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A Copa do Mundo: a arena das armadilhas

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Os eventos internacionais sacodem interesses. Muita grana circula, as multinacionais se agitam e há delírios inesperados. Na Rússia, tudo vem sendo vivido de forma tensa. os ataques machistas são terríveis. Os preconceitos raciais ganham espaço, apesar dos europeus se apresentarem com jogadores descendentes de suas antigas colônias. Não se pode admitir que as surpresas tomaram conta do espetáculo. As festas do capitalismo atiçam consumos, gosta de trazer coloridos e tecnologias. Os deslumbramentos ocupam vídeos e manchetes. O copo de cerveja esquenta o coração e disfarça as decepções. Tudo desfila como um ritual marcado em laboratório

A Copa movimenta e questiona tradições. Não nego que procuro acompanhá-la. Sempre, fui um apaixonado pelo futebol, sei que a barra é pesada. Mas o Santa Cruz está no meu coração e aprecio a arte dos bons estetas da bola. A sociedade divide-se com intolerâncias. Há uma agressividade que polui todos os ares. Ninguém quer diálogo. As notícias avisando que as relações se quebram. O divertimento se transforma em antagonismo. Ele revela, também, as agonias afetivas se revelam .A globalização misturou culturas e fortaleceu impasses, implantou velocidades destruidoras. Identidades foram desmontadas e paradigmas sacrificadas. Será o pós-moderno?

Nem tudo é manobra dos demônios.Há quem não se deixe enganar. O Brasil não concretizou o hexa e as polêmicas se acendem. Muitos se negaram a torcer pela seleção. Ficaram na espera do fracasso, para fragilizar o governo de Temer. Uma forma de mostrar insatisfação política que contamina as relações. Mais uma vez as dissidências se fortaleceram e os políticos continuam nas suas manipulações. Se adianta  sepultar as esperanças futebolísticas, para intimidar o governo há quem tenha razão. Tonturas da vida.Porém,  surgem as intrigas e as suas vítimas, As redes sociais fervem e desacomodam desejos esquizofrênicos. Bolsonaro está confuso com o vermelho da Bélgica.

Numa sociedade movida pela competição, não há como evitar os desconfortos. É difícil afirmar fraternidades. As desconfianças não desistem de provocar, reproduzir insatisfações, nublar. É uma grande fantasia ressuscitar utopias e redefinir comportamentos. Os desenganos perturbam, pedem teorias, paciências, estratégias. A lógica do conflito permanece. Não custa denunciá-la, sentir que a depressão não existe sem razão. O equilíbrio nunca será absoluto. Muitos não observam as inquietações subjetivas, as carências, os desamores.Isso facilita a expansão das intolerâncias. Torna o paraíso uma lenda frágil. Será que ele se encontra na Europa coloniizadora?

Depois da festa, o acaso ou o desmonte?

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A Copa movimenta. Há paralisações, mesas de bares repletas, concentrações etílicas. Sem dúvida, muitos esquecem que a vida passa e a barra pesa. Os políticos se aproveitam para fazer sua farra. Mas como anular o divertimento? Também, curto. É preciso cuidado e luz acesa. Não desligar a televisão e profetizar sofrimentos. Essa é minha escolha. as polêmicas são muitas. É inegável que os grandeseventos confundem e trazem enganos. As contradições evidenciam que as dores não se acabaram, que a lei da gravidade permanece. Não há sossego.

As multidões se mobilizam. Não é apenas no Brasil. O que muda é o tamanho da manipulação. Não comparemos. Há singularidades culturais.A tradição do futebol não é a mesma. Os peruanos ficaram tristes com a eliminação. E como reagiram os alemães? Se a seleção verde-amarela multiplicará aflições? As notícias se espalham pela mídia com sentidos diversos. Newmar é uma figura exaltada,  mas com frustrações evidentes. As manchetes são globais. Enchem espaços. Distraem. Carregam medidas inexatas e dissonâncias. Choros e risos se entrelaçam  em encontros esquisitos.Tudo se toca nesse  tempo das informações velozes.

