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O corpo , o tempo, o azul

Há vários tempos que escorrem pelo corpo,

como marcas de uma história vivida.

Não tenho com esconder a pressa e o sopro,

a vida não se explica por razões cartesianas.

Conto cada número com fosse uma culpa guardada,

estranho o anjo desaparecido entre as estrelas.

Cada passagem responde a um rito desencontrado,

não território nos limites dos sonhos descartados.

Não esqueço o amor partido, escuro com um cais,

a esfinge me acalenta sem saber que o azul morreu.

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Há desacertos chocantes e mentiras sofisticadas

 

A história não consegue encontrar-se com um sentido. Está solta, sem conseguir ser cenário de rebeliões mais profundas. Perdem-se caminhos, pois não há compromissos definidos e há uma complexidade arrumada pelo cinismo. As palavras são sacrificadas num abismo de mentiras. A sofisticação é imensa. A era das informações virou um jogo. A notícia ganha turbulência. A história se tornou um imagem frágil fabricada por especialistas, muitos cooptadas por uma dominação avassaladora. É importante insistir que tecnologia não significa, nem sempre, avanço. Os nós da imprensa entrelaçam dúvidas com preços determinados.

Quem sonha com as utopias não se desespere. O movimento da história é surpreendente. Os europeus colonizaram a América. Não faltou violência. As manipulações religiosas atuavam com eficácia. Hoje, estão envolvidos com medos. Falam do terrorismo infiltrado no cotidiano. Há guerras, espionagens, armas, drogas. É difícil se desenhar processos civilizatórios. As respostas deixam todos amedrontados. Quem não visualiza outras colonizações? Quem deseja sossego um labirinto tão desgovernado? Brasil vive de denúncia.

Temer age com um grupo esperto em demolir conquistas sociais. Sua credibilidade se desmancha. Diz que gosta de ser impopular. Ora pela salvação da pátria com uma hipocrisia sem limite. Não há quem segure as denúncias. O judiciário transformou-se numa indústria de emboscadas. Lula reclama, Gilmar sorrir, Cunha está preso. O debates continuam e fervem as contradições. Dilma procura mostrar o golpe sofreu, Dirceu sente o peso da condenação. O neoliberalismo atormenta toda América do Sul e a Venezuela cruza infernos.

Os boatos tumultuam as possibilidade de compreensão. Surgem agressões, arranjos políticos, muitos apagam a memória. Portanto, o reino da confusão aumenta seu território. Trump anda silencioso, a China investe no futebol, Sérgio Cabral roubou como nunca. Restam confianças? Agora, é a seleção de futebol que retoma glórias. Neymar e Tite são ídolos. O mundo gira com fortunas sendo lavadas pelos divertimentos. Tudo é negócio. Não precisa de disfarçar. Vende-se a alma, constrói-se templos suntuosos. O pântano é vasto, não adianta fecha os olhos e confessa os pecados. A história inquieta-se. Não é homogênea, não sobrevive sem ruínas, nem fantasmas..

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Não se esconda na solidão da sua história

Quando tudo começou devia haver um azul forte no mundo e poucas cores. Deus era confuso esteticamente. A humanidade o fez aprender muita coisa. Seus diálogos com Picasso ajudaram a fundar uma pós-modernidade celeste e leituras de Auster penetraram na sua solidão eterna. Ficou desconfiado, temeu pelo juízo final. Suas criaturas o desafiavam. Não sabia como curtir tantas invenções. Era diferentes dos deus do Olimpo. Metia-se numa solidão que o atormentava. Sentia-se, muitas vezes, uma criatura. Um mundo tinha uma complexidade que não esperava e um cansaço inesperado.

Viu que as histórias dos humanos se vestiam de fantasias e de máscaras. Apareciam ruínas, depois máquinas escandalosas. A solidão estava solta ou se escondia? Todos contam suas histórias, mas enigmas que não se esgotam. A vida em sociedade é tediosa, sem deixar de trazer riscos e surpresas. Difícil defini-la. A solidão surge como um lugar quase impenetrável. Não é possível contar tudo, nem ninguém tem um poder absoluto.

A racionalidade não é tão precioso. Num mundo, de tantas guerras, ilusões, miséria, epidemias, as perdições confundem. Deus não tinha a cartografia da imaginação. Apesar da sua onipresença, inquietava-se com o pecado original e achava que havia lacunas. Não se esquecia que poderia ser humano. Tremia com as escolhas. Quem significa, quem se explora, quem se ignora? As perguntas são ritos fundamentais. Fantasmas assustadores.

