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O perdão de cada dia

Escuto ruídos de um mundo acidentado,

há dores inusitadas nos lamentos e nas raivas,

e mistérios pesados na sua aflição.

Não testemunho a permanência de um

pessimismo cinza e ultrapassado,

mas desconsagro desculpas de quem não mora na solidariedade.

Poderia viver as aventuras fantasiosas de Ulisses,

sem me desfazer das ondas violentas e das

sereias enfeitiçadas pelas luzes azuis.

(Re)conte a mesma história antes esquecida,

remonte as clarividência do primeiro inventor,

e o silêncio se tatuará nas sombras e nas luzes

das cores de uma maçã abandonada pelo pecado.

As impaciências históricas

Acumular ou desconfiar?

A história se tornou uma ciência, mas não deixou de conviver com as incertezas. Não poderia ser diferente.Analisar as relações sociais é compromisso de complexidade extrema. Como comparar as filosofias de Platão e Kant? Quem conseguiu colonizar os índios e provocar a escravidão sem praticar a violência? Há os que justificam os desmandos e traçam narrativas repletas de desigualdades colhendo provas, juntando documentos. Naturalizam, não se lançam no confronto das metodologias e consolidam a voz do poder. Esquecem-se das ambiguidades.

A história é uma pássaro que voa com dificuldade para encontrar seu ninho. As guerras aparecem de forma assassina com a ajuda de quem domina a riqueza. É preciso cuidado para articular cada verdade. Não há dogmas. As revoluções do século XX são marcadas por autoritarismos que confundem os projetos de governo. A burguesia prometia liberdade, queria outro mundo e terminou sofisticando o capitalismo e testemunhando a concentração de bens materiais. A lucidez existe ou se esconde nos cinismos fascistas?

A sociedade humana não cessa de fabricar desejos e inventar armadilhas. As surpresas se esticam.As pandemias montam estragos na modernidade e globalizam os desastres ecológicos. As reflexões variam e as lutas possuem cores. Marx anunciou a montagem das classes sociais, Hitler perseguiu os judeus, Franco fez aliança com o catolicismo. Não surgiu uma sociedade que espalhasse harmonia e desfizesse as violências. A ordem armada invade as culturas de forma constante.Pergunta-se então como compreender a história? Existe um choque de concepções.

Freud salientou as pulsões de vida de de morte. Nietzsche não perdoou os valores que circulavam na sua época. Stálin não abandonou suas ambições e foi cruel com os inimigos. Cantam a felicidade, mas ela se transformou num mercado.Os objetos atraem e a fraternidade se fragiliza.Nem por isso, o historiador desapareceu. Conhecer as contradições, desnudar as mentiras, aprofundar as relações do saber com o poder e analisá-las.Nem tudo pode ser decifrado.porém pensar, sentir, entrar nas perplexidades é necessidade urgente.

Tereza, a estrela das cores

O tempo volta.Fico em recordações. Começava minha vida de professor na UFPE. Muito jovem, no meio de uma turma de pessoas experientes. Grande aprendizagem. Estava caminhando, nas primeiras astúcias. Faz, 37 anos.Tereza estava na turma, sempre afetiva e curtia as aulas. Havia uma convivência de passados e de lutas. A marca da ditadura regia a memória. As censuras militares empurravam para o abismo com sua violência todos que gritavam pela liberdade.Mas a opressão haveria de cair.

Tereza gostava de refletir sobre as suas aventuras de coragem e estética. Tinha a companhia da política e da arte. Uma estrela que visitava os segredos do mundo. Seu quadros são inesquecíveis. Hoje, ela se foi, surpreendida pelos acasos da vida. Sinto saudades. O tempo passou, me encontrei alguma vezes com Tereza. Era uma alegria que enchia Olinda de imensos voos de geometrias encantadoras.

A arte traz o múltiplo. Talvez. seja uma deusa com moradia nos corações mais audazes. Brincar com as cores, Tereza sabia como poucos. Não se acanhava com as ousadias.Quem apreciava suas pinturas não perdia a fascinação. Ela fica, emociona,ensina cada detalhe das cores e das linhas. A artista não morreu, nos deu um susto, pois buscou outras estradas e está firme na nossa lembrança, não se desfará.

A tristeza toca, o silêncio avisa que é hora de celebrar os malabarismos da vida.É importante não esquecer que os pássaros fogem das gaiolas e os cínicos não merecem perdão. A artista abençoa, deixa imagens inusitadas. A beleza é um sonho e não tem forma definida. Nietzsche e Todorov escreveram textos preciosos sobre a luz e a sombra que enfeitiçavam a arte. Que Tereza descanse num colo que guarde seu desejo de renascer sempre.

