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A paixão se mete pela vida

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As coisas estão embaralhadas. Não há clareza, tudo caminha para uma escuridão avassaladora. O sentimento, porém, não morre. Mesmo com todas as enganações da sociedade de consumo podemos observar certos encantamentos. Não há vida sem ilusão. Acredite que Kant era uma sonhador e Nietzsche procurava uma princesa. A loucura gosta da fantasia.A cultura sacode tudo no ar. As invenções humanas surpreendem seus próprios inventores. Por isso, uma ameaça de caos nos cerca brincando no esconderijo, curtindo ruídos tecnológicos.

A paixão tem muitos trapézios. O perigo é jogá-la na rede das mercadoras. As vitrines são feitas para atordoar. Compra ou não compra? Será que, um dia, tudo não terá preço? O mundo globalizado requer paixões estranha? Já pensou no último modelo do celular? E naquela curso sobre os filmes de Gláuber Rocha? A industrialização agitou sociedades antes rurais e acomodadas. Nem sempre a inquietude traz alegria, O desejo pode fechar o riso e se não for atendido. Você não sabe se o destino cortou seu coração ou você está em crise com a moda dos shoppings.

Não se preocupe. Nem toda paixão está no reino das ruas comerciais. Que tal olhar a beleza das obras de Picasso ou ouvir Elis Regina cantando? E ficar seduzido pelo charme de outra, pelo ritmo de um corpo, por uma lua firme? Mas nada como a paixão que se transforma em amor. É uma aventura sedutora  se envolver com certas fragilidades. A paixão ferve ou esfria acidentalmente. Faça uma consulta a sua psicanalista sobre os males de quem se apressa. O amor é paciente e cuidadoso. Navega como uma onda preguiçosa, conversando com a sereias.

Bauman alerta para o individualismo, para um mundo que receita o efêmero. As sexualidades se moldam às carências de uma época, Imagine os afetos vividos no começo do século XX? Houve mudanças radicais? As palavras ganharam outros significado. As lembranças de Rosa Luxemburgo se misturam om a política. As lembranças de Lou Salomé com a convivência intelectual. Nada de especial, pois lutavam por causas diferentes. Numa sociedade massificada, as complexidade são muitas. Quem é Mandona/ Quem é Marina Lima? Quem é Faustão? Onde mora o feminino? Café ou cerveja? Cocaína ou bolo de noiva? O autor ou o texto?

As paixões possuem químicas ardorosas. Não existe paixão silenciosa. Quando faltam corpos tensos, surgem poemas que falam de flores. Há, atualmente, síndromes que mostram labirintos da alma angustiada. Não é à toa que as drogas ganham espaço. A cultura promove máquinas, cantam virtualidades, estragam ousadias sinceras. Portanto, a paixão de Adão e Eva é, apenas, uma história distraída. E a paixão que não se transforma em amor? Os cristais também se quebram e existem  partidas que nos levam para o nunca mais. Não peço que concorde comigo. São escritos, porém os desenhos das letras apaixonam.

Marx não desmoronou

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Há pensadores que sobrevivem e não são abndonados. Marx é um deles. Consegue manter suas críticas válidas e ser admirado por militantes. As frustrações das revoluções socialistas não o apagaram da  história. É claro que as políticas existem e provocam agressividades. A sociedade está sufocada, procura caminhos, encontra-se cercada por modas intelectuais imensas. O consumo é extenso, ataca todas as áreas. Há perturbações, delírios e intolerâncias. Marx se mantém. Suas críticas merecem leituras e mostram as explorações do capitalismo.

Muitos buscam sofisticá-las e as entregam às meditações acadêmicas. Marx é lido como saída metodológica para salvar entraves teóricos e garantir posições nas discussões acaloradas. Mas há quem reduza Marx aos escritos de Stalin ou ao pragmatismo de Lênin. É uma forma de ativá-lo junto às massas ou mesmo simplificá-lo. Não faltam opções. As editoras gostam de lançar livros escandalosos, desvendar segredos. Marx não foge dos mercados. Para que negar a concorrência e as opiniões fanáticas? A homogeneidade é uma falácia.

Não podemos nos afastar das contradições contemporâneas. O mundo gira de todas as formas. Há intelectuais que fazem sucesso com suas palestras milagrosas. Observem como Karnal ocupa espaço nas redes sociais e atinge um público bem expressivo. Marx não faz parte da sociedade do espetáculo. Veio muito antes de Sarte, Deleuze, Foucault e tantos outros que povoam as mentes contemporâneas. Riscar a sua importância é um erro incrível. Acho indispensável mergulhar na suas obras para compreender a industrialização e o desmantelo da desigualdade.

