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A memória pede passagem

A sociedade está cansada, porém sabe se esconder. Todos querem se envolver com as novidades, mesmo que escorregue nas mentiras. Ninguém está longe dos meios de comunicação e os celulares atuam no cotidiano de forma frequente. Imagine a vida para não ciar no lugar. A memória ajuda a descongelar, inquieta, nas experiências remotas. Riscar os espeljhos das lembranças é quase um suicídio.

Se todos convivem com a solidariedade, a história pode multiplicar fantasias generosas e encontras afetos animadores, No entanto, as disputas pesam e ampliam as violências. Existem de armas e notícias de extermínios. Os desamparos mostram que há referência doentias e os atos falhos justificam opressões. Portanto, as desigualdades não se vão e as memórias atiçam buscas. Será que houve sossegos nos primeiros encontros humanos? O conflito registra apenas uma identidade moderna?

Olhar para o acontecido é importante para compreender os desfazer do agora. Há uma compulsão è repetição inegável. As guerras jogam povos ns abismos e competição acena para uma luta delirante. O outro se torna uma ameaça. Como então conversar com a memória e reinventar a história? a pergunta não é tola, nem deixar de balançar que se entrega às apatias. Não subestime sua subjetividade, Desmonte fronteiras. Sem as diferenças as memórias se abatem e os horizontes ganham as cores do apocalipse.

Não esqueça que a história bate na sua porta. Se há ruídos constante é a história que gosta de inquietações. Ficar mudo é sinal de que o passado está sendo sacrificado. A memória não morre. Ela é seletiva, apronta surpresas e desenha assombrações. Não adianta fugir das suas emboscadas. Os tempos estão entrelaçados. Pense no que significa progresso e procure as medidas das enganações políticas. Não conte as narrativas celebrando qunatidade e elegendo nobres imperadores.

Na onda da agressividade e da informação

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Quem controla as informações se veste de um poder grandioso. Há quem trema com as divulgações feitas pela impressa. O pais passa por inquietações tumultuadoras. O choque entre os políticos polariza e traz o retorno de ideias conservadoras. Denúncias desequilibram quem esnobava arrogâncias com suas armadilhas perversas. Tudo isso mostra que se feria princípios básicos do fazer da justiça. Moro e seus seguidores ultrapassaram limites. Desfizeram eventos, levaram muita gente para a beira do abismo e abusaram de extravagâncias danosas.

Lula se encontra preso e sofre com processos repletos de fragilidades. Há interesses que se explicitam. Derrubam-se relações e coloca-se o oportunismo de grupos ansiosos por reformas no capitalismo. As mobilizações se estendem, mas Jair continua costurando, estrategicamente, absurdos. Diverte-se ou serve de distração?Usa-se o salvacionismo, Agitam-se práticas agressivas e se intimida parte da sociedade. A Lava Jato não destruiu a corrupção e seu lado obscuro prejudica sua idolatria. Trouxe suspenses e desenganos.

O desmanche foi marcado pelo cinismo e moralismo sem iguais. Lula conta com apoios no meio de controvérsias e intrigas. Mas a questão é ampla e sacode as bases do próprio PT. Há ruídos nas ruas que buscam enfraquecer as tramas nada democráticas. No entanto, permanecem ondas messiânicas. A sociedade precisa se articular ,coletivamente, assumir responsabilidades, enfrentar o difícil caminho da autonomia. Não se pode negar as astúcias negativas, nem a violência que perturba o cotidiano. O desemprego provoca insegurança e os direitos se diluem. Os medos aparecem.

Os confrontos se acirram com os ressentimentos e maniqueísmo assustadores. As revelações do Vaza Jato causam impactos. Muitos se sentem atingidos. Não se trata apenas de desmontar o PT e expandir o deboche. Houve uma formação de golpes seguidos. Criou-se um falso heroísmo. A política necessita de urgentes reinvenções para além do populismo e não , de arranjos milionários. Há perigos de expansões autoritárias mais agudas e delírios de fanáticos pela banalização do mal. Não se sabe o que reserva o futuro. Quem sobrevive, quem se entrega aos sacrifícios? Há pesadelos e atmosferas tensas.Sem autonomia a cidadania não expulsará a servidão.