Do outro lado, as pesquisas eleitorais assinalam apatias. Há energias estagnadas. Lula continua preso, Alckmim não se recupera, Marina parece um anjo do bem. Sente-se que falta grana para agitar os delírios daquelas propagandas fabulosas. Espera-se um tempo com mistura nada saudáveis. O Brasil se veste de autoritarismos históricos, mostra-se dono de uma pedagogia que mantém preconceitos. A acontecem entusiasmos que não se firmam. Todos tremem assustados com a incerteza. Tudo se balança, com se não houvesse o futuro. Quem aciona a memória? Os atores política jogam com estratégias pragmáticas.

As muitas desigualdades ferem quem se indigna com a exploração. Debate-se. Como torcer com a miséria assumindo ares de violência? Não é fácil. A sociedade está fragilizada, os projetos não se consolidam. Há golpes cotidianos. Em 1970, as discussões aconteciam, a tortura intimidava, Brasil ganhou a Copa, com um futebol maravilhoso. Estava lá. O governo não se omitiu, quis construir sua vitrine para se superar. Mais tarde, a rebeldia cresceu. A ditadura se quebrou. Hoje, os privilegiados fingem, transformam-se em cidadãos democratas. A história continua.  Quem se parte? O trapézio da história  é curvo e escorrega.

 

Os ruídos da história: a busca da eternidade e do engano

 

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A história não abre seu cenário. Ele é sempre misterioso. Muitos jogam profecias, inventam lendas, criam religiões. Mas se sente um esgotamento. A imaginação lenta, enfeitiçada pela tecnologia e manipulações políticas. Não se sabe com se fizeram os sinais da origem. O universo pode ser infinito pela sua dimensão mágica. Não há como esquecer que tudo pode ser uma brincadeira. Mesmo que os deuses existam, tudo se constrói na dúvida. A morte chega, porém há uma luta para que os sonhos da eternidade permaneçam.

A vida se torna uma sucessão de dissonâncias, apesar da apatia e da massificação dos que se desligam das perguntas ou preferem fugir de qualquer angústia. Multiplicamos as teorias, enchemos as vaidades de suposições e muitos se escondem de atritos. O debate sobre o movimento e a ilusão do movimento não se foi. Será que as pessoas se sentem personagens malditas e se aliam com as promessas de salvação de messias fabricados? Não se garante a verdade única, pois as inquietações renovam a cultura.

Se a história aponta para evoluções, não sei. A ética se esfarela com as manobras do capitalismo. Não se planeja o fim da exploração. Ela se sofistica. Portanto, o jogo se aprofunda com as incertezas. Quem considera as determinações termina sucumbindo no acaso. Trata-se de escrever lendas como metáforas possíveis da criação. Daí, o juízo final, os demônios ensandecidos. os paraísos perdidos entre os pântanos e os desertos. Gabriel falou de cem anos de solidão, Auster navega no inesperado, Calvino se envolve com os mitos. Não há limite.

Os entrelaçamentos históricos não cessam, não avisam que a eternidade está nas mentes de cada um. Corremos num caminho com muitas curvas. Se as pinturas de Picasso mostram a diversidade e a ousadia, a música dos Beatles segue contagiado fanáticos. Não se consolidam formas especiais, mas surpresas que podem ser mesquinhas ou desfazer qualquer previsão astrológica. Talvez, seja preciso renomear o mundo. A pós-história fundará outros desejos. Descreveremos cenários longe dos enganos, perto da fragilidade que nos habita.

Discute-se o impossível? O futuro se desfaz?

 

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O mundo está repleto de perguntas. Com sua complexidade monumental, buscam-se respostas para se evitar conflitos e produzir certezas. No entanto, as coisas se enchem de polêmicas. As notícias se modificam rapidamente. Até as teorias científicas sofrem abalos e o futuro se torna uma esfinge esquisita. Não há como cercar tantas variações diante de interesses que fogem às tradições mais antigas. O estimulo é competir e a verdade cria seu túmulo com epidemias sucessivas.

É difícil escolher um caminho. Quem aposta na linha, se recolhe, ganha os olhares da mediocridade. A sociedade fere, com as suas violências, mas não há como abandoná-la. O sujeito histórico não deve deixar de agir. Mesmo que os eventos tragam ilusões, fica sempre a dúvida se dá para viver sem ela. O importante é não ficar mudo. Trazer ruídos para desfazer silêncios apáticos é uma alternativa. A fronteira entre o possível e o impossível, talvez, inexista.