Se haverá outras revoluções, não sei. Houve comportamentos totalitários entre os que se colocavam como  marxistas. Quem não vê vinganças, ataques, dissidências? As teorias surgem, arrastam controvérsias. Marx formulou uma crítica radical ao capitalismo. Considerou, porém filósofos iluministas, não desprezou os economistas clássicos. No entanto, demoliu os alguns encantos de uma sociedade estruturada no monopólio, na centralização econômicas. Para muitos, ele é insuportável, uma ameaça. Causa arrepios, tempestades.

O tempos passa, a inquietação permanece. Freud também abalou as tradições construindo outras interpretações. Não faltam exemplos do santos e dos malditos. Não há silêncio, mas ruídos estridentes. Política e religião sacodem ânimos e se misturam. Marx não poupou seus adversários com argumentos fortes. Seus escritos são valiosos e rebeldes. Nada como uma leitura sobre o fetiche da mercadoria! O passado não abandona a história e as ambiguidades não se desmancham. Basta olhar a China, a Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e as reflexões que envolvem o mundo globalizado. É preciso ouvir as sinfonias. Não deixe o circo pegar fogo, imagine sua aventura e sua coragem. Perigoso é adormecer no messianismo.

O maio do sonho: 1968

 

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Reclamamos das disputas infernais. O mundo não tem sossego. Não aprendeu com tantos séculos de cultura. A burocracia toma conta da vida privada. Uma prisão, cheia de labirintos construídos, com muito sadismo, alimenta solicitações opressoras. Os prédios verticalizam a moradia, ora são abandonados, ora são demolidos. Tudo se passa numa velocidade estúpida. Não dá para olhar o calendário e firmar planos. As surpresas enchem a sociedade de incertezas e as manchetes de jornais trazem assassinatos, misérias, guerras. Há teorias reformistas, intelectuais arrogantes, sábios esquisitos.

Pensou-se que a tecnologia poderia aliviar dores agudas e promover o encantamentos. As revoluções anunciaram novidades, derrubadas de preconceitos, solidariedades extensas. Mas o século XXI vive desacertos incríveis. Há maravilhas arquitetônicas, junto com desastres ecológicos. O futuro é uma esfinge atormentada. Não faltam utopias. A coragem para consolidá-las é causa de frustrações. O comunismo se confunde com violências políticas e o Manifesto de Marx e Engels parece que não é lido. Há fanatismos soltos e pantanosos, deuses, em templos, cultuados como senhores do universo.

Maio de 1968, uma rebelião se mirou em sonhos. Paris ficou tensa, pois se queria transformar a monotonia, colocar as poesias na rua. O objetivo era redefinir a convivência, evitar os totalitarismos, imaginar e efetivar um poder longe dos consumos capitalista. Era vez dos jovens puxaram os movimentos, seduzir o resto da população, arrancar o pesadelo de governos incapazes e centralizadores. O mundo se abalou. Muitas cidades também se impacientaram. Era preciso uma estéticas que apagasse as aberrações das avenidas apáticas. A fumaça é uma tatuagem se desenha nos nossos corpos de forma doentia.

A repressão respondeu. Os estudantes espalharam seus sonhos, uma grande greve parou a França. Não esqueça que a década de 1960 ferveu, demoliu tradições nada saudáveis. Os Estados Unidos perderam uma guerra para o Vietnã. No Brasil, porém, a ditadura punia e censurava. O mundo das mercadoria fascinava os concentradores de riqueza. Quem espera por uma primavera cheia de beija-flores vermelhas namorando com flores coloridas nem sempre consegue soltar o sorriso. Os limites seguem envolvendo nossas incompletudes. Dizia-se, em maio de 1968, que era proibido proibir. Desejo difícil, porém não custa buscar a invenção e andar pelas calçadas multiplicando as identidades,

O fake se instala, a ética vacila

 

 

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A imprensa se encontra confusa. Não é novidade. A temperatura política deixa todos com vacilações. Há acusações incessantes. As provas são variadas. O ataque é feroz, não possui medida. Fica impossível se falar em ética, pois a hipocrisia ganha fôlego. Não se restrinja ao Brasil. As declarações internacionais derrubam pactos. O objetivo é superar o outro. Mas sempre surgem os discursos ditos democráticos, no meio de tantas desigualdades. As luzes estão se apagando, as armas se espalhando, os refugiados perdidos em territórios hostis.