Quem respira na poluição do consumo?

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Ninguém se ausenta dos chamados do consumo. Pode ficar incomodado, acha tudo uma ilusão, mas os ataques são constantes. O capitalismo não brinca. Discute-se política, despreza-se a corrupção, fala-se mal do presidente. Há queixas generalizadas. Os atrativos da propaganda não se vão. Não precisa se inquietar. Caca passo é um encontro com uma vitrine. Nem todos compreendem porque tantos apelos e produtos cheio de cores. Longe estão de querer estudar as tramas dos donos das empresa ou mergulhar nas astúcias dos meios de comunicação. Lamentam-se quando surge um celular de grande potência e não podem usá-lo. Falta grana.

A sociedade de consumo é poderosa. Cria hierarquias, inventa sonhos. O capitalismo procura esconder suas manobras de exploração.Há quem não articule as redes de ação dos que monopolizam as riquezas. Existem utopias que danificam os encantos do capitalismo. Há alternativas. No entanto, as violências persistem e os admiradores do fascismo não perdem espaços de poder. Portanto, as desconfianças adoecem a sociedade, os preconceitos comprometem os afetos e as polarizações reforçam as intrigas.

Se o consumo traz alegrias efêmeras, consolida aventuras superficiais, a política corre para destruir instituições e fechar as portas para o diálogo.Esquecer que a exploração conduz a desigualdade é assegurar o desmanche. Todos se investem na mesquinhez ou protestos e expandem em busca de denúncias? Permanecem as dualidades e os oportunismos. Aquelas histórias do pecado original renascem no imaginário e arrumam desculpas para os desmandos das religiões. O sagrado possui formas que lembram vitrines com sacerdotes enganadores.

O fundamental é que os saberes não se afastem. O pensamento fragmentado destrói as possibilidade de reconstrução.Ficamos na beira de abismos e de deboches autoritários. Não dá para cultivar separações, quando tudo se interliga e ameaça a solidariedade. A concentração de privilégios tem forte ligações com a armação dos partidos e com os vazios dos discursos populistas. O cuidado com as ornamentações teóricas deve ser ativo. É preciso esclarecer e não deixa se levar pelas novidades. O mito do progresso é um armadilha medonha. Esfarela a convivência com promessas de avanços nunca realizados.

A crise é radical não se resume às idiotices que circulam nas declarações dos governantes. Há quedas nos valores, que tumultuam a sociabilidade, para disfarçar a competição cotidiana. Os significados da cultura mostram que a economia arrasta a maioria para a afirmação  de instabilidade cruel. Observem a quantidade de refugiados, a fome na África, a ação das milícias, o comércio das drogas,  o individualismo crescente que envolve as multidões agitadas pela coisificação. Olhar e escutar os ruídos,desmontar os fetiches e desarrumar os ensaios dos espetáculos ambíguos exigem coragem. Não adianta desejar salvações fabricadas. Nossos sentimentos estão poluídos por um tempo que agoniza e festeja a dor com o cinismo perverso.

Todos os sentimentos do mundo

 

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O mundo dos negócios atrai e transforma pessoas. Programa-se o dia para assegurar bons desempenhos. Evitar o cansaço é uma regra e acumular energias para não deixar ir embora as oportunidades. Os afetos são esquecidos nas esteiras das academias. Conta-se a quantidade de vitaminas e a força das caminhadas. Tudo parece fácil se as regras são seguidas segundo lições de especialistas. Muita gente se esquece da autonomia e nem se liga nas intrigas políticas. Vale a curtição, a pressa em não desperdiçar vantagens e se mostrar espertos  para outros.

Narrar uma vida com tantos cuidados físicos virou um ofício cotidiano. Mira-se na leitura de manuais que ensinam comportamentos e exaltam o corpo sadio. Os sentimentos se formam como uma máquina regulada. Nada de excessos, as paixões perigam. Tudo muito rápido, para se tomar um café ou vinho tinto. Consultar o coração só com o cardiologistas. Foi-se a época dos conselhos dos amigos, dos amores desnorteantes. Fica-se numa noite fugaz, sem escorregar na saudade. Na sociedade do trabalho o sucesso na conta bancária alicerça fantasias.

