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Há tensões e piratas

Quem trama e inventa motivo para programar assaltos perversos? Os Estados Unidos querem tudo, avisam que não possuem limites. Produzem estratégias tecnológicas, ameaçam com armas, se dizem capazes de monopolizar ataques e fingir que o mundo deve pertencer a poucos. Não se engane. O imperialismo não se foi e as grandes fortunas não dormem.

As acumulações se espalhas sob o controle de minorias. Os refugiados passam fome e o mistério continua. Calçadas com lixos, piratas com máscaras modernas, crianças nas ruas buscando proteção. Quem reconhece a antiga praça com flores vermelhas e bancos amarelos? Os governantes negociam, desprezam o coletivo, subornam e amedrontam.

Se o capitalismo anda ligeiro se cansa e empurra vítimas para as estradas pedregosas. Você acredita em pastores que vendem DVD e possuem fazendas exuberantes? Há famílias milicianas, covardias e mitos triturados por mentiras. Quem iniciará um conversa? Quem ousa retomar a dignidade e expulsar a desigualdade das favelas?

Com poucas palavras resumimos as dores do mundo e ficamos adivinhando o poder do sonho. Mas quem escuta a voz que mostra a saídas do pântano? Há uma surdez tensa, mercadorias venenosas, atmosfera de final de tempos. Tudo tem um preço com espaços de fuga que nada garantem e estimulam a pirataria atômica. As quarentenas entendiam, porém evitam desprazes maiores. Estamos na beira do caminho desmantelado.

Conte as travessuras do acaso

Cada dia carrega aventuras que maravilham o mundo. Entontecem. No entanto, os delírios acontecem e podem levá-lo para espaços obscuros. O controle sobre a vida é sempre enigma. As histórias acendem e apagam, como estrelas perdidas. Não há como ficar oculto, as agitações trazem coragem e equilibram medos passageiros. Não esqueça das precariedades e siga desenhando o possível.

As travessuras se vestem de coloridos. A amada se vai, o palhaço canta tristezas, os abismos surgem sem anunciar. Acasos, solturas, absurdos. Deuses querendo evitar pecados, porém cheios de promessas de paraísos. Não adianta fixar o destino e as pedras gostam de atravessar os sonhos com pesadelos nada simpáticos. Não deixe de contar sua acrobacias, para que sua narrativa ouse e dance.

Cada dia vejo pelas janelas que os pássaros não se cansam. O tempo passa, o sol aquece e o verde relaxa as agonias das madrugada inquietas. Alguém ler o jornal, apenas ligado nas manchetes. Alguém cura a ressaca das cervejas e espera o trabalho amargo.A rebeldia se espalha, o desejo anima.Quem afirma as mudanças diante das andança da terra curva e dos discursos políticos esquizofrênicos ? Já refletiu sobre o quê?

Minha história se encontra com outras, curto a fofoca das caronas e sacudo fora poeiras antigas. Aparece uma máscara, observo a pressa, olho a preguiça da cama e os malabarismos do homem que vende frutas deliciosas. Pode ser cedo para alguns.Há nuvens. Fecho as fantasias e ouço o coração. Talvez o acaso me busque e as portas se abram para que as escadas me tragam para uma conversa com Kafka. Trocando em miúdos Prometeu não abandonou suas raivas. Expulsa o mal estar da esquina triste. O mito sabe morar no céu..

O mal estar não cessa

Freud morreu frustado. Refletiu sobre violência, o desfazer dos preconceitos, o desejo de multiplicar os feitos culturais. Chocou seu tempo, desmanchou mitos, mas não deixou de visitar as testemunhas do passado e conhecer as tragédias do ocidente.Sua obra tem um fôlego monumental. Não se destroçou, surpreende, intimida, comunica-se com as fragilidades humanas. Não imaginou que houvesse guerra tão atrozes, nem cinismos políticos e religiosos tão extensos.

