desafio. As histórias são testemunhas de ousadias e acasos. Não é sem razão que as palavras mudam de significados e se infiltram nos sonhos e solidificam fantasias. O romancista se lança no futuro, Freud não deixou de observar as ambiguidades da sua época. Marx queria a revolução. As histórias se envolvem com palavras que surgem com modas e perplexidades, gostam de territórios infinitos, de cores e sons sempre renomeados..

Não duvide. Contar todo o acontecido é impossível. Guimarães Rosa era um dançarino audaz. Adormeço e me refaço nos seus textos. Sua sabedoria está nas histórias que desnuda. Ler é entrar num universo incansável. Conte as suas histórias ligadas as suas aventuras coletivas . Não é necessário ser acadêmico, impor regras, se restringir ao mínimo. Adão e Eva largaram o paraíso. Nada de escrever a mesmice, nada de empobrecer as relações.. A surpresa desfaz a mesquinhez e não se intimida. Muito sossego endurece a imaginação.

O estrago das afetividades

O mundo se encontra numa inquietude imensa. Quer verdade, saídas, mas produz intrigas e ambições. Observe o comportamento de Jair. Muitas desconfianças e faz da mentira um mar da política miliciana. Há figuras que desgastam a intimidade de forma cínica. O valor é a grana, quando a sociedade adoece e se desampara. Trump não cessa de acender preconceitos. Como o mundo pode se modificar com tantos autoritarismos e saudades da opressões mais mesquinhas?

Estou perplexo com o noticiário. A história são números e a justiça joga para salvar certos crimes. Quem imaginava os século XXI tão repleto de desencontros? Abre-se a porta da ciência mais sofisticada, com protocolos burocráticos. O vírus está destinado a desfazer costumes. Intimida com ferocidades.É a vez das máscara. Os braços estão soltos e as neuroses se espalham. Multiplica-se a indústria farmacêutica.

Será que é uma conspiração? Quando lavo minhas mão, penso nas esquizofrenias que se sedimentam.Muito sabão, para evitar a globalização da culpa ou da doença. As concorrências se mantêm. Quem venderá a vacina ou ela será uma patrimônio da humanidade? O animal racional não consegue construir suas escalas.A complexidade se casa com a dor e os apocalipses se misturam com artes de satã. Especula-se no vazio, no desenho do desmanche da memória.

É dureza.Deixar de lado a possibilidade de reinventar as relações sociais com afeto é uma temeridade. A questão da moeda sempre prevalece. O sonho se mudou para outro planeta? Fazer da mercadoria um encanto é despreza com o poeta. Os abismos existem. Mas fantasias podem ser executadas. Sem o abraço a história ganha uma aridez cruel. Não adianta máquina, se o trabalho vive das expectativas da mais-valia. O outro mora na história, a companhia vence o desencanto. retoma éticas para além da mediocridade. A sociedade não se diluiu.Treme e tropeça

Quem nega? Quem se vai?

A testemunha da luta não se apaga.

vive descontroles e procura sintonias.

Há muitas histórias e poucas verdades.

cheias de labirintos imensos mal construídos.

Sinto que as amarguras moram no cais escuro,

e os navios não cessam de encontrá-las perdidas.

Não esqueça do abraço suspenso e fugidio,

dos desertos urbanos com ruídos de motores.

Negue a imagem de conspiradores destrutivos.

tatue as cores que reacendem ânimos e estrelas,

escrevendo a primeira palavra que anunciou o mundo.

O juízo final está esquina destruída pelos demônios festivos,

os espaços e os tempos celebram incertezas, mas calam com astúcias

inacabadas, refazendo as pinturas que os anjos sacrificaram,.

A sociedade dos disfarces:histórias

A dificuldades de formular verdades penetra-se nas relações humanas. Como estabelecer regras, confiar, controlar, se diferenças circulam? Não sem razão que surgem teorias contraditórias.Desde os tempos das primeiras filosofias as andanças se confundem.Não se deve anular as reflexões de Heráclito, mas também sabemos que elas divergem de Kant. Os exemplos são múltiplos. A sociedade não vive sem disfarces. Inventa o lúdico, pois nem tudo se veste de agonia, mas os contrastes persistem.A complexidade não se vai e compõe os ritmos da história.

Observe como as sociedades buscam uma ordem. Observe como as ordens mudam. Na época das monarquias absolutistas existiam leis que deixaram de existir quando repercutiram as ideias do iluminismo. Portanto, não se encante com exatidões, pense que as escravidões ainda permanecem, massacrando os corpos. Tantos discursos democráticos, generosidades religiosas, encantos estéticos deslumbrantes. No entanto, nada garante que o progresso é sinal de controles das desigualdades.Tudo produz um confuso ânimo. Muitos esperam revoluções, outros curtem um absurdo fascismo.