Os traços dos labirintos são frequentes. Entre num shopping center e observe como as pessoas se divertem com as mercadorias. Parece um hospício, com coloridos imensos e uma arquitetura de embriaguez. O tempo passa e as luzes não se apagam. Não há idade limite, todos amam as vitrines e matam solidões corporais. Assim. se formam lugares estranhos, porém cheios de novidades especiais para o fim de semana. Estão na moda.

Se a esquizofrenia invade o cotidiano, não tenho certeza. A diferença entre a normalidade e a loucura é um desafio. Os que se angustiam, se fecham na tarja preta. Outros eliminam seus monstros com drogas visíveis nas passagens urbanas. Estamos vivendo obstáculos que oprimem. A fuga acompanha a ousadia. No final, os demônios e os anjos fazem pactos confusos. Quem ganha, quem perde, quem levita? Tudo cai no enigma. A vida vai porque é precioso ir.

Não sinta medo. Não há tristeza que não volte. A incompletude participa, ativamente, das nossas escolhas. Falta, sempre, algum sopro, a respiração vacila. Um dia, contaremos as história das fadas e nem ligaremos para os reis e os ditadores. Sobram especulações. O futuro pode ser uma ameaça. As cinzas existem sem anular o azul. O desenho de cada um transforma-se num instante sem definição. Quem sabe se o universo não é uma brincadeira?

A massificação pode ser um abismo

 

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Os meios de comunicação são avassaladores. O poder dominante sabe disso. Movimenta-se com imensas propagandas, ocupando horários preciosos. Tenta vender um modelo e consegue convencer muita gente. Não se isola, quebra as críticas e ganha adeptos. Já havia muitas desconfianças, desde o século passado, que o mundo girava em torno das notícias. A verdade tornou-se um negócio. O capitalismo transforma tudo numa mercadoria rendosa, se abastece para ditar as normas e celebrar a aldeia global, viaja para encantar seus reinos com habilidade suprema.

Nos eventos, a televisão ganha um espaço múltiplo. Convence, distrai, seduz. Não significa que nada presta, porém que há segundas intenções que perturbam a reflexão. É importante atiçar os olhares. Ditaduras de vestem de democracia, fascismos abrem espaços para a política das quadrilhas. Há quem caia nos contos de reformas indignas e elogiem situações de empobrecimento. As censuras se comportam de forma disfarçada, com coloridos perversos, arrastando multidões e ampliando os enganos.

A convivência se modifica rapidamente. Não se preocupe, nem veja o caos avançando. Tudo isso possui planejamento, conta com especialistas, promove ascensão dos espertos. Portanto, não é inocente, nem quer salvar a maioria. São mecanismos de controle sofisticados que estimulam desejos. Fica difícil o caminho das buscas. O que oferece a sociedade e os seus privilegiados? As máscaras se expõem sem medo. A massificação desliga as possibilidades de rebeldia, submerge energias, nega que é proibido proibir, desenha abismos plastificados.

Quem se lembra dos frankfurtianos denunciando as tramas da capitalismo? Há uma aparente abertura para socialização dos espaços, espetáculos maravilhosos, combinações de culturas exóticas. Não se apaixone pelos embrulhos, não pense que um canto de rock está livre dessas armadilhas. O que questionava é cooptado. As roupas hippies fazem sucesso, custam caro, é moda. Não existe, apenas, a coerção ou a agressividade. As elites investem nos meios de comunicação com propósitos definidos. Cercam e intimidam. sentem-se elogiadas e desprezam o coletivo.

O jogo é profecia coletiva

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Quem fala de surpresas resume muita coisa da vida. No jogo, sortes e azares se comunicam e derrubam os que mergulham na exatidão. A Argentina conseguiu sair do sufoco com a ajuda de Messi. Parecia que o caos estava consolidado. O time usou os impulsos do desejo e superou-se. Maradona puxou o delírio. Não quer deixar de ser estrela, vive numa vitrine gigantesca. Houve vitória do imprevisível? Talvez. O mundo não tem proximidade com a contagem eterna. Portanto, não adianta chorar, nem se lastimar, Aconteceu.

