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O movimento dos corpos

Os atropelos da sociedades estão entranhados no seu cotidiano. Não há como apagar a complexidade. A humanidade tropeça com seu projeto de dominação. Sente-se que existem desconfianças constantes e grupos voltados para celebrar privilégios.A desigualdade acompanha a história e deixa perguntas que ferem. Não esqueçam as teorias científicas, as religiões, as metafísicas. Muita coisa pensada, mas as intrigas não se vão e as egolatrias seguem firmes orientando suas falcatruas. Fecham-se sinais que, antes, atiçava iluministas.

As tecnologias planejam submeter à natureza, poluindo. Criam-se hierarquias técnicas. Os valores sofrem danos com a concentração de riqueza. Não se pode negar que disfarces são manipulados e os abismos cercam a sociedade. Portanto, as escravidões permanecem e elas assustam. Os corpos inquietam e inventam-se formas de oprimi-los.O reino das mercadoria é poderoso e vigia quem busca leveza e fraternidade. Antipatiza com o afeto e alicia os ambiciosos. O labirinto da ferocidade manobra com o animal racional, feito à imagem e à semelhança de deus

A história tem lugares e tempos.Está difícil entender como eles se movem. As psicopatias não cessam de se renovarem. O medo não se vai e a indústria promete milagres. Vende a felicidade em comprimidos. O desmanche não é momentâneo. Desde as primeiras culturas, há armadilhas. Intimidações desfazem leis que poderiam reencontrar estradas de luzes e paz. Somos animais, temos garras invisíveis, reproduzimos violências. As brechas são mínimas e o desamparo se infiltra em cada solidão. Imagine a grande cidade na escuridão de seus becos, na miséria destrutiva de seus charlatões.

Há grupos que justificam apodrecimentos que subordinam boa parte da sociedade. Por isso, é importante medir os enganos, analisar as falsidades. O movimento do ritmo é frequente, porém não dança com a harmonia dos ventos. A capacidade de refazer, nem sempre significa retomar culturas que abracem a natureza.Não é toa que os vírus se propaguem, que a esperança esteja encarcerada. Prometeu desafiou os deuses. Não há rebeldias que o lembrem? O cartão de crédito é o espelhos e os bancos os templos.As ousadias se combinam com torpezas. Prometeu talvez se esconda dos que vivem anulando.a subjetividade que diz não aos estupradores e mascarados das milícias.

Preconceitos trazem falsidades e perversões

Surpresas são constantes no território das relações humanas. Mas a agressividade choca e vem muitas vezes encobertas de hipocrisias. Não dá para esquecer que ela se repete. Para que afirmar que o progresso acontece? Por que se usar a religião para se mostrar generosidade? O cotidiano não cessa de ser cena de comportamentos obscuros. A sociedade ainda acolhe preconceitos de forma fanático. Deixa de lado a fraternidade e atiça a violência, inunda a ingenuidade com sagacidades desalmadas.

Tudo isso é comum.Enche o noticiário, descreve maldades, transformam as possibilidade de renovar o mundo. A pedofilia persiste, se infiltra nas famílias. Recebe perdões de vozes oficiais, ganham apoios de políticos, multiplica um cinismo venenoso. As crianças ser festivas, abraçadas nas brincadeiras. Terminam sendo vítimas de adultos contaminados pelas pulsões de morte. Há uma plateia que segura a aceitação de crueldades e fabrica ferocidades de hienas.

A história numa luta de valores. Julga uma criança assassina depois de tantas maldades? Fazer coro na porta de hospital? Representar religiões dominadas por lideranças perturbados? Acontecimentos que inquietam e minam valores de dignidade. Não faltam escândalos. Parece esquisito, mas dor toca e assinala as ambiguidades tão permanentes. Qual é estrada vazia de armadilhas, sem pedras pontiagudas? O sonho é um engano? A queda é um acidente? A vida corre com desencontros assustadores, Oprime-se e nem se olha no espelho.

Denunciar sempre, retirar as tiranias dos mascarados. A história busca se redimir, no entanto a passado que voltam e celebram violências. O historiador se perde com as perplexidades. As regras se misturam, o tempo se desencontram com as esperanças. Sente abalos, durezas, coletivos miliciano. Nada compactuar com justificadas simuladas em nome de autoridade divinas. As religiões envolvem-se com misérias que ferem o encanto e destroem o corpo humano. A arquitetam templos com escorpiões espertos.

A carta da magia divina

Para quem acredita que Deus não era um arquiteto dominado pelo concreto vai uma mensagem. Deus era poeta, seguidor das palavras mágicas. O verbo venho antes de tudo. Traçava geometrias que deslumbravam Deus. O mundo criou-se na fala infinita do divino.Cada coisa no seu lugar e tempo voando como pássaro colorido. Muito encanto que parecia inabalável. Mal sabia Deus que demônios provocariam destruições. O mundo se agitava com as forças do mal e as palavras adoeciam. O descompasso vendia a desigualdade e o lixo.