O historiador traça sua pesquisa, consulta fontes, organiza metodologias.A história se vive e conta. Então, o espaço dos disfarces se apresentam, os sofistas tinham suas razões. ‘O homem é medida de todas as coisas”. Analisando o mundo globalizado esperava-se mais encontros, preconceitos destruídos, tecnologias salvadoras. As máscaras não se foram, a política junta promessas e justifica devaneios. Basta imaginar as manobras dos governantes mais recentes. Como manipulam de forma\ especializada e preparam genocídios?

As aventuras da colonização se mantêm. As misérias empurram culturas para labirintos. O historiador sente-se na obrigação de estruturar verdades, persegue as mentiras, porém como assegurar que é o defensor d equilíbrio? As lutas sociais sociais não param e as fraternidades prometidas não chegam. A história desenha sombra e luzes.Não esqueça de Nietzsche e de Kafka. As incertezas inquietam, acelera instantes. Não há como fazer da história felicidade plenas.Somos senhores de certezas que não cessam de escorregarem. Que fazer?

Imagens permanentes

PICASSO

Se tudo foi construído partir de um modelo, seria problemático pensar a multiplicidade. Não se tem certezas, pois a ideia de começo é tênue, pois o universo conversa complexidades. As curiosidades científicas trazem esclarecimentos, porém a fluidez do universo não se fixa. Pitágoras tentou resumir a complexidade, foi na profundidade dos números. Suas teses continuam impressionando. É importante imaginar que nada está extinto. Os modelos mudam, há comportamentos apavorantes, no entanto não esqueça das permanências.

Marx duvidou do capitalismo e suas contradições massacrantes. Ele leu os antigos, não deixou as tragédias de lado, nem ignorou as metáforas. Freud não se escondeu das tantas reflexões do mundo antigo em pleno modernismo. Suas teorias provocam intrigantes. O ser humano possui muitas obscuridades, transforma valores e se lança no desenho da felicidade e não consegue anular a imagem do paraíso. Permanências míticas são comuns, embora as trevas tentem sacudir as possibilidades de retomar convivências despidas de violência.

Não se trata de uma história que pretenda decifrar enigmas na sua totalidade. Os enigmas se movimentam e ajudam a movimentar a história. Se não há dúvida, a sociedade ganha apatias.Mas se as dúvidas se aceleram o perigo da violência aparece.É a busca da soberania, mesmo que não seja absoluta.Ela está na história, como estão a servidão e a vaidade. Portanto, não trace uma cronograma para todos os tempos. Há quem crie pesadelos, para afastar as simplicidades cotidianas e aumentar o peso da desigualdade.

Escute-se com vozes diferentes. Há medos, astúcias, covardias. As diferenças brincam e confundem. O animal humano estabelece missões.Tudo com cores e sons. Nada é mudo. O silêncio fala, conta segredos, espia a desconfiança dos inimigos. As vias das vidas possuem permanências e mudanças. A lucidez também escorrega. Há os labirintos das cidade antigas. Não desista de iluminá-los.Eles guardam alguma coisa desafiadora. Imagine-a.

A coisificação da vida

Seria impossível contar as mercadorias que desfilam nas vitrines.Muitos ficam perplexos com suas formas. O capitalismo sedutor não perde a oportunidade. Sacode seu poder de venda e deixa sua marca de vaidade. Faz-se a confusão. As pessoas tornam-se coisas. Aproveitam-se para exibir suas mercadoria como conquistas. Não se acanham. Sonham com mais ambições, olham para os espelhos e se sentem vitoriosas. Parecem imperatrizes de um mundo invisível.

Nem todos se fascinam pelos vícios capitalistas. Os vícios se estendem, globalizam modas e empurram as intrigas para beira do abismo.Não é sem complexidade que a história se compõe. As diferenças não se apagam e elas garantem servidões. Há quem pense em mudar, se envolve com fraternidades. No entanto, o jogo político abre portas para corrupções e desmanches. Desfazem desejos de utopias, riem de quem solta pássaros e dos que procuram firmar solidariedade.

Há perdas, como existem caminhos esburacados e armadilhas. Vemos o lixo que alimenta a miséria e o luxo que fixa os senhores dos cofres. Tudo foi construído para esticar as companhias e ternuras ou valem as disputas? Quem ganha? Quem limpar as dores com lágrimas? A coisificação colabora com a objetividade. Tem vínculos com as manias mais perversas. Dançam com as bolsas de valores e chama governantes cínicos para multiplicar os lucros. Um voo de tapetes que inferniza os ingênuos.

É difícil acreditar em reviravoltas. Há cegueiras brutais. O tempo passa , mas a história se ressente de passados que diminuem a liberdade e justificam relações autoritárias. Somos humanos, confusos, esperamos paraísos. Nada feito. As culpas não se vão.A lucidez se desfia. A história não descansa. Seu ritmo é intenso. Quem define o humano? As escritas, apenas, anunciam as contradições, lamentam tantas discórdias, porém não provocam o fim do tilintar das moedas. Quando tudo terá um começo e um fim? Boa pergunta.