Não é à toa que a história não possui linearidade. Talvez, seja um grande círculo, cheio de repetições, no meio da formas esquisitas. Há muito enganos. Quem se atreveria a retomar as travessuras do tempos. Os esconderijos comungam com as armadilhas. Os traços curvos dominam, junto com o cinzentos do abismos. Não há festa que permaneça, nem sinalização sobre o futuro. Portanto, somos espaços, com histórias amargas e brincadeiras fluentes. Estamos longe de Descartes e Kant.

Jogar palavras no papel não é decifrar. Pode ser a busca de um paraíso ou tentação para fugir das perseguições dos demônios. Há teoria imensas e quem se salve com utopias majestosas. Não sei. Deus não nega as turbulências e os arrependimentos. Quem constrói história sonha com origens, mortes, desmantelos. O desconhecido ainda o possui sua soberania. O esclarecimento é um mito. É na solidão que a história principia. Deus se alivia, quando se sente parecido com as suas criaturas. As semelhanças alegram ou testemunham a incompletude.

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O mito de Ulisses: a vida não se completa

As agitações contemporâneas nos tiram sossego. É difícil cair na reflexão, dialogar com os deuses, sair de uma solidão que enclausura. Há multidões, espetáculos, vitrines. No entanto, a tecnologia e o consumismo restringem os desafios. Ficamos medrosos. Tudo parece reservar perigos. O mundo vive epidemias de desconfianças. As explorações não se foram e a sabedoria tropeça. A sensação de abandono não é exagero. Diante de tantas invenções, estamos vestidos pela incompletude, sem respostas em busca de ídolos, trocando objetos, armando emboscadas,  pisando em serpentes.

Gosto de visitar os mitos. Tenho fascínio. A fantasia me atrai, detesto a mesmice. As portas devem ser abertas para que os mistérios flutuem. Narciso ainda anda pelas ruas. Ele se multiplicou. Afrodite se olha nos espelhos das lojas mais sofisticadas. Édipo continua agoniado lendo os livro de Kafka, perdido no meio de tantos complexos. Não penses que os mitos morrem e desaparecem. Eles têm uma existência surpreendente, não se esgotam com o passar do tempo. As suas encenações são infinitas e sedutoras e nuca seriam terceirizadas.

São muitos. Converso com Ulisses. Não quero dele uma confissão. Admiro suas astúcias. Lembro-me de Adão e Eva, Caim e Abel. Há quem não observe que o único se fragmentou. Talvez, esteja delirando, mas termino sonhando que tudo é uma coisa só. Cada cultura desenha suas aventuras, sem legitimar fronteiras. Há acasos. Quem representa Guevara? Quem seria Nietzsche? Os nós que me prendem sintonizam-se com as vergonhas dos larápios de antigamente? Não sei. As esquinas estão repletas de esfinges e as perguntas não cabem nos livros. Desmoronam-se.

Ulisses viveu as ambiguidades. Enganou e enganou-se. Feriu e feriu-se. Buscou superar as artimanha, mas triturava os inimigos, não cultivava os perdões. Quem lê a Odisseia mistura-se com muitas dúvidas. Como sairmos do destino para entrarmos na história? A construção da autonomia é a negação do pecado. A imaginação sacode as apatias. Ulisses não se espantou com os labirintos e os seus desencantos. Voltou. O desejo do retorno sintetizava o impossível ou era um símbolo da humanização? O canto das sereias é um vestígio de um mistério sem fim.

A história não é o lugar do concreto definido, ela brinca com o invisível. Se o inconsciente nos domina como acreditar em metodologias, em projetos, em fontes escritas? As astúcias de Marx, Foucault, Deleuze, Freud nos ajudam a tatear no escuro e a afugentar certos pesadelos. Como negar que os mistérios são grandes e que a esquizofrenia é quase geral? Os mitos respondem e atiçam indiferenças. Estamos longe de compreender a dialética do esclarecimento. Quem nos espera com a decifração dos tempos? O jogo se movimenta com a inquietude dos olhos e a luz estranha do azul. Não há como segurar a culpa e arquitetar paraísos.

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A história e astúcia

Conte as pedras da história sem sentir o peso,

como se fossem metáforas transcendentais e agudas.

Não acredite no deus que não dança, nem na sereia que não seduz.

Mergulhe no mar da aventura numa embarcação velha,

e compare-se com Ulisses inventando astúcias e risos.

Não seja objetivo, dispense os gênios da academia

e procure a lâmpada de Aladim sem agonia e pressa.

Não esqueça Scherezade, nem do seu amor platônico pelas palavras,

fuja das histórias que não tem perfumes e dos amores que adormecem.