O paraíso sentiu que as serpentes exibiam poderes exóticos. Adão e Eva se mostravam ingênuos, não aproveitaram as perfeições e mergulharam na incompletude.Pecaram. Desmancharam a uniformidade da criação. A culpa se expandiu com a história de seus descendentes. O mundo se transformou numa multiplicidade assustadora de estratégias e desenganos. Arcanjos buscaram impedir as ações diabólicas. O mal. porém, ambicionava espaços e armava escorregões para esvaziar a magia. A dúvida intimidava a Lucidez.

Assim, a história se construiu e as revoltas não fecharam a maldade. Os arcanjos se cansaram, não derrotaram as ousadias de quem seca as palavras e apaga a memória da fundação. O paraíso se desfez, Caim matou Abel e pandemias se apresentaram para perturbar as possibilidade de não magoar Deus. O mundo feito olhava o futuro, queria utopias e encontrava guerras. As palavras se fragilizavam nas traquinagens de poderes avassaladores. Deus se sentia solitário, temia que sua criação desmoronasse. Talvez, vivesse um conto de fadas e o mundo nada tivesse de eternidade.

Muitas religiões andaram cantando orações, mas se misturavam com as políticas dos que se ligavam no império. Por que a salvação não se sustentava?A violência não cedia lugar para a paz. Existiam harmonias passageiras e localizadas. A história se repete em tropeços e simula novidades Há quem desenhe sonhos. Nem tudo é tédio. O mundo é instável, não se encontra com o sossego. Por isso, muitos assumem a perplexidade.Registram desfazeres, não desfrutam da magia. Dizem que um juízo final ajustará o mundo. E Deus é julgado por filosofias e ateus anunciam a permanência de uma sinfonia inacabada. Triste história, com ritmos confusos.

A sensibilidade busca saída

O mundo das mercadoria ganha espaços imensos.Atrai ambições genocidas e multiplica as astúcias da grana. Coisificação. Valem os cálculos, as quedas nas bolsas, as consultas médicas apenas com exames.Não se sente e se mascar a lágrima e o riso .Elegem-se contabilidades especializadas. A vida se esconde na sua quietude que não atiça e máquinas rapidamente tomam lugares importantes. Com quem conversar? O abraço cai no abismo ? A carência se estende e se disfarças nos comprimidos que moram nas farmácias das esquinas, cheias de ansiosos.

A ciência se assume no mundo das mercadorias. É um foco de intrigas inexplicáveis. Conhecer com frieza, não perder tempos, sofrimentos desviados, para não animar o humano, ser recravo de fórmulas atraem muita gente .A objetividade se contrapõe às ameaças de rebeldia. A imaginação se envolve com o pragmatismo.Ver o outro tornou- se uma distração sem impulsos saudáveis. Não se olha nos olhos, prefere-se medir as obras de concretos, mudar a arte e encerrá-las em galerias. Será que poder haver uma prisão ambulante? Delivery. Morte à ousadia de quem transgride para reunir sonhos e trocar invenções por bipolaridades sem receitas.

A disputa é grande. Reservam-se viveiros de bactérias, na espera de guerras avassaladoras, soltam-se vírus, desfazem as solidariedades culturais. A propriedade privada consagra o capitalismo, remonta conceitos de utilitarismo e cega as estrela da noite. Para que deixar o coração tocar? O importante é acumular sem ter medo dos outros, dizem alguns. A pulsão de morte assusta, empurra para o pesadelo e joga com o desejo para que ele se negue e obscureça a criação. Assim, a globalização se fez e se mantem. O futuro possui desenhos assistemáticos. Resta não achar que a caverna se fechou, quem sabe a história encontre fadas e duende.

Desfazer o bom governo

Há momentos na história que a sociedade desanda. Criam-se conflitos, aparecem oportunistas, surgem especulações para concentrar a grana e aumentar a desigualdade. Significam momentos tensos e fatalmente violentos.O mau governo se torna uma doença. Não faltam alianças políticas mesquinhas e burlas nos negócios públicos. Não é raro o desgoverno que se agudiza com planejamentos feitos para o luxo de poucos e a miséria da maioria. A história se livrou da harmonia ou do ideal de paraíso. As contradições permanecem arruinando,às vezes, sutilmente, trazendo o inferno para o planeta terra.

A história do Brasil está repleta de contrapontos e de aliciamentos.Quem não se lembra que fomos colonizados e perdemos a autonomia até hoje? A escravidão ainda é comum, com seu disfarces. Paga-se o mínimo, para explorar o máximo. As ruas se enchem de crianças que tomam conta de carros, para tentar alguma coisa. As artimanhas capitalista são frequentes se renovam. Analise a intromissão dos países mais poderosos. Os Estados Unidos não perdem sua volúpia e promovem saques mascarados em ajudas generosas.