A palavra, a magia, o poeta

Não sei quem fez o mundo.É um mistério. Muitos acasos, teorias científicas, deuses galantes, demônios espertos. Sou um animal que aprecio o lúdico e o encanto. O mundo possui muita magia, mas perversões imensas. As religiões não se cansam de inventar milagres.Há sacerdotes curadores e comerciantes. O cinismo mora em alguns templos. Nem todos se inquietam com as desigualdades.Desmoralizam a generosidade. No entanto, existem os profetas ingênuos e os fugitivos da tristeza. A mistura nos traz perplexidade e pede aos malabarismos dos conceitos ajuda imediata.

Critico os astuciosos que afirmam apresentar saídas perfeitas. Prefiro os mágicos, as acrobacias, os mensageiros dos vagalumes. Jamais acreditei no absoluto, adormeço pensando nos poemas apaixonados de Neruda. Os poetas possuem uma sabedoria que lê a alma. Não me acanho com seus sonhos.O mundo está aí, com desvios, curvas, ruídos. Vivemos. Há desafetos e o amor é uma encontro embriagante.Portanto, a complexidade fica nas esquinas e as perguntas se escondem nas gavetas. Não há muito o que apagar, nem limpe o tempo com suas dores.

Imagino a beleza dos mágicos no circo. Como gostava! Um espetáculo maior que a invenção do mundo. Assusta, dá frio na barriga, solta emoções especiais. Imagino que o circo é a grande invenção humana. A síntese do profano, o riso do sagrado. Então, me desgarro das metafísicas e observo a ousadia dos trapezistas. O voo que se desenha em minutos. Lembra a paixão do beija-flor pela rosa vermelha. Merece a vibração do poeta que não esquece que há pedras no meio do caminho.Nascemos, morremos e a historia não desiste do movimento das verdades e das mentiras. Talvez, o mundo tenha sido dito, por alguém com poderes indecifráveis, artesão de palavras.

Quem tatua suas aventuras no seu próprio corpo? Nada como sacudir ilusões, desejar sossego, desmanchar escravidões. Não conheço o eixo das coisas, nem entro nas fantasias do pecado original. Adão e Eva são desafiantes. Compõem uma tragédia sem igual. A questão é não aprisionar as palavras. Converse sozinho, invente uma princesa, chame os três porquinhos. Nunca brincou? Cuidado com as mesquinharias e não abandone as máscaras coloridas. Desconfie das tensões e não se banhe nos pântanos. Por detrás da porta, existe uma vassoura. Quer abraçá-la? Ou opta por entregá-la à bruxa que perseguia Branca de Neve?

A sociedade e as desconexões

Lembro-me quando adolescente de profecias maravilhosas. Afirmavam que a tecnologia mudaria radicalmente o mundo.Teríamos dias de descanso, sem preocupações com o trabalho e as guerras seriam inibidas pelas amizades internacionais. Mas não me esqueço que havia ditaduras militares e desigualdades sociais permanentes.Portanto, a desconfiança me invadia. Já avistava ambiguidades e ambições que consolidavam o capitalismo. Gostaria que as harmonias acontecessem, porém como firmar futuros?

Hoje, escuto ruídos constantes. As insatisfações são grandes e não se espera sossegos. Mascara-se o rosto com cores escuras. Parece que a ficção mais tenebrosa quer sacudir o cotidiano. Muitos desencontros, mente-se com fôlego, formam-se milícias. Há quem defenda armas e critique generosidades. Há governos genocidas e retornos aos fascismos com trevas violentas. Não sei se cabem sonhos, embora não se possa jogar a sociedade nos abismos medonhos. Somos seres cercados por instabilidades e relações tensas. Tudo embaralhado e os medos atiçam insônias e exclamações.

A memória não deixa que o passado se apague. Ela seleciona e inquieta. As épocas históricas se entrelaçam, não há como fixar fantasias progressivas e esperar a animação de máquinas companheiras. Os objetos são inventados para suprir lacunas, trazem imagens inesperadas e podem esvaziar sentimentos, Se o tempo se lança e desafia, a história celebra possibilidade de dias homogêneos e desejos que se completam.Se tempo se desfia, o desconhecido incomoda e a vida se esconde na intriga justificada.

Não adianta ter uma escrita sintonizada. Ela deve seguir curvas. O homogêneo significa fraternidade e não a morte das diferenças. Não há medidas determinadas. Por isso que surgem desertos, mares com ilhas estranhas, narrativas soltas. Pense nas viagens de Ulisses, pense numa embarcação sem cais iluminado, pense na nostalgia. A literatura se encerraria sem a despedida. Ela existe , porque as desconexões são fortes. Como não citar as tatuagens invisíveis e estimular a construção de outras estradas sem as travessuras dos poetas?