A sua perplexidade se balançaria com o mundo atual. Os demônios resolveram expulsar os deuses? A sociedade se perde em labirintos universais? Fala-se de um vírus que traz turbulências nada eróticas.As pessoas estão atônitas e as intrigas fustigam os afetos. Os caminhos são de pedras e o silêncio desenha pesadelos. Há valores, nostalgias ou o pecado original continua assustando?

A questão do capitalismo faz Trump prometer delírios. Olha de lado para China, simpatiza com Jair e jura que vai ser presidente outra vez. Muita confusão e antipatias que desfilam nas corrupções que maltratam a generosidade.Freud observaria as cores dos pântanos e sentiria os transtornos tão cotidianos e fumaria um charuto.

Talvez, o anúncio do juízo final apareça na imprensa. Não aposto em nada. Sinto que mendigamos um infinito. Quem conseguiria reinventar as paixões, acreditar nas teorias que desconfiam da desigualdade? Freud não adormecia no berço esplêndido, nem fingia que subiria aos céus.É preciso medir a complexidade, sem desprezar o voo que se encontra com a ousadia.

Outras moradas, outros desejos

Imagine uma encruzilhada. Não se preocupe com as formas geométricas. Curta o inesperado e se lembre de Picasso. Pense em todas as cores e chame os deuses que dançam. Não deixe de conhecer Freud, Camus, Sontag, Neruda. O acaso inquieta o absurdo e o azul comanda os desejos mais serenos. São muitas histórias que Ulisses não consegue descrever.

De repente, seu corpo grita ruídos. O tempo passa e as surpresas surgem. Na esquina de cada encruzilhada se desenham sustos que não esperam permanências. A dor abraça, mas leva assombrações. Sempre as reflexões que pedem afetos. Não há como dispensar os outras. Se o caos toma o coração tenta fugir e conversar com a borboleta vermelha. Brilhe.

Difícil desfazer os que os renascentista inventaram. Por que apagar Cervantes? O mundo se reinventa, porém vive fragilidades, disputas, desenganos. Portanto, não estique a amargura da solidão. Risque os espelhos, diga a Prometeu que a coragem encanta e as gramáticas nos enchem de significados. Édipo chorou, fechou os pecados. segui as estrada de pedras.

Muitas noites, muitos fantasmas e os trapézios zumbindo nos circos. Não sei definir-me, No entanto, sento no canto da praça e visualizo as paixões.Elas circulam. Entram no infinito, apelam para o inexistente. Ando, escrevo, conheço metamorfoses. Um dia, navegarei num mar calmo. com uma sereia quieta na onda mais verde.O que serei? Talvez, um cais com luz lenta e companheira.

Os cortes do eu e da agonia

A história nunca foi um linha reta. Há quem tente criar fantasias permanentes com se existisse um destino. A história é possibilidade, inquieta, traz surpresas, mete medos e reajustes. É uma construção com marcas de incertezas. Portanto, não adianta fixações, pois o acaso invade e a globalização forja temores antes inusitados.

Não imagine o eu sem acrobacias. Ele vive em circos, passa pela beira dos abismos, encosta sua dor quando a alegria parece tomar conta do mundo. Cada um vive sua agonia, procura desenhá-la ou mesmo inventar arquiteturas para escondê-la. A sociedade gira sua relações, desconhece o que está próximo, sente abalos e busca um equilíbrio atordoado.

As feridas se abrem nas andanças das crucificações. Surgem otimismos, as guerras somem por um tempo. Não há garantias e as desistência podem significar que os delírios fecham espaços e as loucuras passeiam pelas aventuras do tempos. Escrever é dar nome ao que transforma a convivência.

Os desacertos se apresentam, como também as tentativas para que sonho não seja expulso pelo pesadelo. A história incomoda, não é uma vitrine que sacode mercadorias gratuitas. A desconfiança nos deixa espaços largos. O que fazer com eles? Com esticar as mil e uma noites e não apagar os encantos de Scherezade? Falo da vida para que todos a dividem e sintam a complexidade do outro.