Mas há contrapontos. Observa-se que a solidão incomoda e a melancolia não se foi. As salas de psicanalistas insinuam  prevalência de vazios e inquietudes nada agradáveis. A sociedade do desempenho se cerca de desamparos. Certos comportamentos denunciam que os sentimentos merecem atenção. Não basta medir as horas, arrecadar vantagens e viver uma sociabilidade seca. Desconfiar das acrobacias dos exercícios é preciso. Programar-se é uma atitude que também ensaia riscos. Somos  senhores de poucas certezas. Temos aventuras inesperadas e o inconsciente se movimenta.

Cada época com seus valores. No entanto, não custa analisar que a  linearidade é uma forma de fixar geometrias e abusar das linhas retas. Os tempos provocam desafios. Afirmam a morte do amor romântico, a ascensão do pragmatismo. Será? Quem se esquece das novelas cheias de tramas e desencontros? Não existe a possibilidade de que as ações humanas sejam transparentes e consagrem a vitória do absoluto. A sociedade investe na coisificação com espaços inseguros. Muitos não fogem de investimentos. Porém, sentir, ainda, persiste. Há planejamentos científicos assustadores. Ninguém tem a cartografia dos sentimentos sob controle. Quem se afasta das nostalgias? Construir ruínas é também história. As mercadorias dominam, porém ninguém desistiu de rever as culpas e atiçar os perdões. Deuses e templos se instalam nas esuinas.

A palavra: seus enganos e suas cortinas

 

 

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O mundo está repleto de imagens. É preciso compreendê-las. Quem as despreza se sente fora das espertezas do cotidiano. Mas tudo é confuso, pois os significados não cessam de usar disfarces. Não esqueça que as palavras ainda criam cortinas de fumaças. Não se iluda. As controvérsias existem, não há homogeneidade, as balanças pesam desigualdades, pois as saídas mostram desertos e as minorias continuam assanhando privilégios. As palavras possuem poderes, perturbam, atiçam ingenuidades. Fugindo da autonomia, grupos sociais elegem porta-vozes e aplaudem sandices. Há um sagrado que se mantém para anular as críticas e fechar as portas.

Mas existem espetáculos em toda parte. Toda uma cronologia de datas que assinalam comemorações. Surgem palavras que procuram assegurar festividades. Falam de felicidade com se ela estivesse na praça vizinha ao mercado mais agitado. As palavras adoecem, se intimidam, ficam sem sangue. Quantas vezes se repete que o mundo ganha novidades. Meras chantagens comerciais! Será que elas sobrevivem? Já ouviram os ruídos de quem se diz democrata e ou outros que confessam amor pelo próximo?Eles permanecem e ampliam a cobrança de dízimos.

Há desperdícios. As farmácias juntam dicionários de saúde. Estão vendendo alternativas para tudo. As bulas lembram orações misteriosas. Observem as batas brancas, os perfumes, as gentilezas.Tudo tem um nome e aprisiona desejos. Portanto , as palavras estão escravas das espertezas dos negócios. Valem grana, atraem. Italo Calvino afirmou que não existe linguagem sem engano. Foi generoso, pois se esqueceu das tramas do capitalismo e das aberturas para multiplicar mentiras. Tudo gira como uma máquina apavorada. O medo não se ausentou.

Não é sem razão que muitos se acomodam. Compram uma poltrona, enchem a boca de sorvete e ligam  as TVs. Deixam as imagens soltas e as atmosferas de fantasias sem restrições puxarem seus olhos. Cochilam, se iludem, chamam por sonhos. Difícil é dialogar, inventar reflexões, entender as multiplicidades. A massificação possui limites e pretensões imensas. Aliena com sutilezas  e dubiedades. As palavras se apequenam, servem aos dominantes  de forma estreita e mesquinha. A sociedade não ultrapassa seus lugares comuns . Não sabe o tamanho da sua mudez oculta e o perigo de delírios fabricados.

