Refúgios infinitos

Contar os corpos que se soltam é acreditar nas fronteiras do sentimento.

Deixar que os afetos se joguem na ruas, nos becos, nos quartos é esquecer que

o pecado fez medo, mas se refugia no mundo das serpentes encantadas.

Não viva sem inventar fantasias, brinque com as máscaras, contemple o impossível.

Defina o amor sem a medida do comum, no trapézio de um poema de Vinícius,

somos refugiados, nada temos com o passado das origens, esperamos imóveis sortes e azares.

Dispense os números, acolha as flores que caem no colo, sinta o cheiro do temporal inesperado,

porém não pense que a imaginação salvará as dores que invadem os cantos do paraíso.

Há um escândalo que desfez a harmonia e um desejo que a geometria do caos se encerre,

enxugue o rosto, pinte a parede branca e busque no céu a linha do infinito vazia e vacilante.

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