Jair trama e busca companheiros

A situação está confusa. Os ruídos andam juntos com as hipocrisias. Quem sabe a moradia dos alicerces de Jair? Consegue apoio brutal de Carlos que fermenta desmantelo. Jair desconhece tanta coisa que brinca com a verdade e massacra com um jogo nada saudável.A sua equipe é versátil. Gosta de atropelamentos. Empurra. Grita. Finge. Veste-se das ambições mais senhoras do mundo. Desenham o sagrado de forma grotesca. Quem rasga a máscara e espalha o vírus?

Ganha o desgoverno, perde-se a orientação para se mudar o Brasil e expulsar danos de quem só aumentar suas riquezas. Os objetivos são turbulento. Haverá a montagem de um estado de sítio? Qual a guerra que existe? É Maia que escorrega e esconde-se na caverna pós-moderna? Os economistas estão na quarentena? As intrigas entontecem Eduardo que solta a palavra com toda a irresponsabilidade que o identifica.

Não imagine que Jair está num abismo. Muitos riem dos seus deboches, são histéricos e seguram ruínas. A insensibilidade não desiste, apesar das rebeldias. Há desprezo pelas falas vazias de Heleno e dúvidas sobre os caminhos que nos fará levantar voo. Jair briga. Talvez, prepare um motivo para se consagrar como um messias. É uma hiena bem nutrida, cercada de perversões nunca vistas. Cria cenários de morbidez e desengano.As perplexidades possuem significados e alguns se entregam como servidores de torturas e de milícias estruturadas.

Cristo era contra a desigualdade, queria que todos pudessem respirar sem sofrimento. Hoje, seus seguidores, falsificados, vendem mercadorias nos templos, se consideram grandes amigos da humanidade, desfiam as orações e concentram poderes para subestimar os ingênuos. Quem se firmou como profeta de tantas turbulências? A sociedade gira sem encontrar o sentido e Jair celebra sua obscuridade com companheiros de leituras satânicas. O horizonte está nublado para sempre? Quem sabe?

Atos do cotidiano torto

Não sabia qual era o dia de hoje. Fico perplexo com a avassaladora viagem do tempo. A pós~modernidade anunciava mudanças, derrubava preconceitos, mas colocava temores. Isso criava suspeitas A imaginação subia e os desenganos não deixavam de marcar os sentimentos. A globalização se tornou quase um suicídio, pois o pânico bate na porta. O desconhecido balança a certeza.

O mundo se enche de ambiguidades. A ciência procura vacinas, os Estados Unidos sofrem com seu sistema capitalista, nós olhamos o azul querendo que ele abrace esse planeta tão esfarrapado. Nem existe aquele calendário costumeiro. A praia fechou suas ondas de convívio? Já leu o noticiário pesado, com ameaças medonhas? E a Globo, atônita?

Não sei como firmar espaços para seguir viagem tranquila. Contemplamos angústias, os fantasmas aceleram suas ações, os corpos se encolhem atiçando defesas. Será que os deuses assistem a tudo passivamente ou as religiões servem para amenizar desgastes? Qual a porta que se abre e traz a luz? Depois de teorias que racionalizam a convivência social, perderam-se os afetos mais simples e o desamparo dispara.

Acertar o caminho é um ato coletivo.Refazer a cultura ensina que a privatização é apenas um elogio ao capital. Se não se procura a proximidade, a distância carrega para as escuridões indefiníveis. Portanto, a solidariedade nunca deve ser esquecida. A questão é não concentrar privilégio e adormecer num individualismo perverso. porém voar com pássaros e se largar das dores permanentes..

A narrativa dos sustos

A falta existe, desde os tempos de inauguração do planeta terra. Ninguém conhece a perfeição. A incompletude faz parte da história, estimula a cultura, atiça a invenção. Nem tudo é animador. Os trapezistas também caem,os falsos profetas não deixam de existir. Tudo isso trai a esperança, nos coloca isolados e descola o sentimento do coração solidário.

O planeta terra vive uma agonia incomensurável. Muitos confessam uma tristeza que intimida e desconfia. Outros querem ganhar, encher cofres, empurrar os desiguais para abismos. Como refazer o que está sendo desmontado? Há quem ria dos atropelos e ainda divulgue preconceitos. Parece que o lado obscuros do humanos atua como um animal feroz e ressentido.