Conte as estrelas e as lágrimas

O tempo passa.Imaginavam-se grandes mudanças. Talvez uma estrada para perfeição. Mas as permanências desviam aqueles sonhos de eliminar os desgovernos. As corrupções se sucedem, a luta pela riqueza não desaparece, o progresso se fixa numa ficção tola. O tempo arrastando memórias e nostalgias. Nem tudo volta para remover sentimentos carregados. As lágrimas limpam dores e marcam rostos. Podem simbolizar alegrias.É a sinuosidade da história de cada um que transforma o que parecia sedimentado.

Conte sem se envergonhar dos sustos e dos escorregões. Deixe de lado as escatologias políticas e religiosas. Como adivinhar o futuro se as estrelas morrem e os momentos se traçam com amarguras e promessas de felicidade?Aprender que a vida é um destino, enterrado num livro sagrado desmancha os malabarismos que assustam as aventuras. Não se intimide com os acasos. Já me disseram que os anjos salvariam os pecadores e redesenhariam o mundo.Tudo sacode fantasias. O destino está na contramão da história.

O capitalismo não se acanha. Gerencia armadilhas e empurra multidões para o exílio. Como narrar a história se os pertencimentos se esgotam, se nem tenho tempo de conta as estrelas ou transcender o lugar comum. Abra as prisões, as gaiolas e a sociedade se comunicaria com uma revolução não prevista ou conheceria o lado obscuro escondido nas lágrimas dos masoquistas. Não é possível a construção do absoluto, porém a teimosia pede paraísos.

Cada um inventa suas saídas, desvia seu corpo dos acidentes, fragmenta-se para não possuir uma única identidade.Faz da política o encanto do renascimento das teorias libertárias. No entanto, as durezas não se apagam e os cinismos são valorizados. A história não é uma linha que cobre a cabeça do planeta terra.Ela é assaltada por um mal estar que nos inibe e nos empurra para uma ação que confunde. Não abandone as narrativas. É preciso compreender que nada sabemos sobre o início e o fim. É estranho olhar a história.Arrepia.

As multiplicidades do mundo

Talvez, tenha havido um mundo de águas limpas, com pomares sedutores. Depois, apareceram deuses gananciosos em busca de tesouros. Queriam inventar um ser que surgisse com lucidez para se multiplicar e criar imagens contagiantes.Mas falam também de Adão e sua mania por frutas vermelhas. Quem saber se não era o sucessor dos deuses.E a culpa? E o pecado original? E as astúcias de Zeus? Tudo com espelhos, pendurados e brilhantes.

Não sei. Existem muitas lendas e fantasias.Difícil tornar transparente tanta complexidade. Se contemplo as avenidas, os passos apressados anunciam negócios. Não sei quem possui a verdade, qual a dimensão mais exata dessa palavra. Escrevo para imaginar ou refinar a imaginação. Estou longe das ambições dos poetas trapezistas. Voam com suas gramáticas carregadas de mitos. São senhores de nostalgias. Fico com a solidão e algumas visitas nas praças amarelas e vermelhas.

O desejo é múltiplo. Não pode deixar de acompanhar o mundo. No entanto, as fragilidades causam desencantos. Há governantes cínicos, espantos assassinos, espertezas soltas por maldades frequentes.Sempre a mistura para atordoar e desconfiar do coletivo anônimo. Vencem , nas intrigas, aqueles que usam armas sujas, perpetuando uma violência que lembra Caim. Quem se acanha, se distrai e se desliga das ousadias.

Muito se conta, muito se perde. A vida segue se jogando por noites tenebrosas ou acompanhando estrelas apaixonadas Pergunto o que mais me fascina ou quem deveria dominar o mundo? Resposta sem eco. Nada sei do que tudo sei. Confusas são horas de reflexão. Não curto a rapidez. O drama é gigantesco. Existem mundos passeando por um universo sem cor definida. Talvez, Prometeu se envolva com segredos essenciais e, um dia, limpe a poeira da dúvida. Siga em frente.

Sartre e Simone:A tristeza não se ausenta

A história está rodeada de sentimentos. Como somos carentes, lembrando de Simone de Beauvoir, falta alguma coisa para que se passe por todas as brechas. Não dá para firmar apatias, nem isolar o mundo das divergências e multiplicidades desejos. O outro é fundamental, sobretudo para fechar a porta das ausências. Não nascemos prontos, infalíveis. A cultura inventa comportamentos que mudam historicamente. Há sinais desconhecidos que avistamos cada dia. O amor se garante, quando cada um encontra sua cada uma.Mas não se empolgue com a eternidade.

Lembrando ainda Simone, a moral é ambígua, circulamos e somos trapezistas imperfeitos. Sartre e Simone eram parceiros de profundidade.Imagine que havia certos escorregões, ninguém deixar de olhar para o que existe ao redor. As relações procuram sobreviver, porém se desfazem quando a tristeza se estica e exige outras aventuras. Não esqueçamos que as dificuldades se encontram com os sonhos e atiçam desconstruções nos afetos, aparentemente, inatacáveis. Quem não se enfrenta com hesitações tão humanas? Quem não se assusta com as estreitas ambições dos narcisistas? É importante ver as curvas e apagar as retas.

