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Os tropeços trazem desenganos

Discute-se numa fábrica de intrigas, com a ajuda de assessorias e tecnologias destinadas a espalhar mentiras. A desconfiança aumenta, denuncia-se, mas a sociedade é heterogênea não consegue articular o coletivo, está envolvida com fanatismos. Ninguém aproxima a pandemia da solidão que atravessa o planeta num desespero frequente.

Por que não viajar pela memória? Faz tempo que o capitalismo busca estimular as minorias milionárias e tropeçar nas famosas políticas públicas. Há o fortalecimento de teorias que desprezam a maioria, que exaltam a morte, que se agregam ao ódio, como se a ética estivesse perdida. A divisão é grande, porque as saídas estão fechadas e o arco-íris está preso no ar. Moro e Jair se pegam num festival de ataques, com perdas imensas para quem mente mais.Tensões gigantes de hipocrisias planejadas.

As estatísticas desfilam..A covid mete medo, deixa as pessoas sem programar esperanças, mergulhadas nos desenganos. Os mapas da doença são amplos. Correm a cidade, não cessam de levantar suspeitas. Será a chegada dos desenganos que precipitam uma vida cercada de limites, de impossibilidades desgovernadas? Quem cultiva a apatia numa indiferença cruel? As mercadorias ganham espaço, inibem, esfarrapam as justiças, traz lucros para milicianos, desfilam nas vitrines e afundam os que cultivam as ingenuidades.

A escrita diz pouco do cotidiano.É uma forma de alerta, de inventar diálogos e não esconder as realidades pesadas. Não há silêncios, pois os ruídos estão em cada rua, destroçam Manaus, mostram uma sociedade construída pela carência e subjugada aos senhores donos das servidão voluntária. Sinto que as melancolias constituem um império e o azul do horizonte é disfarce. Estamos numa rotação tonta, com desgovernantes que arrastam o lixo e detroça a ética.. Até quando?

O tédio visita a vida?

As perturbações estão presentes de forma agressiva. Jair afirma que não é coveiro, faz da contradição sua moradia e do ruído seu lazer. Possui plateia, recebe filmagens, voa. Figura dura ou flexível? Existem muita hipocrisia e religiões querendo competir com as manobras capitalistas.Estamos no isolamento. Imaginamos um tempo que parece não tem fim. Há quem esteja solitário, atordoado com as notícias que nadam na morte. Estranho e macabro.

Não há alegria, porém fanáticos de bandeiras e camisas amarelas. Quem pode confiar em quem pede ditadura? Será que a epidemia é mesmo um sinal de esquizofrenias totalmente desgovernadas? As opiniões trazem suspenses. Os sistemas de saúde sacodem com estatísticas. Há perplexidade e a cabeça roda. O tédio não deixa de acender medos e empurrar para o medonho.

A história não possui uma programação e tampouco a certeza de um juízo final. É uma esfinge. Mistura-se com reflexões, mexe com as dúvidas, não consegue se definir. Aparecem figuras pesadas. Conhece Augusto Heleno? Acredita que as assombrações habitam espaços? O vírus trouxe reformulações e dores constantes. Quem se salvará? As intimidades culturais estão perdidas? Tudo é interminável.

Cada dia, um amanhecer com notícias que abalam. Todos e todas especulam? Nem sempre, o pânico se apresenta, no entanto as intrigas econômicas prosseguem. Quem é mesmo poderoso? Os sustos são comuns mesmo que o tédio esteja povoando o cotidiano.Provocações não faltam. estimulam violências. As práticas políticas acenam com covardias. O mundo acalenta doenças perigos. A porta entreaberta desenha algo nunca visto. O tédio se apaga ou se expande? Sempre as perguntas…

O fascismo marca a política

O autoritarismo não se foi da história.As relações sociais são fundamentais para mover as transformações, porém marcam períodos com violências e juntam grupos ressentidos com derrotas no passado. O fascismo busca memórias para justificar governos baseados em intimidações crescentes. Não confunda com o socialismo. O fascismo tem suas ligações com o capitalismo, sobretudo em situações de derrotas. Analise o século passado, as travessias políticas da Itália e da Alemanha.

O corporativismo era intenso, fortalecia as polícias secretas, enchia a sociedade de ideais militaristas.Assim, Hitler traçou o imperialismo e quis ser senhor do mundo.Deixou herdeiros, montou genocídios, disciplinou para matar. Recuperou a economia, mas perseguiu grupos, sentiu-se capaz de tomar conta da Europa. Usou conhecimentos científicos, reuniu obras de arte, comemorou batalhas com comícios monumentais. Ousou, enganou, encenou com êxito impressionante, mas não fugiu de tropeços e ilusões.

O tempo passou. Fascismos persistem com consolidações de ditaduras e massificação de preconceitos raciais. Mesmo como as tecnologias ditas modernas, o jogo do capital não desiste de juntar riquezas com armamentos, extrapolando as manobras da desigualdade, se balançando nas bolsas de valores.Quem não se recorda de Salazar e Mussolini? Os exemplos continuam. Observem os deboches de Jair e sua família. Um fascismo tosco que risca os saberes e faz alianças com os milicianos.Quem esperava tanto descompasso?