Parece que a história desenha uma curva desanimadora. Não exageremos. As delações podem desvendar corrupções ou mesmo jogar infâmias. Essa insegurança traumatiza, gera desconfianças, mascara. Quem é mesmo Dória? Como está Lula? Quem torce por Aécio? Os jornais estão falindo? E os juízes se sentem imparciais? As perguntas apavoram. Trump grita com a Síria, a China quer mercados, a Europa se desequilibra. O toque da embriaguez é firme.

Talvez, passemos por uma ameaça de caos, pelos caminhos das mentiras fabricadas com esmero. Não é questão, apenas, de nível intelectual. O analfabetismo também atinge as leituras dos sentimentos. O descompasso é geral. A crise de valores ou a dificuldade de escolher assombra. Há quem se queixe das epidemias, esquecendo-se das vidas urbanas cheias de contrastes e desamparos. As fronteiras são frágeis e a sociedade não consegue se entrelaçar com a autonomia. Mudou a respiração, o sufoco é contínuo?

Será a história é uma grande brincadeira? Será que deuses onipotentes? Procuramos decifrar as esfinges, porém os mistérios. Analisem os significados dos mitos. Prometeu, Édipo  Zeus, Afrodite. Algo se anuncia no passado. Formam-se sonhos, contam-se as travessias dos paraísos, acredita-se numa utopia final. Tudo hesita. A contemporaneidade está enferma, ainda ousas exaltar a ordem e progresso. A história trava transformações. O fake é veloz e assustador. Já morava nas astúcias da serpente.

As reações contra o machismo

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Há sempre lutas. O conformismo ganha espaço em muitos grupos, mas outros reagem. As mulheres estão numa batalha secular para diminuir a opressão e não deixar que os preconceitos consolidem maldições. É incrível como politicamente os homens ditam as normas. Mesmo com conquistas institucionais, as mulheres perseguem segurança e amplo exercício da cidadania. Há ruídos, porém a violência doméstica é uma fatos, os estupros não saem da manchetes e sociedade conserva costumes nada saudáveis. O machismo tem argumentos que são pesadelos intermináveis? As tradições  negam convivências democráticas?

É importante ressaltar que crimes absurdos chocam a aldeia global. Não se trata,apenas, de questões sociais. A complexidade é maior, atravessa idades, mostra a permanência da pedofilia, as brutalidades permanentes. As mudanças no comportamento demoram e exigem afetividades. Não há rupturas imediatas como prometem os revolucionários. Anular as desigualdades é preciso, no entanto existem resistências e repressões que impedem mais aberturas. As minoria não são mais minorias. O mundo gira em busca de tecnologias, se amarra nas máquinas.

Se a sociedade possui dificuldade de afirmar a solidariedade, não adianta ficar esperando que o diálogo entre os sexos apareça sem entraves. Sem respostas aos descaminhos, a história se repete e ameaça as conquistas feitas. Não fiquemos deslumbrados com detalhes ou ficções mercadológicas. Vende-se tudo. As proibições são sutis. Observem os governos e suas orientações.Onde se localiza a preocupação com os direitos? Quem monta as estratégias de dominação? Quem confunde em nome de uma justiça do espetáculo?

Simone de Beauvoir abalou o mundo ocidental com seus escritos. Não se pode esquecer as mulheres argentinas nas reclamações contra a repressão e as mortes. As denúncias contra o assédio sexual tumultuaram certos cinismos dos meios de comunicação. As relações familiares revelam tragédias que pareciam impossíveis. A busca de paz, não é limitada às grandes guerras, configura proximidades inesperadas. Ela se faz no cotidiano. Calar-se é congelar extermínios dolorosos. Os predadores  estão nos asfaltos e as astúcias querem enganar com promessas e modismos. Adão e Eva já se foram,são fantasmas e as religiões sobrevivem desprezando seus mandamentos.

O sonho traz fantasias. Muitos o condenam. Viver, contudo, contando realidades, acumulando sofrimentos, justificando desacertos descontrola o sentimento A necessidade de transcendência multiplica possibilidades. Se ahistória busca o desenho da beleza e da harmonia, ela pode superar misérias e desencantos. Não significa que chegaremos descansados ao paraíso. Pior é esperar que tudo arda na desgraça e no conformismo. Os genocídios nos alertam. Cair nas armadilhas, talvez, seja a metáfora do juízo final ou o desmoronar da ética.

