Relendo a história e o sentimento

 

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O mundo está repleto de significados. Talvez, infinitos ou inúteis. A vida se faz lendo o mundo, atravessando caminhos, e definido buscas. Não dá para ficar parado, sem conseguir se inquietar. Não se pode negar a complexidade. Ter a pretensão de decifrar cada coisa exaustivamente é delírio. O conhecimento ajuda, mas ele não é soberano, homogêneo. Não admiro quem desenha hierarquias definidas. A história não está contada para sempre. Muda o presente, o passado também traz outras dimensões. O tempo é ousado, vence filósofos, distrai teorias, se fragmenta.

Não fique estático. A energia balança, localiza movimentos, surpreende. A sociedade promove mercadorias, divertimentos, prêmios. Cuidado com as armadilhas, pois há os especialistas em produzir enganos. A razão escorrega, você existe, porém não habita num só sentimento. Querem sucessos, muita grana. Surgem depressões, ilusões, descompromissos. Portanto, não ande numa linha reta, nem vista a velha roupa colorida. As tradições devem ser debatidas, o coletivo é importante, sem o anônimo a história perece e o trapézio abandona o circo.

Quem foge da solidão possui suas escolhas. Nem toda fuga possibilita saberes. Quem não dialoga com seus segredos desconhece sua própria história. A solidão se apresenta de muitas maneiras. Não esqueça que somos animais sociais. O outro está perto ou dentro de você. Os bares recebem visitas que desejam ultrapassar a monotonia ou disfarçar as angústias. Não é fácil. A droga é fugar como o riso de uma criança.Não entre na dialética da quantidade, se lance na dúvida com suspeitas críticas. A curva do afeto esconde significados e a paixão multiplica energias e frustrações.

O historiador move seus momentos, é proclamado pelas academias. A exaltação aos títulos consagra e envelhece. Há, porém, sentimentos em todo lugar. Os saberes invadem, submergem, atiçam. Nem todos são abençoados, pela ciência, nutrem uma sensibilidade profunda. Há quem explique tudo e não sinta nada. O toque do corpo, as espertezas da escuta e do olhar bagunçam verdades consideradas insuperáveis. Um minuto corta horas, um século acumula experiências, a memória não parte. Não se desloque à toa. Conte o número de emboscadas. A releitura é um desafio apaixonante. Quem se engana, nunca se contemplou no espelho. Usa uma máscara que cola.

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