No mundo da pandemia, absurdos se espalham, as instituições se desencontram, há isolamentos culturais e provocações frequentes. Pensa-se nos poderes das máquinas e a dor das perdas são escondidas. Limites, descontroles, ironias e uma agressividade que se inspira em guerras com comportamentos estranhos. A questão assusta e confunde, porque se mistura com a globalização. Talvez, a sociedade tenha se tornado um campo de concentração.Quem não olha as ameaças e os delírios das mentiras?

As contradições persistem

A sociedade se organiza em vários ritmos. Não há uma identidade cultural única. Pense na Jamaica, no Brasil, em Cuba, na Suiça. Reações diferentes, valores tradicionais acomodados ou mesmo desejo de implantar modernidades tecnológicas. Não é à toa que as contradições persistem. Não se trata apenas de antagonismos sociais. Há choques nas escolhas literárias, no modo de produzir riqueza.

As ilusões existem e as ingenuidades são frequentes. Há quem sonhe com uma globalização que estreite laços e traca planejamentos comuns. No entanto, a luta por espaços é violenta. Simula-se com uma facilidade incrível. Queno surge uma crise que se expande, as intrigas se tornam evidentes. As hipocrisias festejam ações de governantes mergulhados nas vaidades.

Não sabemos o tamanho do tempo que cerca um vírus que roda o mundo. As promessas de salvação se confundem com as astúcias.Quantas pessoas morreram nos Estados Unidos? Qual a situação do Equador? Observe as questões internas. A generosidade se transforma em pirataria.As religiões anunciam templos que prometem desmontar as ciências.

A história livre de armadilhas, sem abismos, sem pântanos não está visível. Contamos os dia, olhamos vizinhos, a aflição se mostra e os destinos parecem fixos em busca de apocalipses; Ficam as incertezas e as contradições são reforçadas pelos senhores do poder. Os estragos entram no cotidiano e as distâncias se concretizam. Quem consegue desenhar um mundo que dialogue sem remorsos?

Escolha,logo exista

Escolha a sua cor, a sua dor, o seu desejo maior, seu poema encantado, sua estrada sem pedras, sus utopia possível. Se as escolhas dialogam com a sinceridade e se articulam com uma história coletiva, as transformações reinventaram o mundo, Se as escolhas se envolvem com cinismos, fabricam messias, dialogam com a morte, os descompassos não cessarão e as agonias fixarão as indignidades.

Desfazer a vida

Canso-me, mas respiro, nem nego que viver é perigoso,

como uma fantasma de um vírus anônimo.

Escuto o silêncio estranho da rua, a fecho a porta principal,

abro a janela cheio de luz e com desenhos de lágrimas.

Há enigmas de outras galáxias, intrigas políticas milionárias, saberes

perdidos em laboratórios desgovernados.

Penso que a história não consegue enxergar a tatuagem do seu apocalipse e

desconhece seu mito que salvaria o perdão profundo.

Celebro no espelho um rosto que não muda a forma e preserva a memória

mais antiga e atordoado.

Vejo o lixo, a máscara branca, a camisa com cores escuras e alguém

buscando se livrar da fome.

A desigualdade se solta e não firma limites, a sociedade está assombrada,

não desafoga, teme que o medo se abrace com os passos mais lentos..+

Saudade do corpo e do cheiro

As surpresas inquietam e trazem incertezas. O mundo está pesado e a exploração estimula crueldade. As quarentena se espalham, há sustos e as datas confundem. Celebrar o quê? As mortes transitam, as misérias se propagam, mas existem fanatismos que desfazem o saber científico e debocham com cinismo imenso. Complexidades smepre presente e perturbadoras.

Cada no seu canto, esperando que o tempo passe, vendo de longe o corpo do outro, com saudades do passado e impressionado com a insegurança. Lança-se um enigma que acompanha o mito do juízo final.Do meu quarto, procuro escutar, visualizo generosidades raras. Será que os sonhos estão presos? Voar é com os pássaros? Por que multiplicar as intrigar isolar a dor? Com dividir e ampliar o cheiro da solidariedade?

Expulsar as intrigas e os narcisismos é um ação política. Não há como desculpar quem rir dos outros e faz da rua um espetáculo para curtir sua vaidade. Se a convivência não se estreita, a estrada da história se enche de curvas e os milicianos nutrem sua violência e fortalecem desgovernos. Há templos construídos para desfazer e minar as orações sinceras. Os labirintos possuem saídas desde que as mentiras não dominem o desejo de unir.

A memória não morre, nem se afasta das madrugadas mais estranhas. Imagine sempre a transformação ou a ousadia de cortar da vida o cinismo. Ha quem sirva para acumular e formalizar, Voluntariamente, inventam messias que cospem armadilhas e juntam-se aos animais predatórios. Os animais racionais são ficções? É preciso que a saudade não se entregue ao vazio. O outro é meu espelho mais sagrado.