Salve-se marcando um encontro com Vênus na curva do labirinto,

há nela uma luz que abandonou seu último sonho cheia de preguiça e insensatez,

mas consegue desenhar todo seu rosto iluminado-o com uma pequena sombra.

Seja hermeneuta, não se encante com os conceitos sem lágrimas e sem coração.

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O silêncio dos deuses, a apatia dos homens, a salvação ilusória

Quem assistiu ao último filme de Martin Scorsese sentiu que o silêncio pode frustrar e a verdade não é propriedade de uma única cultura. As colonizações foram e são cruéis. Em nome de Deus se procurou firmar crenças e se encontrar paraísos. A multiplicidade do sentimento culpa derruba sonhos. Ela acompanha a história mesmo que haja mudanças e esbocem tentativas de revolução. Martin não perdoa. Deixa sutilezas, mas fere aqueles que se encantam com as possibilidades do perdão. Qual a resposta? Por que o silêncio? Por que inventar transcendências?  Por se vestir com a perfeição? Por que a apatia se afasta a coragem e destrói a resistência?

As religiões sobrevivem e ajudam a congelar ordens. Há um entrelaçamento com a política que se estica pela modernidade. Até o capitalismo se fortaleceu com chamada teologia da prosperidade. Os tempos se afundam com orações por riquezas, pela esperteza dos chamados guias da salvação. O mundo está submerso com perspectivas de desamparos que aprisionam multidões. O filme se passa no século XVII, contudo dialoga com o nosso tempo e mostra as dores que se repetem. O silêncio e o grito se confundem, nem conseguem criar fronteiras.

Não pense que o caos termina com o perdão fabricado. A solidão é, hoje, uma sintonia com o medo. Há uma sensação de muita coisa está podre na rota da globalização. Quem sabe o limite da mentira? Quem conhece o tamanho da pedra que não sia da estrada? Chaplin já colocava, nos seus filmes, os contrastes. Meiguice e pobreza, egoísmo e humor, a sociedade fecha portas para liquidar mercadorias. Triturar os sonhos é perda radical. O mundo se rende a uma absoluto que não existe, a ídolos que adotam o feitiço do mal, aos cinismos dos que não sofrem.

Não há tempo para o riso solto, mas o espetáculo continua. Ele tem preço, ela atrai. Seduza-se com a ficção de Italo Calvino, mas desconfie das sentenças de Moro, dos delírios de Temer. Ninguém foge do negócio, pois convivência não busca o poeta, ela quer a vitrine da ostentação. Não há como sossegar, pedir orações, ajoelhar-se, quando os extermínios prosseguem. Estamos exilados numa sociedade que oprime com regras nada democráticas. Nada passa pela vontade do coletivo. O perdão é inútil quando ele vendido com cartões de crédito. Estou exagerando? Ligue os canais de TV e reflita sobre as pregações.

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Mia Couto: a travessia das palavras cruas

Difícil definir a vida. Importante é reunir palavras e jogá-las como se fosse um mágico. Não se escreve para desnudar o mundo. Seria impossível uma nudez absoluta, como tantas vestes e dúvidas tomando conta do nosso cotidiano. Ler e escrever não guardam fronteiras. O abraço é fundamental. O corpo não pode ser um único corpo, isolado e tardio. Tudo se toca, com brevidade quase infinita. Não há como medir o tempo. Mia Couto atravessa o mundo, com uma sabedoria de quem possui pertencimentos amplos. Afunda-se em águas claras. Nada como um peixe que descobriu todos caminhos do mar. É parceiro de Netuno e namorado de Vênus.

Não me canso de dialogar com seus escritos. Ele brinca como os avessos, borda uma poética que pula os limites do universo. Muita imaginação que preenche vazios e faz pensar outras lógicas. Suas palavras nos olham. Não são escravas de técnicas. Mia é um inventor. Seu leitor não se cansa, mas se pacienta. Lembra os poemas de Manoel de Barros e o Grande Sertão: veredas de Guimarães. Não é senhor das imitações. Divide, afinal o mundo deveria pertencer a todos. Quem se isola, espalha egoísmo, gosta de ilhas desertas. aumenta a extensão da aridez, esperta a ferocidade da exploração..

As personagens de Mia não estão mortas no papel.  Flutuam, multiplicam-se, ganham eternidades. Cada cultura possui sua inviolabilidade. Longe da mesmice, ele acena para as astúcias. Prometeu assanhava a liberdade. Mia estica o desejo, molha-se com as chuvas intensas da África. Desmancha as hierarquias e subtrai a arrogância. Todos podem se surpreender, fugir, se acovardar. Não há saberes exclusivos, mas saberes que se confundem. Cabe ao profeta criar suas cartografias, sentir a poeira das outras vidas, esconder-se dos inimigos. observar o horizonte sem estrelas, a crueza dos animais estéreis.