O amor se solta pelas estradas.Depende do calor das moradias, da força da luz que entra pela janela e da recusa repentina em algum momento de desgoverno. Os voos existem para transformar os ares e escutar sons diferentes. Por isso, o amor muda de direção e bate em paredes refeitas.No amor, as dissonâncias não são uma mentira. Sarte e Simone refizeram caminhos, conheceram silêncios e segredos, reclamaram das injustiças e criaram espaços políticos inusitados.Foram cidadãos do mundo, dividiram sofrimentos e agonias coletivas, não fugindo da solidariedade. Eram fraternos. Não só a tristeza compõe as sinfonias inacabadas de alguns músicos frustrados. Surgem surpresas, paixões que se escondem nas primeiras esquinas.

Quem não vacilou? Sartre e Simone contribuíram para repensar as relações sociais, ocuparam lideranças, deixaram escritos importantes. Ler as peças teatrais de Sartre nos ajudam a compreender as situações limites. Simone lutou pela autonomia feminina, redefiniu conceitos já arcaicos. Quem é a mulher que entra nas cidades estranhas ou disfarça suas intenções afetivas? Tudo produzido num tempo de turbulências intelectuais, com memórias das guerras e as intimidades do coração.Jean-Paul e Simone não abandonaram as ruas, nem elogiaram a concentração de riquezas. Ousaram, foram próximos.Traçaram argumentos de igualdades, sem se desfazer da coragem da lucidez serena.

O sinal fechado ou mascarado?

Quem fez da sociedade um espaço da liberdade, escorregou.Muitas lutas, falas equivocadas pelos interesses e ilusões com utopias passadas. Ninguém sabe o futuro e as inquietações são imensas. Não é sem razão que se busque curas, que as psicopatias se proliferem, que decepções apaguem promessas. Há brechas e desejos de exaltar saídas e firmar a força política do coletivo. As histórias atravessam tempos e misturam religiões, teorias, guerras. No entanto, as permanências ajudam na dominação e na expansão dos preconceitos.

Nem tudo traz um planejamentos que garanta a fragilização da desigualdade. A velha questão de riquezas fecha o diálogo. A minoria acumula, inventa leis duras e procura soltar suas ambições. Existem as propagandas, os meios de comunicação, um ir e vir de simulações. Tudo resulta em tensões. O inesperado mostra que as surpresas, muitas vezes, derrubam as esperanças e transformam a política num jogo de cartas marcadas.

O cínicos ganham lugares e tramam uma fábrica de máscaras contra a dignidade. É a corrupção disfarçada, as lamentações de perdas, se trata de modelo de convivência ainda abalado pela servidão. A era da revoluções não firmou ideais transcendentes para além da miséria e do lixo da exploração. Houve revoltas, suspiros, nostalgias. A máquina do capitalismo é flexível e pede passagem com fortes intenções. Justifica seus avanços sem se envergonhar.

Seguem os acontecimentos, discutem-se as mudanças, vivemos perplexidades. Os anos passam com calendários melancólicos. Celebra-se o vazio da expansão das mercadorias. Quem produz? Quem esconde seus tesouros? A sociedade se enche de perguntas. Restam otimistas e outros que não cedem aos desmandos. É importante não deixar o sinal fechar de vez. A lucidez não deve morrer. Compreender os traços da opressão, para superá-la. A relação com o outro exige que a sociedade se estenda ou não se amesquinhe no tédio cotidiano..

Amanhã será outro dia?

Tenho excelentes lembranças dos festivais de música popular do século passado.Focarei na figura de Chico Buarque. São inesquecíveis o lirismo e a força do sentimento de cada canção de Chico. Gosto muito de Roda Viva que traduz as ambiguidade da vida.Elas revelam a incompletude humana, deixam ritmos belos que se estendem por cada época dos sentimentos. Na sua parceria com Jobim, Sabiá adormece no encanto, coisa de magias eternas. Chico, o menino da criação, diziam.

Mas o tempo passa, a ditadura atormenta, a censura restringe.Era complicado se situar, ver as repressões, refletir sobre tantos desmandos. Chico não ficava só nas paixões. Fez letras que criticavam os governos, não fugia das perseguições policiais que alteravam o contexto da arte e oprimia sem cerimônia. Chico anunciou contradições, não negou a coragem e mandou notícias sobre as trevas das administrações militares. Não só ele. Apesar dos atos nada simpáticos dos donos do poder, havia muita invenção musical e desejo de transformar o Brasil.