Os limites e os significados da história

 

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Muito se afirma sobre a possibilidade das transparências no fluir da sociabilidade. O mundo está, porém, repleto de dúvidas e de armadilhas. Faz parte do jogo político monopolizar a verdade. Há quem negue o complexo das aventuras humanas, se agarre aos dogmas mais tolos e sustente governos autoritários. Analisar a história não é traçar uma linha reta, se desfazer das curvas e anular os rascunhos do passado. Os sentimentos mostram que as controvérsias são frequentes. Esperar a nudez e a exposição de todos os desejos é uma fantasia sem fim. As lutas existem no meio de contrapontos intermináveis. Os momentos de sossego são vestimentas enganadoras.

As falsas notícias se espalham com rapidez. Moro se diz inocente, se fecha nos seus interesses. Inventa defesas, acusa, liga-se aos afazeres mais incomuns de Bolsonaro. Mas há resistências. O choque de narrativas cresce, pois os meios de comunicação atuam politicamente. Cria-se uma fé profana, consolidando-se ídolos, santificando ações  que parecem dúbias. Será que Freud escorregou na organização das suas teorias? As máscaras foram abandonadas? Nos labirintos sofisticados, a sociedade se digladia e firma posições. Sente-se uma insensatez na densidade da cada projeto.

Pensar a história como lugar de grandes sonhos não é pecado capital. Porém anular as banalidades não traz transparências. Será possível responder às perguntas das esfinges? Édipo procurou a esperteza e se chocou com o desprezo. Não esperava mudanças no seu lugar de poder. Provou a amargura, a ruína, o descontrole. No mundo contemporâneo, os segredos correm nos celulares e se formam exércitos de leitores de códigos. Como escondê-los? O peso das revelações tumultua, não significa que as certezas são as donas dos territórios dos debates. O corpo define imagens absolutas ou não faltam dificuldades para se traçar o afeto?

Não acredito que cessem as reclamações, que os gritos fujam dos discursos, que a sociedade se encontre com paz do silêncio solidário. A complexidade não se vai. Desde os primeiros tempos, surgiram mitos, as interpretações se multiplicaram, a busca de alternativas aumentaram ou confundiram a capacidade de reflexão. Nada trouxe a travessia do encanto sem atropelos e desmanches. As competições viraram, muitas vezes, metáforas de raivas acumuladas. A cultura não se intimidou com suas conquistas e não dispensou a ideia de evolução. Talvez, a eternidade seja a ambição que veste a nudez.Há algumas luzes que, apenas, cegam e envaidecem.

O dicionário ativo do Jair, o mensageiro das tormentas

 

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Como se localizar diante de tantos ruídos? Compra-se um lugar para que o silêncio adormeça. Seria uma revolução testemunhar uma sociedade que não temesse os gestos de quem a governa. Não vou proclamar o fim das diferenças, nem confesso acreditar num reino pleno de harmonias. Mas há dores  que se misturam com agressividades e desmontam qualquer possibilidade de imaginar a utopia. Jair solta o verbo. Não conhece regras ou quer ser chamado de louco? Ameaça sem cerimônia ,faz amizades estranhas, protege os filhos com manobras intensas, alicerça massacres.

Seria interessante reunir suas afirmações ou avaliar seu desejo de nutrir ódios. Dizem que representa as iluminações de um messias. Traz as vestes do contemporâneo na sua mediocridade maior. Não se trata de exigir inteligência. Nada exclama que não estimule a violência. O pior é que não se livra de deboches. Amassa o passado, destrói quem o critica, adora bajulações. Governa com ajudas, porém se torna  dono de um narcisismo desmesurado. Seu seguidores o convertem em mito.Os desamparos também atingem os debates políticos. Jair atrai quem se jugava fora da sociedade, reforça hegemonias que alimentam  profetas perigosos.

Ele não é único. Existiram guerras para derrubar fascismos, sem contudo apagar vestígios e anular ressentimentos. O retorno de preconceitos se amplia. Observe a chamada vitória de grupos de direita em nações europeias. Não se negue a olhar  o discurso de Trump e suas repercussões. A memória não é absoluta. Há quem eleja comportamentos nacionalistas radicais quando a economia abre as portas para exploração. O cinismo corrói. A pobreza se foi? O trabalho escraviza? Não se lance nas alucinações de que novo vence sempre o velho. Os tempos históricos se entrelaçam.

