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Situação política no caos

Morrem milhares de pessoas. Não há projeto de retomar uma cultura coletiva que possa refazer a sociedade e a tirar fora do abismo. A existência da epidemia não é apenas uma questão de saúde. Não há preparação básica, tudo se resume a ironias baixas com as de Jair. Tudo isso impressiona, quando se coloca a morte na roleta e existe uma plateia para jogar e divertir. O Brasil encontra-se solto, não para exercer a liberdade, porém para se aproximar de uma caos nunca visto, com políticos perdidos na querendo namorar com o fascismo.

O desgoverno é extenso.Habita em cada instituição, possui milícias, escreve mentiras nas redes sociais. Será que a repressão atua para inibir os privilegiados ou a polícia consegue afirmar sua violência contra negros e pobres? A sociedade desencontrada provoca especulação. O Supremo continua mantendo sua força? Moro correu e acusa a família que antes amava. Outros não se localizam nas intenções de Regina Duarte e o Brasil está aprisionado em mediocridades. Não se busca espaço para educação e se livrar do descompasso frequente.

Era preciso responsabilidade para cessar o genocídio que se espalha. No entanto, as notícias se chocam e se animam com o escândalo. Isolamento tenta saídas para evitar o desastre no cotidiano. As intrigas aumentam.Deixam a saúde e se apegam aos cargos. Como tudo vai ser decidido? Os contrapontos inquietam a imprensa. Quem vencerá diante a inúmeros descompromissos? Os dias passam e a obscuridade se plenifica em cada canto. O suspense é atordoante. Como anda Jair na preparação de seus comprimidos milagrosos?

Não é brincadeira, nem palavras desenhadas para fugir das agonias, As memórias não alcançam as desavenças e os mais velhos se assustam. O Brasil desconhece o Brasil ou o labirinto cresce para que a doença favoreça a certos poderes. A multiplicidade de incertezas encolhe a esperança, estica a solidão, não consegue desculpas . O mal estar se instala como gigante ambicioso que significa a consagração de um estrago descomunal. É difícil um lugar para o futuro num momento de amplas melancolias e cegueiras. Mas se instala uma corda bamba na sociedade.É fatal?

Não se esconda da história

Existe quem programe as andanças da história. Sente-se dono das curvas . Prefiro verificar o acaso. Talvez, os planejamentos sejam uma forma de buscar certeza ou uma forma de se ligar nas manipulações do capitalismo. Tente soltar a imaginação. Uma leitura das tragédias gregas ajuda a sensibilidade e compreensão da incompletude humana. Os mitos ensinam, possuem magias que desenham os malabarismos da história, imaginam possibilidades de superação das fragilidades.

Não é sem razão que a memória viaja. Há quem se engane e desfigure a memória numa simplificação equivocada. Não se precipite. A memória é seletiva.É impossível guardar todas as lembranças ou preparar cada passo do cotidiano. A memória joga e flutua entre aquilo que foi vivido e os esquecimentos criados para apagar as amarguras. Portanto, estique os momentos, meça as diferenças e não abandone as nostalgias. Os maniqueísmos ainda balançam as crenças e as políticas.

Se os genocídios se repetem é importante visualizar as intrigas e as violências propositais. Há brigas religiosas que afirmam guerras brutais. E as questões intelectuais? O que Castoriadis pensava sobre Marx? Quem cultua um só autor restringe o desejo e se torna servo das mentiras. Não se assuste com as dissonâncias, nem siga a linha perfeita, a multiplicidade traz encantos e feitiçarias. Já escutou Piazzolla ou curtiu a bossa nova de João Gilberto? E as sinfonias de Wagner? A música nos toca como a história, acena para a invenção. Conhece Nietzsche e suas conversas sobre a morte de deus? Não menospreze os enigmas e descanse suas desculpas genéricas.

Sacuda-se na história com o sangue da solidariedade. Não acredite em fabricações de negócios que reforçam preconceitos. A desigualdade está presente até nas epidemias.O capitalismo não sobrevive se não houver exploração e provocar suas farsas. Quem se esconde deixa a história passar cultivando os privilégios. O sujeito histórico é aquele que se revolta diante das acrobacias que fecham a liberdade e censuram a crítica. Cuide das suas andanças e não se suje com mitos falsificados.

A cordialidade no cerco

Muito se exaltava o Brasil. Ninguém esperava tantas dissonâncias e desigualdades crescentes. Mas passamos por momentos de autoritarismos frequentes. Não esqueça de Vargas e as práticas escravistas. Hã quem exalte a alegria, a cordialidade como identidades do Brasil. Não se assinala a violência? As ditaduras militares fecharam a liberdade e trouxeram aparelhos de repressão.Portanto, Jair não surgiu de repente. consegue atrair pois mexe com a memória.

