Quem julga? Quem perde? Quem disfarça?

Há muitas perguntas sem respostas. As ambiguidade fazem parte dos espantalhos políticos. A sociedade se divide, porque as incertezas não cessam de apavorar. Não dá para esperar sossego, quando as armadilhas estão preparadas e agem cotidianamente. Até aonde vão as contendas políticas, ninguém sabe. Nota-se que a economia está agonizante. Os negócios mostram que o capitalismo não se segura sem a exploração e os privilégios. Nem todos perdem. As manipulações escondem e procuram produzir discurso enganosos. Há quem não acredite nos valores tradicionais. Eles mudam, a história tem suas velocidades. O perigo é fundar uma atmosfera de banalização em que as verdades sejam monopolizadas pelos que hesitam e configuram-se nas ações oportunistas.

As instituições brincam ou conseguem ignorar as pressões ? As dúvidas sobre o comportamento do Supremo não deixam de ocupar as notícias. Gilmar Mendes reforça sua posição de magistrado, mas não convence. Suas conversas com denunciados trazem suspenses,  inventa ironias de forma massacrante. Quem será que está efetivamente enebriado com tanto pragmatismo? Está em disputa o poder, o uso da grana acumulada, a vaidade enlouquecida? Não dá para contar o tempo no ritmo do progresso. É ridículo esquecer a complexidade e desistir de denunciar que o jogo assume disfarces e antigas representações estão sucumbindo. Não há um circo, porém se arquiteta uma moradia de horrores com janelas de vidro. Quem tem medo?

Se as leis não esclarecem,  quem julga pode estar comprometido, com esperar o fim dos desmanches e a anulação da desigualdade? Muitos apostaram na excelência do consumo. Não visualizaram as articulações da riqueza ou dos privilégios. O aprofundamento da crise retira sonhos, lembra misérias já vividas e o desemprego cruel. Quando se aumenta a lógica do capital cria-se uma pedagogia fantasiosa. Nem todos podem possuir privilégios. Há uma maioria que se retrai e se vê no fundo poço. Isso não é novidade, porem na política escreve-se ilusões, para se assegurar cargos, expandir os direitos tortos da minoria. Por detrás de suavidades  se escondem brutalidades. O cemitério da memória não possui flores, apenas anunciam o fim das comunhões.

Não há como se negar que os tropeços enchem os cenários de risos e agonias. As bruxas não gostam de dialogar, preferem distribuir vinganças. As lutas políticas são sinais de heterogeneidade. É fundamental que se alimentem os debates. Quando eles reproduzem violências, tudo fica no reino da instabilidade. Quem julga se considera inocente de todos os pecado, quem perde chora lágrimas de desespero, quem se disfarça curte uma coleção de máscaras brilhantes. Os divertimentos ganham formas perversas. As palavras transformam significados.  Não é possível abandonar as perguntas e as inquietudes. As primeiras páginas dos jornais assustam e provocam convencimentos estranhos. O mundo estraga meus antigos pertencimentos

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Deixe uma resposta

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>