Sempre me pergunto como as diferenças se fixaram e se avolumam globalizadas. O pior: as alternativas não conseguem iluminar novos caminhos. Canso-me de não desejar de acreditar em infortúnios permanentes. O desespero não resolve, porém quem não tem água para lavar as mãos, quem não consegue sair dos vazio da fome e elege aquele que segura privilégios como se lançará na aventura? Melancolias fatais…

A narrativa da história descreve sustos. Não bastam as guerras, nem as preces de pastores que vendem salvações fabricadas. Sente-se peso, a cabeça dói, as imagens desenham assombrações.A turbulência anuncia futuros desequilibrados , a memória navega nas lembranças de torturas e perversões. As pedras não abandonarão as palavras do poeta, mesmo que as utopias resistam e lutem pela transformação.

O afeto e a temeridade

Não se dá abraço. A ordem é a distância. O corpo se sente ameaçado, não conhece as estradas e se isola.Quem se abala, quem testemunha os temores? Não há visitas, o vizinho corre de qualquer cumprimento. Está imaginando uma ficção ou um romance de assombrações? O mundo se enche de aridez, parece que receberá uma explosão ou se esconderá poluído por todos os males.

Explicar? Há vocabulário para descrever tantos descaminhos? O medonho assusta, racionalizar não atende às súplicas e as ambiguidades se expandem de forma violenta. Escrevo para conversar e escutar o dia que não consigo decifrar. Assim, desenhamos solidões que não pertenciam ao cotidiano e olhamos as ruas vazias e pessoas espantadas. Os perfumes envelhecem no armário do quarto de dormir.

A sociedade ampliou seu individualismo, contou moedas falsificadas, elegeu políticos retardados, porém desmontou valores, nem sabe o valor da ética e acende tolices. Há nostalgias ou desamores? Quem não vê que o afeto não respira e temos que inventar uma sobrevivência pesada? Alice nunca esteve no país das maravilhas e Adão e Eva compram e vendem maçãs para se livrarem do pecado original.

Dói. O espelho mete medo. Temos muitas faces, a infância se foi e as idades acumulam desfazeres. O telefone tocou para avisar que existe uma liquidação de tecidos e as máscaras das moda são coloridas. Não celebre aniversários, aprofunde seus calendários, Não adianta morrer nas estatísticas. Queria mesmo um abraço e o fim dos vítus quem assassinam o afeto.

A sociedade atordoada

Há um peso que sacode as emoções. As explicações não conseguem esgotar as dúvidas O cansaço e o temor são gerais. Depois de tantos cinismos, violências, milícias, a sociedade se depara com dores fortes e abismos profundos. O tenebroso assombra, o dia se torna torturante, acompanhado por esquisitos pensamentos e ameaças de declínio da saúde. Quem conhece a curva do último infinito?

Quem acertou quem? Os telefones tocam anunciando narrativas dramáticas de amigos como soluços escondidos. Arquitetamos ideias, estimulamos previsões, trocamos o dia pela noite, pois a atmosfera não permite definir cores. É a perplexidade que assume o descontrole e os governos geram carências de incompetências antigas. O difícil é sair, recuperar a alegria, celebrar o encontro, soltar o azul..

Houve exageros, se abusou das ironias, desprezou-se o coletivo. Vestiu-se uma fantasia para minar esperanças..Tudo é massacrante, acelerado, como se um cometa pedisse uma urgente passagem. Sinto que o absurdo se espalha, mas quem o provocou? Não é ficção científica, nem jogo de tabuleiro. É um espanto forte que atordoa.

Minhas turbulências se misturam com inesperadas expectativas. Não faltam reflexões, porém a clareza não aparece. O labirinto abraça a sociedade, não permite fugas, nem canto de salvação. O acaso nos deixa aflitos, pois o tempo corre sem apontar horizontes. Há uma tristeza que aperta o coração. Nem sei como as palavras podem lavar a poeira do mundo. Sofro e procuro abrir os olhos para lacrimejar e afastar os sustos e as agonias.