A pobreza gigante que ocupa tantas terras se relaciona com perdas constantes e falta de empenho para saltar os descompromissos com a saúde e a educação. Quando surge uma situação limite a sociedade se desmancha, os messias ganham espaço.Querem salvações, milagres, cinismos. As quedas acontecem e os abismos mostram que os governos nada têm de cordiais.

Os problemas crescem. porque as políticas públicas não se estruturam.Continuam o desemprego, os preconceitos, a concentração de privilégios. O espaço é restrito, para quem busca se livrar do sufoco. As punições mostram que os lugares dos autoritarismos estão marcados. As maravilhas são apagadas e os traços das milícias se multiplicam. A corrupção se mistura socialmente e as ingenuidades são fabricadas para afundar as instituições.

Não se pode conhecer as artimanhas políticas, sem se chegar próximo da história. Há repetições. Observem a exploração, a falta de valorização da culturas, a dificuldade de diálogos. Vendem- se cargos, empurram desgovernos que justificam desmatamentos, desprezo pelas universidades, profundas negociações para favorecer as minorias. A violência está presente e a cordialidade é muitas vezes uma farsa risonha.

A rua deserta, casa silenciosa, terra poluída

Quem sabe o final do tempo que rege a história? Já anunciaram profecias, alguns brincam com cartas mágicas, ficam datas na memória. A sociedade se muda, sai do sedentário, busca movimento, estimula contrariedades. De repente, as cidades se alargam, as mercadorias se renovam, as epidemias assustam e as guerras inventam novas armas. Vi alguém passar com uma máscara azul. Ouvi um grito de quem pedia ajuda. O sino tocou, mas o invisível é o mais perigoso. Dá para tatuar tantas crises e fingir que as abstrações são feitas para manter a verdade?

Dentro de casa a conversa roda. Uma televisão ligada, um telefone com ruído estranho, gente dormindo no chão, um gato solto na varanda. Há cansaço e, muitas vezes, uma escassez de movimento. Procuro as fotos para me reencontrar com as pessoas. Contar o número da saudade é um drama. O jornal avisa que existem dez lives. Como assistir? Prefiro fechar os olhos e imaginar um grande labirinto. Quem foi o arquiteto do universo? Já imaginou um paraíso de goiabas? Não haveria pecado original.

Joga-se dominó, as crianças falam e não esquecem da escola. Tanta complexidade e um governo tonto que cospe nas pessoas. Com é. duro querer compreender a história e suas distâncias do passado. Cem anos de solidão é pouco para as metamorfoses diárias. Qual a estrada de pedra que segura as incertezas? Escondo-me atrás do sofá e tento namorar com o futuro. Parece que é desejo de todo mundo. É o deserto ou o abismo? Lá está a estrela que não deixa de piscar para no azul do afeto.

Melhor é não se desesperar. Esperar para recriar o calendário e riscar as datas oficiais. Há minoria privilegiadas e milhões de pessoas com a garganta seca. Quem celebrava o êxito das tecnologias, sente que vale mais as vendas e as trocas. Sei que as ruas se tornam obscuras e uma insegurança especial toca no corpo de quem aposta numa história sem fim. Por isso, se afirma que história se aproxima de múltiplas transfigurações. Apenas, escuto os boatos e as especulações para me distrair da apatia, desertar das tensões e pensar na dança do deus embriagado.

No ritmo da agressão contínua

Conviver exige reflexões. Elas não devem ser únicas, mas ampliar o diálogo.É um movimento de invenção.A sociedade que se fecha. termina optando pelo autoritarismo. Carrega-se uma atmosfera de violência.Ela vem de cima. massacra e inibe. Estimulada pelos senhores do poder deixa muitos cercados pela perplexidade. Uma aprendizagem miliciana que diminui as possibilidades de multiplicar espaços para fixar a solidariedade.

A família de Jair se articula com Olavo que simpatiza com Mourão e atacam como donos das saídas para salvar o país. Como o fascismo corre no sangue de quem torce pela miséria dos outros! São lições do passado que negam uma história que se estica em busca de outros comportamentos. Há quem reforça a concentração de riquezas. A violência possui suas ligações com grupos que cultivam privilégios insanos. Não esqueça do que Pinochet fez, tampouco das manobras de Hitler e Stalin. Há uma sede de se sentir imperadores do mundo.

