Santa, Sport, Náutico: quais são os caminhos?

Não falta futebol. Não poderia ser diferente. O assunto é de uma diversidade imensa. É uma pena que  restem  preconceitos. Há pessoas que fazem profissão de fé contra o futebol. Espero que mudem. Não vou receitar penitências, nem orações. Mas um bom jogo, com disputas articuladas, desmonta os contestadores. E como andamos nos campeonatos?

A cobra coral voltou a fumar, sem exagero. Cria intervalos, para não ficar sufocada. Ganhou fora, depois de sufocos contínuos. A torcida foi lá, em Maceió, colaborou com sua paixão e coragem. A série D é uma epopéia. Poderíamos ter o auxílio dos deuses e mitos gregos. Ajudariam a superar os obstáculos. Já pensou se Apolo, Prometeu, Aquiles resolvessem reforçar o Santa Cruz ?

As sugestões são outras, pois os mitos são fantasias belas, mas não jogam. Cuidam de outras aventuras. Fala-se em trazer Carlinhos Bala. Não há consenso, nem dentro do elenco. Brasão deu seu testemunho, não muito simpático. Bala provoca polêmicas. Pode tumultuar e tirar o sossego conquistado. Não se discute sua vontade dentro de campo.As questões são de relacionamento e  de entraves nos negócios.

O leão empolgou-se com a chegada de Marcelinho Paraíba. Atleta experiente, com muitas horas de profissão e boa intimidade com a bola. Possui carisma. Chega junto dos seus admiradores, motiva o elenco e mexe com a energia geral. O importante é manter o ânimo. Muitos aparecem e  mal se instalam, já começam a aprontar a despedida.

A situação do Sport não é desesperadora. Existem chances de alcançar a ponta da tabela. Assegurar a estabilidade garante o aumento da pontuação. O grupo ganha força, quando há sequência. Certas derrotas são sinais negativos. Espalham receios.Intimidam os mais desconfiados. Nada pior do que a vacilação e o desconforto da apatia. O empate de ontem evidencia que algo ainda não se firmou.

O timbu sofre com goleadas. Vence partidas heróicas, porém se desfia em jogos, aparentemente, fáceis. É uma maldição. Daí, seu saldo de gols ser uma obstáculo para seu avanço. Essas instabilidades desmotivam. A derrota contra Ponte foi mais um alerta.O técnico Gallo destila muita vaidade. Devia se preocupar mais com os descompassos. Muita dissonância perturba a harmonia.

Atualmente, os elencos dos clubes formam-se com muita rapidez. O vaivém domina. O mercado da bola regula-se por interesses desiguais, se nutre  de resultados imediatos. Quem tem dificuldade de grana padece. Os enganos, nas contratações, são muitos. Há jogadores que deslumbram durante 45 minutos. Depois, caixão e vela preta, partem no primeiro voo.

É o profissionalismo ou o desleixo ? Fica a dúvida. A responsabilidade faz parte de qualquer atividade. Não se justificam certos comportamentos. Há abusos e máscaras. A carreira do jogador é curta. A velocidade dos acontecimentos é inegável e  aprofunda o nervosismo.

Os interesses obscuros desqualificam certas atitudes de quem devia evitar os desequilíbrios. As torcidas merecem afeto e retorno, pelos seus esforços para erguer os clubes. Elas compõem suas transgressões, esquecem da necessidade dos limites, mas dão apoio, quando todos querem evitar as encruzilhadas.

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