Não sei se a cultura dará respostas as incompletudes humanas. As turbulências se amarram em projetos que tramam mortes e buscam diminuir os pedidos das maiorias. Muitos se colocam no altar da verdade. Jair consolida-se espalhando convicções, escuta ecos e encontra quem ouça seus dizeres.Não está só, se aproxima de troca de favores que ignoram qualquer civilidade. Os rebeldes chegam e reclamam que os totalitarismos se refazem. Será que a virtualidade não torna as disputas num desenho retórico? Tudo isso engessa alegrias e forma neuroses gigantescas. A obscuridade apaga as luzes. Jair não se cansa. Imagina-se invulnerável.

 

Dos amores e das paixões: o mundo se desenha

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Quem acredita em desenhos fixos? O mundo se refaz, embora não deixe de manter valores e buscar sentimentos do passado. O amanhã nem sempre é outro dia, pois há cotidianos ferozes  que machucam as memórias. O tempo não pode ser definido com escritas marcadas. Há infernos agonizantes e paraísos que nunca chegam. Tudo possui complexidade. Configuram-se labirintos que fecham as portas para as paixões e acreditam que amores salvarão os passados mal resolvidos. Portanto, não se acanhe se tiver visões estranhas e se a chuva apagar todos os vestígios. Há moradias abertas para renascer o que parecia sepultado.

Os poetas sentem falta de muita coisa. O mundo apressado traz recordações apressadas. Como se agarrar aos amores se a rapidez exige reflexões e nega as magias? As escritas se debruçam em relatórios, com palavras pálidas. Os poetas lamentam a morte de um insperado  que criava encantos. As tecnologias garantem lucros, mas empurram códigos. a mesmice não tem conexão com a poesia e termina confundindo os sentimentos. As paixões ganham cores violentas que ocupam imagens pesadas. Assim seguem manchetes que buscam assassinar as histórias.

É um desafio compreender os cercos que a vida monta. Não há como consolidar lembranças para aliviar as frustrações do presente. Valem as redes do trabalho, os interesses em grande eventos, a ausências de sinceridade. Todos pensam que os fantasmas estão escondidos nos casarões coloniais. Porém não custa observar as ruínas que se vestem de novidades. O amor aparece nas telas dos cinemas e os psicanalistas tentam salvar as neuroses mais estranhas.  Restar contar  sobre o mundo  que ainda não nasceu. Já leu Mia Couto e conversou com as ousadias de cada personagem? Não se lança nas fantasias?

Se a sociedade se abraça com a velocidades, anula sentimentos e se diverte com os impulsos. Nada há de seguro, nem os deuses conseguem sair dos templos lucrativos dos pastores astuciosos. O mundo gira, nós sabemos medir certas loucuras, contudo o medo não se vai de quem desqualifica as diferenças e entra no mercado cheio de vitrines. É muito comum dialogar com os espelhos, anunciar êxitos nas redes sociais. O capitalismo inquieta simpatias e espalha epidemias de acumulação. O perigo é transformar o amor numa imensa contabilidade e navegar nos delírios constantes das paixões.

As travessias históricas do poder: diversidades

 

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O poder não é solitário. Veste-se de relações. Possui seus dramas, mas avança pelo cotidiano. Não  há sociedade sem choques, sobretudo de interesses e desejos de vinganças. Criam-se utopias, prometem-se espaços de harmonias, mas as competições continuam deixando suas marcas. Nem toda relação de poder significa a saliência do mal. Na política, há quem jogue fora corrupções e arquitete projetos coletivos. Portanto, a complexidade existe, porque os valores se  costuram e as tradições não são absolutas. Não há como remover instabilidades num mundo de desconfortos.