Conhecer a história é jogar bem com a simultaneidade. Nos tempos da dominação romana, culturas foram destruídas. Napoleão reunia o exército para divulgar um nacionalismo agressivo. Salazar firmava Portugal nas terras africanas. Não faltam exemplos. O Brasil sacrificou paraguaios. Há quem acompanhe tudo isso curtindo uma indiferença brutal. Chama-se de egocentrismo ou se quiserem excessos de ambições para desmerecer quem luta pela dignidade. Não se trata de loucura, mas também de estratégias sempre apoiadas por minorias vingativas.

Ler o tempo é um forma de observar as diferenças culturais. Temos pontos comuns, porém há rivalidades crescentes e negócios que interessam , apenas, ao capitalismo. Trump não perde sua fúria e atrai Jair com sua servidão. A Europa provoca ruídos quando invadida pelos refugiados. Ela não colonizou tantos povos? Reclama de quê? A desarmonia não permite que a convivência se estreite e a sinfonia do afeto celebre uma sociedade globalizada, sem agressividades e espionagens mesquinhas.

O peso dos enganos mórbidos

Não pense que a vida é uma programação definida. Espere as surpresas e tente saber que temos que sobreviver. É difícil apontar que a felicidade está no meio do caminho. Há grandes dificuldades, a complexidade gira, mas especializações em fabricar o falso prosperam. Jair e o seu gabinete do ódio espantam qualquer dignidade. Sustento a perplexidade de observar que os malefícios são aplaudidos por muitos. Será a ingenuidade que traz essências do passado? Estamos ou somos? Quem se desengana?

Na mistura de ansiedades globalizadas, a sociedade se perde.Espera salvações, confunde ideologias, visualiza templos que fixam milagres. Desconfio e me espanto. A palavra ódio evidencia o mesquinho. As mudanças de reflexões cotidianas estragam as esperanças e constroem figuras que enganam, seguidas de séquitos para desfazer a solidariedade. Portanto, é necessário firmar cuidados e denunciar, para que não se sacralize ensaios milicianos.As instituições fraquejam diante das intrigas que cortam a força das leis.

A morbidez se espalha. Os exemplos não impedem que outras ações tragam estradas abertas. Se cada dia se transforma significa que a história não é lugar de apatias ou de tatuagens covardes. Por que, então, se apagar e se solidificar o pânico? Os delírios da Jair são labirínticos, incentivam a morte, fecham com loucuras e ambições políticas doentias. Analisem como se comportam os Ministros, a falta de agenda para reverter a desigualdade.No pico da pandemia, os ruídos dos negócios desprezam a vida. Abraçam-se com torpezas. Desmontam-se. Desfilam num romance que Kafka gostaria de ter escrito.

Teóricos e políticos inventam conceitos que lembram o século passado, celebram esquecimentos, mastigam desfazeres. Fala-se, então do novo, embora prevaleça a repetição apodrecida. É fundamental desafiar e voltar aos poemas que inciaram as arquiteturas das planícies e das cavernas. Confiar em que se submete à servidão e compartilha com o deboche é buscar cair em abismo ou mergulhar em pântanos. O cinismo cansa no seu pacto com os genocídios. Não se ligue nas palavras que afundam sonhos e esfarrapam saberes em troca de um poder que coloca lixo no mundo. A lucidez não é de plástico, fixa estrelas no seu olhar.

As distâncias e as saudades

O tempo passa, não há dúvida.Temos imagens de épocas remotas e sabemos que a memória está girando. Cada época possui seus desenhos, inventam-se agonias, batalhas, modas, desejos de pular cercos e salvar amores. Somos animais complexos e perplexos. Planejar o futuro nos chama para rever quem acertou, quem se sente oprimido, quem acredita que irá superar-se. Somos enciclopédias com páginas brancas e riscadas com nostalgias.

O tempo passa, mas numa atmosfera cheia de contradições e desenganos. Há entraves. Os governos não conseguem nos provocar segurança. Qual é a andança para arrumar os afetos? Só existe tecnologia? O celular mostra seu domínio e toca músicas estranhas. A saudade dá ritmo ao corpo. Quem ver ver quem? O que vale é a tela? Tudo nublado e a natureza pede ajuda para se limpar de tanta poluição.

O transtorno é grande, pois as palavras denunciam amarguras e maltratam as distâncias. O isolamento sobrevive com as incertezas avassaladoras. Talvez, as saídas apareçam e detonem os tantos fanatismos que nos empurram para pântanos. Há sonos, sonhos, pesadelos e dúvidas que se espalham. Ruas silenciosas inquietam quem gosta do ruído. Contarei minha história? Os saberes se desmancharam? Sou reconhecido com a máscara?

