Poema do ato

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Não se engane com a lei da gravidade que esquece

         a história dos invisíveis e decreta a morte da adivinhação.

         Imagine a negritude que vem da luz e da sombra,

         revelando e não inventando, encantando e não desprezando,

          construindo a ponte adormecida na fantasia do infinito,

          libertando a exploração da mentira vaidosa e perversa.

          Não compreenda, nem crie teorias, apenas sinta o ritmo,

           o sopro, o poema, a ato do acaso arquiteto do absurdo,

           o amor inexistente desacontecido na escassez do sonho da madrugada.

           Aqui estou, porque deixei de ser o desenho do mesquinho,

           e reparto um pão que nunca foi meu e flutua no tapete mágico

            das agonias nostálgicas, de um paraíso perdido na culpa suicida.

            No muro da esquina da praça se encontram a sentença final da vaidade,

           o eco do grito vacilante do trapezista, a dúvida moribunda do derradeiro

           filósofo, a maldade guardada na vitrine das operações históricas dominantes.

           Conte, relembrando as metafísicas esfarrapadas, o mendigo dono do mundo,

            o  desfazer das sofisticações acadêmicas, das razões opressoras.

                                                                                    Desnutilize-se.

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