Lembre-se de Luís XIV. Pense na extensão do império romano, nas ambições de Hitler, nas astúcias de Vargas, nos colonizadores portugueses, nos exércitos dos países agressivos. Não faltam  exemplos. Se há tempos em que a força  física prevalece, em outros as sofisticações disfarçam violências. Os anúncios consumistas divulgam fascínios que mantêm relações de poder e trazem euforias fabricadas por especialistas. Analise as redes socais. Não se empolgue com certas generosidades ou declarações ditas neutras. Há quem puxe plateias, conheça as ondas do mercado e arme arapucas. O fascismo não se foi, apenas se redesenha nas suas invasões.

As relações sociais indicam  que as multiplicidades aumentam. No entanto, a massificação banaliza e celebra a idiotização das pessoas. A tecnologia desfez preconceitos, mas também firmou manipulações. Nem todos conseguem estabelecer juízos críticos. Quem concentra  poderes viaja por pântanos e agita fanatismos. Daí, as grandes crises, a fragilização das utopias, a força da grana e do individualismo. A política se estrutura, muitas vezes, para consagrar o imediato e consolidar as minorias. É preciso estratégia e  se armar argumentos  astuciosos. Não é fácil assegurar dominações.

Os significados mudam para mascarar permanências. Há golpes com novas formas de iludir. Sobram teorias, a sociedade se polariza, se formam redes de poder. As amarguras ameaçam, os desamparos atingem os afetos, as relações de poder buscam configurações e identidades. Tudo se inquieta, ma os oportunismos estão  presentes. Não esqueça que somos animais. Falam de racionalidades, de consensos, de imaginários. Muitas divagações estão acompanhadas de sofrimentos. O barco do poder pesa e nega ajuda aos mais próximos, quando exclui e massacra.

A busca de salvações, o medo das ruínas

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A confusão política constrange.  Há apelos totalmente desproporcionais. Muda-se na manipulação dos valores, para se produzir uma atmosfera  de polarizações. Portanto, a insegurança se estende e a violência ganha lugares insperados. Observe o que falam os políticos. Os oportunismos são frequentes. Muito se colocam como salvadores do mundo, se sentem abençoados pelas religiões. Um jogo de falsificações que diminui as possibilidades de diálogo. Uma fábrica de tensões , nada ingênua. Ela consegue aliciar e indicar futuros, mas obscurece a reflexão e escancara o cinismo.

Não vamos afirmar que a história é um desfile de notícias. Elas possuem peso e desnorteiam. Mas há golpes e ensaios que visam inibir rebeldias. O importante, para os salvadores, é privilegiar alguns e oprimir a maioria. Tudo feito com sutilezas, com medidas ilusórias, cheias de intenções de consagrar a banalidade com disfarces especializados. Que a sociedade se utiliza de máscaras na suas ações não é novidade. Porém com as tecnologias aceleradas, os enganos ganham força. O presidente promete nomear seu filho, o procurador provoca poderes, os chefes religiosos exercita malícias.O medo faz calar críticas e desfazer autonomias. Todos sentem ares de intimidação.

Fica-se no culto da dúvida. As reações fortalecem ruídos, sem contudo conseguir superar o império da ilicitude, Torna-se difícil retirar as pedras do caminho. As relações de poder se vestem de negatividades e se justificam burlando leis.Parece que o território das hienas prevalece. Não cogitam que somos a soma de todos os animais, com destaques para tipos mais estranhos? Cada época inquieta fantasias e denuncia fraquezas. A nossa corre em busca de saídas, pois o desemparo nos empurra para pântanos imensos. Estamos longe daqueles ideias iluministas.

As circunstâncias alertam para sinais crescentes de ruínas. Não é à toa que surgem messias. Existe a pós-verdade? O juízo final se aproxima? O tempo brinca. Os entrelaçamentos mostram as memórias  e as suas agonias. Consolidam-se lembranças opressoras. Há nostalgias de sociedades ditas  primitivas. Coloniza-se como antes, mas com ajuda de máquinas poderosas e espetáculos atraentes. As multidões exigem ruídos, brilhos, drogas, ídolos. Quando tudo vai se esgotar? Os salvadores não escondem seus pragmatismos. Não se cansam. Há desperdícios constantes e escravidões sempre ocupando as vitrines. Expandem-se gritos preconceituosos próximos das violências mesquinhas.