Por onde andam os clubes pernambucanos?

As definições estão acontecendo. Não há mais caminho de volta  ou esperanças para trocar. Sábado, o Náutico livrou-se da desclassificação, com uma goleada marcante. Venceu, depois de muito sofrimento. Dizem que os atrasos salariais frequentes  perturburam o ânimo do grupo. Não é fácil ficar sem grana, numa sociedade cheia de vontades consumistas. O Timbu também dispensou muitos jogadores e fez contratações pouco felizes. No fim, deu certo, mais uma vez ,com Roberto Fernandes no comando.

Se o Náutico iniciou, na série B, com ímpeto assustador, o Sport vacilou muito. Nem Cerezo deu força ao time. Parecia que a ladeira era grande e não tinha como evitar o desastre. O futebol não é destino traçado, sem escapes ou surpresas. Geninho assumiu. Treinador experiente, astucioso, conseguiu a reviravolta. O Leão avançou. Obstáculos foram superados. Cogitou-se em ocupar o famoso G-4 e festejar o retorno à série A.

As previsões otimistas tomaram conta da torcida. O caminho tinha poucas pedras e os adversários não metiam medo. Pouca técnica foi a tônica da série B. As partidas eram sonolentas. Só o Coritiba exibia certa categoria. Portanto, o Sport podia sonhar e lutar sem muita angústia. As expectativas forjam tensões, mas havia muitas certezas. Acontece que o rubro-negro desandou. Perdeu jogos em casa ou nos minutos finais. Empatou. Teve atletas expulsos em momentos decisivos.

Falta jogar contra a Portuguesa, porém a porta está fechada. Não cumpriu sua tarefa tão esperada. Perdeu para o América de Minas Gerais, cometendo erros ditos infantis. Geninho prendeu o time, no primeiro tempo, e Germano saiu por expulsão. Houve desejo de passar adiante, a equipe partiu para recuperar-se, no segundo tempo, porém, os mineiro ficaram  com a vantagem.

O Sport não sobe e o Náutico não cai. Ironias, gozações, rivalidades. Sempre torço para a vitória. Não seco ninguém. Apesar de ser tricolor, evito mesquinhez. Tem gente que conserva raivas e vinganças. Agora, o Salgueiro, fará companhia aos chamados grandes. Vamos ver o que nos aguarda. Não esqueçam que o Icasa e o ASA estão firmes e ultrapassaram muitas barreiras. Incomodaram. Isso é bom. Quebram-se preconceitos. Há renovações.

O Santa Cruz promete redenção. Sua atual diretoria contratou Zé Teodoro, comprometido em pular da série D. Armar-se uma estratégia para não se falhar nas contratações. O ânimo é especial e a torcida não farrapa. O tricolor tem que conquistar  mais espaço. Seu presente destoa dos ecos do passado. As decepções atuais enchem a paciência e evidenciam que o clube vive dificuldades, devido à pouca atenção de seus líderes políticos.

O Santa possui carisma, atrai multidões. Poderia estar trilhando até pela série A. O ano de 2010 foi um novo fiasco. Quando se sucede a eleição, o estímulo renasce. O povão se manifesta e cobra seriedade. Não custa se lembrar dos bons tempos e reviver os gol de Nunes e Fernando Santana, as defesa de Gilberto e Detinho, a sabedoria do mestre Gradim, a classe de Gena na lateral-direita. Nada de se esconder. As três cores merecem brilho.

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2 Comments »

 
  • Gustavo disse:

    Antonio,
    vamos sonhar com os três “grandes” de PE na primeirona! Para 2011, pode até ser o Leão, o Timbu e o Carcará! Já pensou?

  • Gustavo

    Isso seria bom demais. Cheguei ontem de viagem e parece que as coisas andam desencontradas nos clubes.
    abs
    antonio

 

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