Para completar, chegam os alemães com sofrimento agudo. Será que um desastre está escrito? A Coreia não se abateu, Fez dois nos germânicos. Desespero para quem se julgava dono do céu e da terra. Porém, o navio estava carregado de mercadoria podres. O México quase sucumbia. Consagrou-se no início, sentiu gostos amargos contra a Suécia. Assim, a Copa do Mundo desenha curvas magistrais. Os milhões são jogados para que haja lucros e o insperado anima os negócios.

A vez do Brasil trazia aflições. Neymar ganhou todas as páginas das fofocas e julgamentos. Tornou-se o senhor das especulações. Os franceses os chamaram de dramático. Sobraram dúvidas e suas empresa tentavam fechar o cerco, para não obscurecer os  anúncios e afugentar a fama. Muitas polêmicas, numa semana que o Supremo manteve seus rumos nada pacíficos. Tudo fervendo e o futebol cheio de inquietudes. E a eleição presidencial? A política está tomando Viagra ou precisa de ressuscitar as propinas? Perdeu espaço? Está no velório?

As agitações passearam pelas conversas e perturbaram as emoções. O Brasil poderia cair no abismo? O futebol entrava em todas as brechas, estimulava raivas e expectativas. Não esqueça das energias negativas, de quem pretende mudar a sociedade com seus sonhos melancólicos. Outros se mostram indiferentes, aquecendo suas teorias acadêmicas. Um juízo final, para alguns, uma oração repetida para quem espera uma cerveja em cada minuto. O Brasil venceu, segue, com mais paciência. O jogo não tem ponto final. Mexe.

Pertencimentos: amores, paixões, consumos

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Fala-se na rapidez. Nada permanece, tudo custa segundos. Não há como se segurar, pois as tempestades invisíveis ganham o mundo. Os intelectuais se lamentam  da fugacidade dos saberes. Como compreender  tanta complexidade e ainda exigir clareza das atitudes políticas?  Vivemos a falta de transparências ou ela nunca existiu ? Não me angustio. Os exageros tomam contas das manchetes, as bandeiras de lutas se multiplicam, mas as relações sociais banham-se com pragmatismos. Sempre considero o afeto. Não proclamo apostas, nem disciplinas pesadas. É preciso que a leveza consiga seu espaço, pois  o sonho distrai e o movimento afasta a preguiça.

A quem pertenço? Qual é a minha raiz? Boas perguntas, respostas confusas. Ficar preso na solidão desbotada nada traz. Sair para desfrutar as festividades produzidas com artificialidade , cansa o corpo. Portanto, busco uma conversa ajuda para costurar o tempo. Se não conseguimos nos escutar, o sinal vermelho nos coloca dificuldades. Saber a radicalidade de cada um é um desafio da vida. Como olhar o outro se eu me despedaço nas minhas agonias? Deixar a mesquinhez de lado ferve a alma; A frieza é um desencanto, um pacto com fim do mundo, uma festa de demônios sem fogo e danação.

O mundo da mercadoria pede consumo. O amor parece que se foi ou promove liquidações de sentimentos. Não podemos ser seduzidos por todas as fascinações. Porém. nada como o calor de outro corpo e a vida driblando seus infernos astrais. A paixão também agita. Ela gosta de delírios e se inquieta com a paciência. Imagina paraísos e solta-se para voar como um pássaro. A paixão possui descuidos, tem pressa, engana e nem sempre chega ao amor. Ela reverte expectativas e  resume, às vezes,e instantes de pouca clareza.  Formula tensões e especula sobre a perda. É preciso lembrar que desde os tempos mais remotos, a cultura se reinventa.

Não acredite na programação de uma história sem portas fechadas escancaradas. Há tropeços e esclarecimentos tardios. Toda vida requer agilidade e o começo de alguma contemplação. Hoje, sobrevive o império do virtual e das drogas sintéticas. Ninguém define o que se espera. As cartomantes jogam cartas com registros nas redes sociais. As armas circulam com esquizofrenias mortais.Fala-se na liquidez, no crédito, no desejo de descobrir a fórmula de eternidade. É preciso acrobacias para desmontar o feitiço da novidade. Quem não se pertence viaja num barco que não encontra a luz do cais. Consome-se, sem se observar as distâncias fatais entre a paixão e o amor. Pós modernos ou pós-orgânicos?