Camus: Adão e Eva, Caim e Abel

A quarentena traz cotidianos inusitados nada diversos.Há silêncios, sono profundo, queda na criatividade. Uma turbulência com papos esquisitos ou mesmo perplexos diante da tantas bactérias. As leituras fermentam especulações e inquietam desconfianças. Será que estamos no meio do absurdo? Camus lança reflexões que ultrapassam o lugar comum. Para além dos sofrimentos, existem cavernas escuras e espelhos de um Sisifo encurralado.

A vida anda. Não para. Pode ser lenta, porém não é distante das perguntas e ninguém deixa de afirmar que há conspirações e medos nas esquinas das relações internacionais. Camus não vacila,mostra a complexidade e, às vezes, o vazio que invade as manobras de um humanismo que não dispensa a metafísica. A travessia da história desenha mitos e muda fantasias. Alguém tropeçou no escândalo? Para quê?

Difícil compreender as razões de Adão ou as ousadias de Eva. Queriam pactos ou inauguram um paraíso com curvas fatais? Albert Camus se liga no assassinato que deuses cometeram e imagens de vinganças ferozes. Caim matou Abel e a sociedade se construiu. Será que as intrigas giram e a culpa empurra o desejo para as malícias de Sade? Quem inventou as arrogâncias de Zeus? Há falências ou valores de troca?

Camus atiça. Os totalitarismos atacam e assumem poderes na contemporaneidade. Hitler, Stalin, Salazar e tantos outros derrotaram anseios de liberdade e optaram por genocídios. Marcuse não é Sartre, Freud não é Nietzsche, Trump não é Mia Couto. As diversidades se multiplicam e provocam recordações. As lendas não devem ser anuladas. As violências representam nostalgias e fecham as portas dos fantasmas mais satânicos. Quem se queixa das resistências escorregadias?

Não há limites e perdões?

Cria-se uma história. Ela é contada de maneiras diferentes, ultrapassa imaginações tradições, inquieta os cartesianos, sacode as desavenças religiosas. Qual é a história que sintetiza a verdade? Pergunta que veste o enigma e faria Da Vinci viajar por todas as rotas do universo. Penso diluir a questão do pecado original e desconfio dos donos dos princípios fixos. Os deuses também se afligem e correm na loucura do infortúnio.

Sou parceiro da solidariedade. Não entendo quem massacra, quem concentra, quem esgota seus programas de violência. Observo uma fragilidade imensa e uma necessidade de fugir. Não faltam utopias e condenações. Marx derrubou egocentrismos. Houve revoluções, mas há tropeços e vinganças extremas. Atira-se para matar e guardar segredos, arrumar genocídios. Hitler e Mussolini desfilaram com sandices e esquizofrenias.

Não adianta ter a medida do impossível. Surgem acasos, fico sem controlar meu medo e enxugar olhos com espelhos de pessimismo. Como aceitar estruturas fascistas, preconceitos racistas, governantes irônicos? Não existe um dono da história. Ela hesita, não sacode poeira que contaminam felicidades prometidas.

Os pânicos não merecem ser tratado com ficções. A sociedade se defende numa quarentena que desafia . Estranhos discursos não negam suas simpatias pela desigualdade e deliram com a riqueza individualista. É preciso firmar ruídos e não sacralizar ditadores. O limite está junto da história,mesmo que arquitetemos milagres. Os desenganos são curvas e estímulos para apagar os perdões.

Conhece Jair Bolsonaro?

Não basta a dor da pandemia.Ela traz mistérios e violentos jogos de poder. Expulsa a dignidade das relações sociais e provoca desmandos surpreendentes. As tecnologias se afogam no comércio da busca de soluções. Surgem quarentenas, tédios, pânicos. O Brasil está no meio do incêndio. Convive com o desgoverno de Jair que parece se distrair com a crise radical.

Não sei se é uma bipolaridade gigante ou se trata de deboches que lembram alguém enfeitiçado pela morte e apoiado por messiânicos fora de qualquer medida ética. O mundo se contrai, o futuro se balança e os governos não conseguem firmar solidariedades. Jair atiça as perdas, cria espantalhos, orquestra uma família dissonante.

Seu agir pesado e obscuro tumultua.Explora as ingenuidades, se enaltece com orgulhos e sabedorias construídas por perseguições. Jair possui parceiros fortes, vacila e se reinventa nos extremos fascistas. Se há continuidade de servidões voluntárias, a sociedade se inquieta, mas não consegue ultrapassar a mesquinhez. Desanima e sofre.

Definir o desgoverno é denunciar fabricações de verdades e a montagem de ódios. Sente-se uma atmosfera que é o espelhos do vírus que assusta o planeta terra. A perplexidade fere uma grande maioria, acende o fogo de grupos que castigam a ciência e descontrolam as possibilidade de sair dos labirintos. O lado obscuro de Jair transtorna, cava sepulturas, se converte num curral de hienas.