Pertencimentos: amores, paixões, consumos

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Fala-se na rapidez. Nada permanece, tudo custa segundos. Não há como se segurar, pois as tempestades invisíveis ganham o mundo. Os intelectuais se lamentam  da fugacidade dos saberes. Como compreender  tanta complexidade e ainda exigir clareza das atitudes políticas?  Vivemos a falta de transparências ou ela nunca existiu ? Não me angustio. Os exageros tomam contas das manchetes, as bandeiras de lutas se multiplicam, mas as relações sociais banham-se com pragmatismos. Sempre considero o afeto. Não proclamo apostas, nem disciplinas pesadas. É preciso que a leveza consiga seu espaço, pois  o sonho distrai e o movimento afasta a preguiça.

A quem pertenço? Qual é a minha raiz? Boas perguntas, respostas confusas. Ficar preso na solidão desbotada nada traz. Sair para desfrutar as festividades produzidas com artificialidade , cansa o corpo. Portanto, busco uma conversa ajuda para costurar o tempo. Se não conseguimos nos escutar, o sinal vermelho nos coloca dificuldades. Saber a radicalidade de cada um é um desafio da vida. Como olhar o outro se eu me despedaço nas minhas agonias? Deixar a mesquinhez de lado ferve a alma; A frieza é um desencanto, um pacto com fim do mundo, uma festa de demônios sem fogo e danação.

O mundo da mercadoria pede consumo. O amor parece que se foi ou promove liquidações de sentimentos. Não podemos ser seduzidos por todas as fascinações. Porém. nada como o calor de outro corpo e a vida driblando seus infernos astrais. A paixão também agita. Ela gosta de delírios e se inquieta com a paciência. Imagina paraísos e solta-se para voar como um pássaro. A paixão possui descuidos, tem pressa, engana e nem sempre chega ao amor. Ela reverte expectativas e  resume, às vezes,e instantes de pouca clareza.  Formula tensões e especula sobre a perda. É preciso lembrar que desde os tempos mais remotos, a cultura se reinventa.

Não acredite na programação de uma história sem portas fechadas escancaradas. Há tropeços e esclarecimentos tardios. Toda vida requer agilidade e o começo de alguma contemplação. Hoje, sobrevive o império do virtual e das drogas sintéticas. Ninguém define o que se espera. As cartomantes jogam cartas com registros nas redes sociais. As armas circulam com esquizofrenias mortais.Fala-se na liquidez, no crédito, no desejo de descobrir a fórmula de eternidade. É preciso acrobacias para desmontar o feitiço da novidade. Quem não se pertence viaja num barco que não encontra a luz do cais. Consome-se, sem se observar as distâncias fatais entre a paixão e o amor. Pós modernos ou pós-orgânicos?

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