 

Tenho tempo, logo existo

 

 

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Falamos do passado como algo que não tem retorno. Nem observamos que acumulamos conhecimentos e tradições. Temos parentescos imensos com os gregos, seria uma injustiça anular as lutas do escravos romanos. Não faltam lembranças. Elas formam nossa memória. repetimos, muitas vezes, o que já foi dito. A bossa nova não esquece o jazz, a burguesia montou a capitalismo e os franceses construíram reflexões políticas fundamentais para modernidade ocidental. Quem não sente a sensibilidade de Van Gogh, as astúcias de Cervantes, a leveza de Vivaldi? Não faltavam passados que moram na cultura e inquietam as experiências.

O tempo é sempre um desafio. Muitos querem conceituá-lo de forma rigorosa. É inútil. Navego pela simultaneidade. reflito sobre o presente, mas possuo fortes imagens do passado. Portanto, consagro os entrelaçamentos. Sei que a imaginação desenha aventuras e ajuda a fugir do lugar comum. Não considero o progresso no sentido geral. Lá se foram os princípios do positivismo. Vivemos uma época de quebras radicais, mas isso não significa o império do presente. Tudo se reveste de uma velocidade espantosa. Alucinações e delírios travam afetos fabricados.

No entanto, o susto não resolve a história. Traz abalos, consolida ideias, desafia os bem comportados. As coisas se transformam deixando vestígios. Olhamos o futuro com incerteza. Há uma tecnologia que atormenta e distrai. Surgem as amizades virtuais. as máquinas compõem o cotidiano, o celular dita desejos. Exige-se rapidez. As conversas se resumem a códigos. Longe estamos da vida privada das casas com largos quintais. As cidades ganham verticalidades assombrosas. Um dedo falso num teclado redefine tudo e fecha projetos e amores. Quem só tem uma única ideia é sufocado pela intolerância

Quando será o juízo final, quando haverá a revolução definitiva? Perguntas que incomodam. A inteligência ganha espaço. Nosso corpo recebe próteses, a indústria farmacêutica se sofistica com investimentos milionários. Assim, a complexidade não cessas. A perplexidade muda comportamentos, quem adormece se acorda espantado. Não há como traçar uma cronologia da história com seus detalhes. A sociedade planeja, mas se perde. Os governos buscam saídas e mergulham em golpes e guerras ferozes. A vida segue, para quem deseja. O exílio está em toda parte. Não abandone a crítica, mas não se ache o centro do mundo. Ele não existe.

Pink Floyd e cia. : leituras da contracultura

 

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A dissonância compõe a história. Não está só.  Há toques de harmonias, sonhos aventureiros, apostas nos santos e mestres do futuro. Definir a história supera a imaginação. Não custa, porém, especular. Estamos no meio do tempo. Queremos superações, cogitamos eternidades, somos arquitetos de mundos. Inventamos a cultura. Ela possui suas ordens. Não há culturas sem leis. Não esqueçamos, no entanto, das rebeldias. A linha se quebra, a curva se faz, os labirintos se criam, as ruas se poetizam.

A década de 1960 trouxe inquietudes. Falou-se muito na contracultura. Conceito escorregadio, pois nunca houve uma homogeneidade. O conformismo absoluto não existe. Os anos 1960 abalaram os costumes, exigiram a queda das burocracias e desejaram mudanças na política. Paz e amor, rock e drogas, experiências inusitadas encheram os caminhos, se espalharam pela aldeia global. Seria possível reencantar o mundo e derrubar as tradições nefastas?

A música acompanhou os traçados do novo. Os Beatles tornaram-se ídolos, venderam discos e espetáculos. Não deixaram parar nas escadas do mercado. Provocaram, lançaram ideias, protestos. Tudo fervia, Woodstock causou susto nos conservadores. Um olhar mais ambicioso para que a sociedade buscasse memórias e ampliasse sua dimensão estética dança pelas cidades. Não omitam Marcuse, Castoriadis, Morin. Era proibido ficar preso aos conservadores do consumo. Jovem ameaçavam hierarquias, respiravam ares de otimismo, ocupavam solidões.