O bom governo exige fraternidade. Mas os comportamentos fascistas empurram a censura e as milícias. O autoritarismo nunca abandonou as tramas que marcaram nossas organizações políticas. Há brechas, algumas medidas que sacodem os mais solidários. Não se engane.As manobras colonizadoras persistem. O mundo se despedaça inventando vitrines que alojam mentiras. As revoluções ameaçam, porém existem idas e vindas. Quem não se recorda de Stalin, Franco, Pinochet, Salazar?

As relações sociais se esfarrapam com as manipulações que vendem ingenuidades. A fraternidade não chegou, passa por perto de alguns. Passamos um longo sendo oprimidos por Portugal. As ditaduras militares não evitaram as corrupções.Jair debocha, pois nada sabe sobre o bom governo. Estamos cercados, minados pelo chamado crime organizado.A sociedade tonta não consegue segurar sonhos. Vemos buracos multiplicados e desencontros que simulam um possível bem estar. O sinal fechado alimenta tropeços e desvios frios e mortais.

A nudez da história: possibilidades

Conta-se a vida, mas não dá para se esticar nos detalhes. Vive-se. Há tantas coisas que a confusão tumultua nossa lucidez. Mas como é possível se omitir, fugir dos eventos, evitar os encontros, calar-se? O movimento da história se nutre de complexidades.A grande questão é decifrá-las e estabelecer o reino da verdade. Os desafios são permanentes, não cessam de incomodar as patias e refazer as estradas envelhecidas. As soberania falecem quando tudo parecia firme.

Não faltam mirabolantes lendas ou disfarces para esconder falcatruas. As vestimentas existem e cobrem descobertas que poderiam inquietar a sociedade. Portanto, o contador de histórias dissimula, corre das perguntas, inventa necessidades. A história nunca estará nua.É preciso visualizar o tamanho do seu circo, observar as acrobacias e não cair no abismo das tolices. Os palhaços não dispensam risos, estimulam memórias. Lembra-se das aventuras das infâncias ou dos escritos de Benjamim?

Gramsci disse que todo homem é um filósofo. Há valores, concepções de mundo. Quem se nega a imaginar? A verdade está sempre se balançando.Possui seu lugar e seu tempo. Como Kant construiu seus desejos diante das metafísicas passadas? O desejo sacode os encontros da vida, traz dúvidas, mas embala sonhos. Alguém não se enganou? A história foi sempre uma luta de classes? Quem apagou os desejos ou pretender redefinir cada fase dos acontecimentos? Cuidado com as metáforas!

Teorias não faltam. Não esqueça dos abalos sofistas. Há governantes que se especializam em fabricar progressos. O futuro será luminoso, se sociedade mergulhar no coletivo e desmontar as ambições egocêntricas. A nudez é palavra forte, um ponto para não desprezar a reflexão. Porém, os labirintos criam suas entradas e fantasia segredos. O silêncio não é eterno, o absoluto se fragmenta.Não existe ousadia que se mantenha perene. Contar faz parte das máscaras da nudez. Um dia, a casa se pinta com cores inesperadas.

O historiador faz sua história

Quem imagina um mundo de harmonias plenas terá decepções. Os desencontros são constantes, apesar dos sonhos e das utopias. Não vamos deixá-las isoladas.É importante saber que há desigualdade e exploração, mas que é preciso não desistir.Nem todos cultivam violências e malícias. As experiências são diferentes, surpreendem, colocam incertezas. Dispensar a ambiguidade é erro, porém saber dos seus segredos é uma sabedoria.

O ofício do historiador tem uma fundamental abertura para buscar relacionar vidas e não esmorecer com os desenganos.Escrever é uma conexão que traz possibilidade para reinventar os caminhos a percorrer. Cabe ao historiador não apenas fabricar cronologias, ficar perdido no meio de papéis. Seu ofício é uma investigação que poder reconstituir o que parecia findo. Portanto, nada de viajar pelo mediocridade e cantar a mesmice.

Conhecer os tempos e as relações sociais indicam complexidades. Elas se transformam. O historiador não deve se fixar na homogeneidade. As perplexidades tocam em passados distantes. A novidade talvez seja uma armadilha. Há sempre como reescrever, perguntar, analisar, para que o mundo respire e não sucumba.Os labirintos possuem saídas e travessias cheias de multiplicidade.

O historiador faz a história, nunca é o mesmo nas suas conclusões precárias. Os significados mudam e os muros são derrubados para que a liberdade suspire. Não há uma história fechada no cofre e inatingível. Ser historiador é correr riscos, ousar traçar metodologias para além de um cotidiano comum. O compromisso com a sociedade se completa com as narrativas. Não é uma questão de verdade definitiva.A história voa e o historiador é o seu beija-flor.

