Quem segura a bomba e a violência de KIM?

As ameaças do ditadores são constantes. Procuram afirmação. assustar o mundo, desmontar a solidariedade. Fazem a violência correr com um cinismo que quebra esperanças de futuro. Depois de tantos atentados, de fúrias gratuitas, o ditador da Coreia do Norte se lança prometendo uma bomba magistral. As reações tornam-se manchetes de jornais, mas  há outros países que também praticam políticas armamentistas que se mostram ingênuos. Somos animais sociais perigosos com sede de destruição e de poder. O conhecimento aprofundando torna-se escravo de estratégias militares que fanatizam radicalmente.

Sou desconfiado. A economia do mundo se sustenta encomendando manipulações. Não dá para escutar discursos serenos, o que se ouve é o ruído do apocalipse e o medo. A comunidade internacional é uma farsa. Articula-se segundo os interesses. Não há planejamento de sociedades que consagrem trocas, que evitem ódios. Existe uma humanidade, porém no meio de um desgoverno para garantir o individualismo mais feroz.As armas nunca deixaram de existir. São renovadas por tecnologias que garantem comércios clandestinos. É a cultura da sofisticação.

Acumula-se terror, fala-se de riqueza, inventam-se religiões, escravizam-se inimigos. O quadro não é nada atraente. Há uma explosão de desejos assassinos. Não há como fechar ou simular diálogos. As culturas apodrecem, porque perdem sua ética e desprezam sua estética. Disciplina-se para morte, para produzir inimigos. A aldeia global desconhece as possibilidades de paz. A guerra a movimenta, com hinos e ousadias, que mantém  a grana, assegura as potências mais ambiciosos.

Não sonho com épocas silenciosas, com harmonias e afetos. Os desfazeres crescem em todas regiões. Talvez, vivamos o avesso. A corrupção não tem limites, nem está fixa em classes sociais. Os poderosos querem soberania. Não sentem dores e culpas em esmagar os mais fracos. O cenário do caos não é uma surpresa. Ninguém sabe como o mundo começou e os vencedores omitem suas tragédias internas e afirmam suas fortunas amassando os valores. A bomba assusta e a insensibilidade da maioria caminha acreditando na sorte.

As tensões não se afastam da história. É intrigante, como formulamos diferenças e as transformamos em agressividade. O autoritarismo permanece em pontos mínimos. A diversidade estimula preconceitos. Kim fez da sua bomba uma celebração. Traz pesadelos. Mas as notícias se renovam. Haja crenças. Tropeçamos. Um grande vazio mostra falta de sentido, falta ânimo, sobram desconfiança, enganos, espertezas. O gosto amargo confunde-se com o riso débil. As explicações são adivinhações. Estamos no mundo buscando. Só isso?

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