No meio das intrigas, das notícias, dos que celebram as mesmas reflexões, apostamos que um dia será diferente do outro. A maçã está no paraíso e os refugiados reclamam de uma miséria infame. Definir o quê? As saudades se buscam e se misturam. Há séculos, anos, segundos Escutamos ecos de desesperos, contemplamos luzes de estrelas carinhosas. Quem nos compreende se distancia dos falsos espelhos? O tempo e eu ouço meu coração. E você?

O tédio conta o tempo

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Fala-se de calendários fixos na parede.Lá estão os dias, as celebrações, as datas patrióticas. Isso inquieta. O capitalismo curte as comemorações. Vende, oferece ofertas, engana. As mercadorias se apossam das vitrines e os empregados dão expedientes. O salário é mínimo, o delírio é imenso, as ilusões aliviam tensões. Imagine que o calendário foi desmontado. O vírus apaga sonhos, desfaz famílias, coloca medíocres na política discutindo tolices.

Há tédios, as conversas não ganham animação. A quarta é uma quinta e estou escrevendo num domingo, olhando o azul, mas noto um peso que me deixa encurralado. Todos e todas perguntam e não compreendem. A confusão é ampla, embora Jair continue na cena, apoiado pela banalidade mais exemplar. Penso, sinto, espero, desespero. O tempo é mesmo uma esfinge.Será que a nostalgia é um presente da imaginação? Quem caminha pelas ruas e analisa o ruído desencantado?

A história não para, porém acede desejos, agora, impossíveis. Há fechamentos de lojas, os parques se tornam desertos, as crianças também reclamam, estranham uma solidão.Quem armou descontroles que ferem o coração? Vou e volto ao mesmo lugar. Sento, leio, existe muita coisa que me incomoda.Uso o telefone, ouço vozes amigas. Não nego que o suspense sacode certas apatias. Mas as andanças, os festejos, os gritos de protesto estão perdidos?

Escrever me traz um certo sossego.Dialogo. O sangue ferve, as memórias saltam.Quebro a monotonia e desenho as palavras. Não posso construir a história. A solidariedade sumiu? A generosidade é uma farsa para minimizar a culpa? O cristianismo apaga seus princípios e se mete na política com cargos trocados por vantagens para as minorias?O tamanho do tédio não é fácil de medir. Meu calendário é íntimo e a minha voz busca expressões inesperadas. Quem determina a passagem das frustrações?

Regina está na vitrine

O governo de Jair montou uma equipe esquisita.Ela muda com declarações debochadas, relembra ditaduras, gosta de ironizar. Existem tensões constantes com a imprensa e as agressões são comuns. Saiu Moro, tudo ficou nublado, os antigos irmãos se chocam. Quem tem razão? O processo se inicia com intrigas radicais. Não há sossego. Regina Duarte se mostra na vitrine, elogia Jair e nem sabe qual será seu caminho. Regina, a namoradinha do Brasil.

A sociedade recebe discursos com espanto. A memória não se cala. Regina se acha poderosa, porém os ressentimentos estão acesos. A epidemia não é brincadeira. Há descontroles, mortes, horrores. Cada cidade vive agonias. Não se trata só de morbidez. Jair tem parceiros, prepara visitas, sacode a poeira no olhas de quem quer lucidez. Não responde as perguntas, não possui planejamentos, vibra com suas plateias, adora cercadinhos.

Regina empolga-se.Fez sucesso. Era feiticeira da Globo. Hoje, traça política junto de figuras obscuras. Não observa o tamanho da desigualdade. A cultura se fragiliza, quando deveria ser uma cenário de polêmica e invenções. Compreender? Quem se compromete de livrar o Brasil de tantos abismos? Os tropeços de Regina marcam, seus êxitos se confundem, ela anda pisando na crítica e se colocando soberana. Qual o seu fôlego?

Se o caos continua firme, espera-se reação. Por que silêncios se a degradação é imensa? A contabilidade de mercadorias tenta anular as dissonâncias na saúde. Dói. Damares, Guedes, Regina desmontam o desejo de seguir por outras estradas.São delirantes. Estão numa vitrine, se exibem, expandem messianismos, Jair se torna profeta. Os pastores vendem milagres, desfiam o sagrado, inquietam com seus vazios enganadores e milionários.

Não se afogue

Cada tempo traz suas travessuras e malabarismos.

A vida passa sem saber que a estrada é longa e curva.

Há pântanos que não revelam seus perigos e afogam as estrela.

Não ame a certeza, tampouco crie seu discurso do método.

Voe com o pássaro que viaja no circo rindo com o palhaço.

Esgote as amarguras. desenhe seus renascimentos perdidos.

Deixe que o apocalipse se envolva com suas lágrimas vadias.

A história não conta com mil uma noites, dorme no tempo silenciosamente.

Um dia, o sol conhecerá todas a luzes, sem jamais abandonar o azul.