A morte não é um número

Muitos mistérios cercam a vida. Não haverá tempos transparentes. Sempre as dúvidas sacudirão os mais ingênuos. Nascemos, andamos, corremos, morremos.Há distrações, impasses, loucuras, cavernas, moradias descontruídas. O fim chega e derrota o desejo de inquietação. Em tempos de crises, alguns não ligam para morte e acionam as estatísticas. Há especialistas em fazê-las sofisticadas. As dores são apagadas por informes nada dignos de elogios.

Cada morte anuncia muitas dores e saudades fluentes. Mas querem dados e dispensam os sentimentos. Basta ler os jornais para observar as estratégias tortas daqueles que assassinam cinicamente. Parecem contar piadas, quando as lágrimas inundam ou e o coração bate lento. Existem governantes que jogam para fora todas as extremas dificuldades e se mostram como comediantes em busca da ascensão. Ofendem os comediantes, empurram a sociedade para o caos, ornamentam a desigualdade.

A complexidade da vida provoca idas e vindas, não é fácil de continuar acreditar em revoluções mágicas. Há quem lute e tente evitar os desenganos. No entanto, quem pode esquecer as guerras, as pandemias, os fascistas debochados. A contabilidade fria é criminosa, disfarça destruições, transforma a sociedade com rituais apáticos.A morte está passando por todos os tempos e possui significados, para além das intrigas e dos fanáticos, superam expectativas que afirmam ser sagradas..

Inventar esconderijos para sentimentos é desfazer afetos. A coisificação é uma condenação e uma manipulação para desviar a história para formalidades. Não à toa que a política submerge.Ela se fascina pela grana e justifica o genocídio, consolida patrocínios. Não se trata de drama. A história não se estende sem a multiplicidade. É preciso elucidá-la e não forçar a censura com dogmas com poeira da hipocrisia. Há brechas no muro do autoritarismo.Olhe com atenção.

O perdão de cada dia

Escuto ruídos de um mundo acidentado,

há dores inusitadas nos lamentos e nas raivas,

e mistérios pesados na sua aflição.

Não testemunho a permanência de um

pessimismo cinza e ultrapassado,

mas desconsagro desculpas de quem não mora na solidariedade.

Poderia viver as aventuras fantasiosas de Ulisses,

sem me desfazer das ondas violentas e das

sereias enfeitiçadas pelas luzes azuis.

(Re)conte a mesma história antes esquecida,

remonte as clarividência do primeiro inventor,

e o silêncio se tatuará nas sombras e nas luzes

das cores de uma maçã abandonada pelo pecado.

As impaciências históricas

Acumular ou desconfiar?

A história se tornou uma ciência, mas não deixou de conviver com as incertezas. Não poderia ser diferente.Analisar as relações sociais é compromisso de complexidade extrema. Como comparar as filosofias de Platão e Kant? Quem conseguiu colonizar os índios e provocar a escravidão sem praticar a violência? Há os que justificam os desmandos e traçam narrativas repletas de desigualdades colhendo provas, juntando documentos. Naturalizam, não se lançam no confronto das metodologias e consolidam a voz do poder. Esquecem-se das ambiguidades.

A história é uma pássaro que voa com dificuldade para encontrar seu ninho. As guerras aparecem de forma assassina com a ajuda de quem domina a riqueza. É preciso cuidado para articular cada verdade. Não há dogmas. As revoluções do século XX são marcadas por autoritarismos que confundem os projetos de governo. A burguesia prometia liberdade, queria outro mundo e terminou sofisticando o capitalismo e testemunhando a concentração de bens materiais. A lucidez existe ou se esconde nos cinismos fascistas?

A sociedade humana não cessa de fabricar desejos e inventar armadilhas. As surpresas se esticam.As pandemias montam estragos na modernidade e globalizam os desastres ecológicos. As reflexões variam e as lutas possuem cores. Marx anunciou a montagem das classes sociais, Hitler perseguiu os judeus, Franco fez aliança com o catolicismo. Não surgiu uma sociedade que espalhasse harmonia e desfizesse as violências. A ordem armada invade as culturas de forma constante.Pergunta-se então como compreender a história? Existe um choque de concepções.

Freud salientou as pulsões de vida de de morte. Nietzsche não perdoou os valores que circulavam na sua época. Stálin não abandonou suas ambições e foi cruel com os inimigos. Cantam a felicidade, mas ela se transformou num mercado.Os objetos atraem e a fraternidade se fragiliza.Nem por isso, o historiador desapareceu. Conhecer as contradições, desnudar as mentiras, aprofundar as relações do saber com o poder e analisá-las.Nem tudo pode ser decifrado.porém pensar, sentir, entrar nas perplexidades é necessidade urgente.