As travessias de Neymar: fabricações da fama

 

 

Neymar traçou um destino. Lançou-se numa aventura promissora.  A grana corre solta. Internacionaliza-se, busca vitrine e paixões globais. Aparecer é a palavra de ordem, mas a vida não é nada linear. Quando ele tropeça se lamenta e torna-se vítima. Não falta quem o julgue um gênio da boa. Não nego que joga muito. Lembro que Pelé estava em 1958 fazendo firulas, quando havia saído da adolescência. Houve mudanças. O futebol virou uma multinacional com circulação ampla de negócios. Lavagens de dinheiro, denúncias, máfias especializadas, dirigentes desequilibrados, imprensas desavisadas. Ainda bem que a história ousa estragar versões, apenas, superficiais. Há buracos e muros.

Os craques, de antes, não curtiram as vantagens de hoje. A esnobação atual cria muita antipatia. Neymar caiu nessa rede tão pantanosa e mesquinha, com privilegiados cercados de assessorias. Gosta de simulações, anda com companheiros da infância, não deixa de vestir-se na moda, costuma mover invejas,  sente-se Narciso. Seu caminho não [e fácil como deseja. Está sendo detonado, consegue chatear Galvão, porém encontra ampla proteção de Tite. Eles consagram-se com vendedores de produtos, desfilam nas propagandas, comungam certas parcerias. A mesmice atiça o vazio da mercadoria.

A Copa do Mundo sacode preconceitos e traz a opinião de culturas diferentes. Muitos interesses misturam razões e cobram comportamentos exemplares. Esquecem que os astros do futebol querem acumular famas, disputar espaços. no entanto há quem  se contamine mais que os outros. Messi não é Cristiano, Coutinho não é Harzard, Iniesta não é Otamendi. As medidas desenham geometrias infinitas e curvas flasificadas. Neymar não sossega. Talvez,  não perceba que a terra gira para todos os lados que provocam queda e constroem labirintos. Firma-se como simulador e atinge o cume das manchetes. Há um espelho arranhado em cada esquina que denuncia as imagens fabricadas.

O futebol me atrai, porém as vaidades me incomodam pelos excessos e hipocrisias. Pode-se ser uma craque, sem precisar de arrastar estrelas sombrias ou se banhar de perfumes. Nem conheço Neymar e sei que os encantos do luxo animam e enlouquecem. Quem chora fixa alguma dor, não observou o sinal tenso, conviveu com frustrações inesperadas. Torço pelo Brasil. Aprecio o futebol, a arte de tocar a bola sem menosprezar os outros. Futebol exige foco, mesmo com toda a festividade que existe. Os descontrole do mundo é geral. Há um trapézio sem rede que assusta e tumultua,um pacto da sorte e do azar num mundo profetizado pelo pecado original.

De onde vem a revolução?

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Os gregos aristotélicos não pensaram na revolução. Havia mitos e deuses com travessuras, mas nada de transformar radicalmente o mundo. A história passa. Nos tempos do iluminismo,a burguesia quis assegurar seu lugar político. Precisava tomar conta da sua riqueza, dá uma empurrada nas tradições da nobreza. Organizava-se para introduzir práticas diferentes, invadir a economia e colonizar. Não faltavam teorias e justificativas. Lá estavam  Montesquieu, Voltaire, Locke, Ricardo e tanto outros. O absolutismo vivia agonias e a proposta de movimentar a sociedade, fundar cidades, desenvolver, seduzia. Parecia que a luz acabaria com todas as sombras. O positivismo namorava com o liberalismo, fazia seus caminhos complexos.

Assim, a burguesia tramou suas revoluções. Abalou, violentou, acumulou. Não deixou a exploração de lado e sempre invejou a nobreza. Prometia igualdade. Houve entusiamos e desconfianças. Napoleão acionou um império, fez reformas importantes para consolidar um mundo que fugia do feudalismo. Porém, a miséria não findou, os monopólios continuaram oprimindo, as minorias não se desfizeram de seus privilégios. A Europa se expandia, falava-se de uma liberdade que não existia. Os românticos se rebelaram, Marx lançou seus escritos, as utopias denunciavam as armadilhas capitalistas. Confrontos ferozes, lutas em cada esquina. repressão sempre organizada.