Pink Floyd surgiu nessa atmosfera de muita fluidez. Chegaram com um som que transitava pela imaginação, pela luz, pela fantasia. Acenderam a criação. A contracultura andava atraindo, mostrando saídas. Os encontros eram visíveis celebrações de uma possível sociedade longe da mesmice. Mas as reações foram grandes. A rebeldia fez eco, ainda abala reflexões consagradas. Tudo ganhou uma rapidez imensa. A antiga ordem agiu, a repressão aumentou, os gritos de revoltas diminuíram.  Hoje, há uma ligação no sucesso, no encher as contas bancárias, nos sorriso cínicos.

O desmanche do mundo da tecnocracia não aconteceu. Houve trânsitos diferentes, mas a grana estava ansiosa para manter sua consolidação. Nem por isso, a história cessou de sonhar. Quem não se queda diante dos sons do Pink? Quem não lé Marcuse, que não se lembra de Janis Joplin, das manifestações cotidianas do movimento hippie, dos concertos de rock? É preciso retomar as cores, não morrer no jogo da propaganda e nas vitrines das redes socais. O narcisismo continua com seus adeptos. Promovem-se e não se interessam fugir do estabelecido. E você está quieto?

A guerra não cessa

 

Bombas cruzam o céu de Damasco na madrugada deste sábado (14), sexta-feira no Brasil

As grandes potências adoram colocar armas em ação. Não é costume da modernidade. Isso vem caminhando pela história. Quem esquece das Cruzadas, das guerras mundiais, das loucuras do fascismo, das ambições dos imperadores romanos? O animal racional gosta de derrubar e destruir, é um predador. Desanima ver as crianças morrendo, o pânico geral e a angústia de não resolver os problemas básicos do mundo. Os Estados Unidos se animam com as disputas e conseguem ajudas dos seus amigos. O clube funciona sem pudor.

A Síria é um escândalo. Fico constrangido e cada vez mais descrente com as saídas. As mentiras circulam, inibem solidariedades e o genocídio é frequente. Falam mal de Hitler, mas os palestinos são massacrados. As guerras trazem desenganos. Mostram que os afetos estão arruinados e a globalização criou mercados sanguinários. Inventam justificativas, promovem fés e desfazem esperanças. Todos tremem e se assombram, pois hão há controle, nem gestos de paz. Muita cumplicidade assassina girando pela “civilização”.

Apesar das desgraças, há quem torça. Muitos se consideram adeptos da Rússia, vibram com as respostas de Putin. Outros se julgam protetores dos valores ocidentais. Provocam e articulam. As reuniões da ONU se tornam espetáculo dos horrores, com hipocrisias bem tramadas. Armas atômicas e químicas enchem bolsos, geram fortunas. Quem não vê as rivalidades impedindo que a política organize a sociedade de forma saudável? Ressuscitam os feitos de Alexandre, de César, de Napoleão. As ruínas vencem o falso progresso e a angústia suplica pelo juízo final.

Nas ambiguidades da cultura, as vinganças correm soltas. Acusam os outros animais de ferozes, porém em cada esquina há armas fatais. Não só guerras. existem rebeliões, assaltos, invasão de países, comércio ativo de drogas. os ditadores se dispõem a ser mensageiros de divindades. escondem intenções. Quebram memórias. A sensibilidade se arrasta. Quem aposta na democracia fica estarrecido com as declarações de Trump. Haverá um confronto arrasador ou tudo não passa de encenações combinadas? Quem profetiza? A sociedade tropeça e adoece com nunca.

A ligação no BBB

 

 

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Todo ano o espetáculo invade casas, mentes, sonhos. Não há como deixar de lado. A população gosta de saber da vida privada. Os boatos circulam, pois a sociedade não consegue superar seus vazios. Portanto, o negócio é viver a vida dos outros, soltar-se de si e tentar consagrar afetos alheios. Torna-se uma necessidade. A televisão fatura, as leituras são abandonadas e a espionagem sentimental se propaga. Quem ganha, quem vai para o paredão, quem brinca de amar? O sossego é coisa inexistente.

Mesmo que a política ferva, não custa sair do cotidiano tenso, para observar os anseios dos dramas BBB.  Isso acontece nos berços da globalização. Não é o Brasil, apenas, que alimenta o olhar curioso. Talvez, aqui, a torcida seja mais organizada. É um alívio, para muitos,  a garantia de que a aventura do outro tem estilo que cabe nas suas neuroses. Quem assiste se foca em desprezos, prazeres, futuros. É um intervalo na mediocridade do dia, no trabalho sem graça, nas aulas repetitivas, nos namoros perdidos.