Chico, na sua revolta, lutava por um outro amanhã. Incomodava os donos do poder e agitava os apáticos, provocava com as possibilidade das eleições diretas, não deixava de se aliar aos mais afinados com a democracia. A dureza persistia, porém as vozes de Caetano. Gil, Vandré marcavam seus tons. Era preciso desbancar as mentiras, jogar fora as armas e caminhar para caminhar para vitória, retomar a alegria, desmontar quem curtia vantagens com a violência, propagando um nacionalismo doentio..

Chico tem uma vasta obra, entrou pela literatura e sempre quis um país digno. Atualmente, as tensões se multiplicam. Ninguém sabe de onde surgiram tantas milícias. Não falta um populismo cínico e famílias que incentivam transtornos nas intrigas políticas. Há um esvaziamento de esperanças que entristece. Amanhã vai ser outro dia vem de longe animar a memória dos mais ousados. A música não morre quando se liga à coletividade. Chico continua firme. Não engana, mergulha na coerência, não se omite..

Contar a História, contar as histórias

As palavras são dançarinas.Não se aquietam, detestam as imobilidades. Vivem de pareceria com os poetas, amargam descontroles quando se limitam aos textos burocráticos. Não é simples. Escrevemos, estabelecemos códigos para os diálogos, desenhamos culturas que se espalham. Temos que contar histórias ou existe uma única História programada pelos poderes divinos? Nada disso seria justificado se as palavras estivessem sepultadas, as reflexões anuladas.

Imaginar que a História seja linear, guardada numa mente tenebrosa, talvez nos provoque uma agonia Se inventamos a cultura, superamos impasses e esticamos a criação. Não devemos consagrar a homogeneidade.. As culturas atiçam o desejo, multiplicam a vontade de se fazer mundos inacabáveis. Somos também dançarinos, desafiamos monotonias, não nos fixamos numa construção retilínea. Tecemos histórias, estamos além do lugar comum, avistamos estrelas e horizontes acolhedores.

Narra e viver são sempre um desafio. As histórias são testemunhas de ousadias e acasos. Não é sem razão que as palavras mudam de significados e se infiltram nos sonhos e solidificam fantasias. O romancista se lança no futuro, Freud não deixou de observar as ambiguidades da sua época. Marx queria a revolução. As histórias se envolvem com palavras que surgem com modas e perplexidades, gostam de territórios infinitos, de cores e sons sempre renomeados..

Não duvide. Contar todo o acontecido é impossível. Guimarães Rosa era um dançarino audaz. Adormeço e me refaço nos seus textos. Sua sabedoria está nas histórias que desnuda. Ler é entrar num universo incansável. Conte as suas histórias ligadas as suas aventuras coletivas . Não é necessário ser acadêmico, impor regras, se restringir ao mínimo. Adão e Eva largaram o paraíso. Nada de escrever a mesmice, nada de empobrecer as relações.. A surpresa desfaz a mesquinhez e não se intimida. Muito sossego endurece a imaginação.

O estrago das afetividades

O mundo se encontra numa inquietude imensa. Quer verdade, saídas, mas produz intrigas e ambições. Observe o comportamento de Jair. Muitas desconfianças e faz da mentira um mar da política miliciana. Há figuras que desgastam a intimidade de forma cínica. O valor é a grana, quando a sociedade adoece e se desampara. Trump não cessa de acender preconceitos. Como o mundo pode se modificar com tantos autoritarismos e saudades da opressões mais mesquinhas?

Estou perplexo com o noticiário. A história são números e a justiça joga para salvar certos crimes. Quem imaginava os século XXI tão repleto de desencontros? Abre-se a porta da ciência mais sofisticada, com protocolos burocráticos. O vírus está destinado a desfazer costumes. Intimida com ferocidades.É a vez das máscara. Os braços estão soltos e as neuroses se espalham. Multiplica-se a indústria farmacêutica.

Será que é uma conspiração? Quando lavo minhas mão, penso nas esquizofrenias que se sedimentam.Muito sabão, para evitar a globalização da culpa ou da doença. As concorrências se mantêm. Quem venderá a vacina ou ela será uma patrimônio da humanidade? O animal racional não consegue construir suas escalas.A complexidade se casa com a dor e os apocalipses se misturam com artes de satã. Especula-se no vazio, no desenho do desmanche da memória.

É dureza.Deixar de lado a possibilidade de reinventar as relações sociais com afeto é uma temeridade. A questão da moeda sempre prevalece. O sonho se mudou para outro planeta? Fazer da mercadoria um encanto é despreza com o poeta. Os abismos existem. Mas fantasias podem ser executadas. Sem o abraço a história ganha uma aridez cruel. Não adianta máquina, se o trabalho vive das expectativas da mais-valia. O outro mora na história, a companhia vence o desencanto. retoma éticas para além da mediocridade. A sociedade não se diluiu.Treme e tropeça