Muitas teorias, planejamentos, massificações, ambiguidades, ordens. O paraíso não se fixou. Surgiram fascismos, bombas atômicas, racismo, opressões. Aquela fantasia revolucionária enganou, pois a ausência de fraternidade permanecia. A burguesia se refinou. Montou um forte esquema para vender ilusões, exaltou o individualismo, a competição e não poupou a violência. Uma mistura que garantia sua dominação. Outras revoluções se redefiniram. Buscava-se acabar com as dissonâncias, trazer o coletivo para governar seus interesses, socializar as conquistas humanas. Surgiram outras lideranças: Lênin, Mao, Fidel, Stalin, Gramsci, Rosa… Novas tentativas que não alcançaram a dança da liberdade. A vitrine da revolução perdeu muito do seu fascínio; pedia reinvenção.

A sociedade se olha e não se encontra. Sofre. As maiorias não ganham o espaço esperado. As revoluções não sufocaram as desigualdades.Muitas sofisticaram o poder, consagraram genocídios e viveram criando fantasmas. Há um certo cansaço. As tecnologias avisam que as inteligências artificiais se tornam poderosas. A máquina ocupa lugares, afasta pessoas, atiça vaidades especialistas. Fica difícil se prever mudanças que retomem ideias de solidariedade. As distopias se esmeram, junto com um pessimismo insistente. As modas se cultivam, no vazio da reflexão, no mar do luxo e do lixo. Não é proibido sonhar. mas é preciso sentir que os desgastes modificam comportamentos e ampliam desamparos.

O machismo no espetáculo global

 

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Somos exportadores de machismo, atores de agitações inesperadas. É a nova revelação das redes sociais, indignadas com a ação de pessoas nada saudáveis.  Os vídeos circularam de forma provocante e vimos que há divisões. O machismo é um comportamento agressivo, mas cheio de adeptos. Não pense que houve uma grita geral.  Se existiu protesto, também apareceram os que falaram em tempestade em copo d’ água. É um alerta. Fala-se tanto em progresso, porém a ética continua minada. As comunicações balançam ensinamentos e a cultura escorrega quando se trata de exaltar a igualdade.

As permanências das relações entre novo e o velho continua fazendo misturas assustadoras. Estamos no século XXI, no entanto as práticas individualistas e insanas acompanham o ritmo da globalização. Os escândalos querem espetáculos coloridos, transmissões velozes, vitrines insuperáveis. Esperava-se a quebra de racismos, preconceitos, maior paz entre as culturas diferentes e multiplicidade de contatos que refizesse a comunidade internacional, O que se nota é o acirramento das disputas, os mercados desprezando os valores de solidariedade.

O machismo chama atenção, sobretudo, quando a luta das mulheres ganha corpo e espaço. Não é, apenas, produto nacional. Apesar das muitas revoluções políticas, o mundo não consegue superar certas concepções. Vale observar a situação opressiva  das mulheres , em muitos países, a existência de refugiados, as epidemias de fome, o crescente tráfico de drogas, os genocídios frequentes.Tudo isso revela que a história se ressente de ações conscientes e desejos que ampliem a proximidade afetiva. Conta-se a expansão do comércio, criam-se manipulações de dados, as revoluções não cumprem seus programas, sustentam fascismos e torturas.

A mediocridade tem sua cota, não há como impedi-la totalmente. A globalização assusta com sua rapidez, porém, há costumes que fixam hierarquias seculares. Os homens buscam manter privilégios, usam da violência e até mesmo de teorias ditas científicas. É claro que há reações. A mudez não é tão comum, pois o silêncio tem significados. Consagrar comportamentos degradantes desanima e afasta as possibilidades de transformar o cotidiano. Os eventos internacionais facilitam contatos e estimulam confrontos. É o lugar especial para se analisar as escolhas que a saciedade habilita. Moramos, ainda, numa história que gera incertezas que não prometem findar. A poluição é grande, o ar pesa e contamina.