A sociedade não perde suas caminhadas de consumo. Se tudo virou mercadoria, os sentimentos conseguem suas vitrines. Deixa Aécio no Supremo, ele se resolve, tem bons amigos, está cansado, sem o charme dos atores do BBB. A  disputa política é repleta de misturas e partidos sem expressão. Os deputados pensam nas eleições, não querem reformas, muitos deles são estimuladas pelas grandes empresas. Não esqueça que a democracia está no céu,

A história é uma campo de pecado segundo dizem as religiões. O BBB traz uma transcendência especial, reúne dispersões, ajudar a saborear cervejas e cortar insônias. O divertimento não abandona a vida. O pior é que eles trazem raras sabedorias, idiotizam, provocam delírios. O tempo passa, as estratégias de persuasão se renovam. as aflições consolidam hábitos. Há um relógio que dispara desejos. Nem percebemos que a programação possui interesses e jogam om os corações. Traz assuntos para as redes sociais e notícias para os jornais.

A vida não deve ser um calvário. Basta os desacertos dos governos, os crimes encomendados, a saúde arruinado. O que temo é a escassez progressiva de reflexão. Há uma falta de vontade que corta até as saídas de casa. O que se deve buscar? Por que tantas cores e excesso de melancolias? Muita gente recusa sorrir, constrói um mundo artificial. A comunicação é mínima, apesar de tantos celulares. A rede do absurdo está estendida sem metafísica. O corpo nu não saber o que pedir, prefere se fixar no espelhos da imagens noturnas. o final é sempre desmontante.

Aécio sem ingenuidades: o vasto mundo

 

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A situação tornou-se bem incômoda para o PSDB. Será que os peixes grandes estão na rede? Lula foi preso, mas ficou muito coisa no ar. Aécio tem culpas estabelecidas . Gostava do papel de ingênuo. Suas travessuras são antigas. O governo de Minas deixou marcas de muitas suspeitas. Ele queria ser presidente. Armou confusões, mostrou-se vítima, se escondeu na melancolia. Não houve como escapar. Se a denúncia vale, não há como deixá-la de lado. Sobram corrupções e delatores.Haverá continuidade nas acusações? E os réus fazem parte de que grupo?

Os caminhos da história nunca são lineares. Ainda não me convenci que a operação Lava a Jato dará conta da sua missão propalada. Isso não me impede de desejar que a sociedade empurre os senhores juízes para detonar quem se vestiu com o dinheiro público. Há figuras badaladas, envolvidas nas obras do metrô de São Paulo, que merecem atenção. As lentidões colocam dúvidas, porém as relações de poder mudam e os desmoronamentos acontecem e ferem quem parecia inexpugnável.No meio dos blocos festivos, a apatia também se compõe e provoca.

Todo vaivém teve atmosferas nebulosas. Aparecem Cunha e Temer como salvadores, o Congresso encena farsas, não respeita a mínima dignidade, inventa golpes sutis. Ninguém adivinha se existe presença de um esquema amplo ou se e trata de querela interna. Tenho intuições que a política norte-americana não fecha os olhos. A  eleição de Trump significa algum desfazer no contexto internacional, afetou acordo e trocas comerciais. Surpreendeu muita gente, embora não se possa esperar  a multiplicação da quietude nos Estados Unidos. A globalização ferve, apesar da miséria que sobrevive num mundo de sofisticadas tecnologias e insensibilidades permanentes.

É importante observar que o Brasil possui riquezas que fascinam os grandes impérios. Eles não desistem de mandar no mundo, não se negam a montar estratégias e acender a fogueira. No entanto, não produzamos esquizofrenias. O Brasil não está em 1964, nem Lula se parece com Jango. O socialismo tem sofrido bastante desfavores e a Rússia segue um personagem cheio de espertezas: Putin. O capitalismo não se cansa de atiçar grupos mafiosos. Chegaram ao futebol com sede de vitória. Não faltam escândalos e fugas para Miami. as redefinições circulam trazendo incertezas.

Vivemos sob o sufoco de um  grupos de privilegiados, concentrados em riquezas e preconceitos. Isso é histórico. Proclamar períodos de redemocratização é uma isca para pescar que não compreende a história. Os abismos do autoritarismo foram frequentes e não  estão distantes. Não há um convencimento que a prisão acolherá os principais atores do drama recente. A população dividida se engraça com fascismo, sem saber o que ele significa. Todos sonham com uma salvação e a política treme no vazio. Mas é preciso inquietação e propostas para que a sociedade se ultrapasse.