O escritor não perde as metáforas. Não duvida que as palavras não cessam de ir para o desconhecido. Mia Couto constrói sem ambição de se esgotar. Seu ponto final é um desenho escuro, uma ponte sem tamanho mínimo. Apaixona-se pelas mulheres, dança com os feiticeiros, fertiliza territórios abandonados. Lamenta a escassez, porém se distancia de seus pecado. Contaria um outra história do paraíso, cuidando de alertar as travessuras de Adão e Eva. Sua escrita desenha seu sorriso. Esta solidário com as sombras e as luzes traiçoeiras das matas. Sua leoa se mistura com a sensualidade das sereias, seu rio nasce e morre sem se desfazer das lágrimas. A poesia é tudo.

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Repartir a vida( para Luís)

Repartir a vida na travessia do inesperado,

desfaz as amarguras e as suspeitas das dúvidas.

Não há encantos em sentimentos disfarçados,

as perdas nos deixam alucinados em busca da certeza.

As luzes não estão  acesas e a escuridão nos mete medo.

Há um desejo que a saudade invente outro tempo e

cada passo recomponha futuros desenganados.

A rapidez é o delírio que rompe as crenças e os desenhos do infinito.

Não jogue com o mistério , nem se esconda na curva do acaso.

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Qual o peso da justiça no Brasil?

 

Não faltam dúvidas. Quem se salva? A lista de Janot é feroz. Passa por quase toda população dos políticos. Muita acusação, dinheiro solto, revelação de intimidades, senadores e deputados enlouquecidos. Há sustos, mas também hipocrisias e respostas prontas. Será que tudo vai tomar o caminho do esclarecimento? Ninguém sabe. Muitos processos contaminam perspectivas eleitorais. Quem pode sonhar com democracia numa corrupção sem fim? Não tenho certeza. Janot não trabalha só, possui assessorias, escutas, telefones secretos. Abre rotas burocráticas. Deixa complexidades e desafia o Supremo. Talvez andem pelas mesmas ruas, procurando um restaurante com carnes importadas.

O Brasil é turbulência, riso, desvario. Tudo se mistura. Fico procurando palavras para defini-lo. Difícil. Espio Renan, Malafaia, Lobão e tantos outros. Há diversidade que amedronta. Quem sustenta os desejos de sujar a sociedade e de expandir o território do lixo? Parece a que a descoberta é infinita. Assanha-se por todos os lados. As notícias se ampliam, porém as provas são dúbias. Temer disse não ligar para impopularidade. Lula está circulando no meios de acusações. Não pense que há vitórias transparentes. O futuro não acolhe esperanças, quando as desconfianças rastejam e as transposições se chocam.Os rios correm em busca de comícios, há uma sede que oprime e constrange.

As crises são contínuas. Não cessam. O perigo é a ousadia de querer mantê-la como uma epidemia. Há vírus político, no meio de secas e discursos óbvios. Quem chega primeiro? As fortunas acumuladas encontram saídas, zombam dos que reformam as penitenciárias. Reforçam salários dos que decidem ou exportam emboscadas tenebrosas. Os professores vivem na ponta do abismo. Eles ensinam, cuidam da ética, contudo não acreditam naquilo que significaria a queda do sistema. Qual o peso de tantos desgovernos e jogos injustos? O Brasil cultiva histerismos e psicopatias visíveis. Basta ler os pronunciamentos dos que se colocam como espertos.

Se está tudo podre, as relações seguem espalhando drogas. É importante marcar quem são os privilegiados.  Por que existe uma desigualdade extrema? Não se busca consertos, mas tratar os enganos e inventar punições. Querem mesmo limpar a vergonha com as águas das perdições? Nessa terra se plantando tudo dá, escrevia Caminha. Não apenas o Brasil se envolve com desacertos e sepulta a solidariedade. O mundo não foge da violência, vende identidades, se sufoca com as mercadorias. Quem não conhece a história do paraíso imagina que a justiça se guarda no inferno das maçãs. Como tudo se desconecta e se veste como farrapos do juízo final!

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O fogo da palavra

a palavra cerca a vida e o corpo

nega que tudo tenha apenas um significado.

poderia multiplicar as cores e os traços

mas nada termina a vastidão da palavra.

quem inventou o mundo sabe

que a eternidade é uma abstração divina

e a palavra seu encanto indefinido.

o fogo do mundo se encerra no último adeus

que fechou a porta do paraíso.

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