Posts Tagged ‘destino’

O mito de Ulisses: a vida não se completa

As agitações contemporâneas nos tiram sossego. É difícil cair na reflexão, dialogar com os deuses, sair de uma solidão que enclausura. Há multidões, espetáculos, vitrines. No entanto, a tecnologia e o consumismo restringem os desafios. Ficamos medrosos. Tudo parece reservar perigos. O mundo vive epidemias de desconfianças. As explorações não se foram e a sabedoria […]






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Destinos e Histórias: significações

Nunca me esqueço das leituras que faço das tragédias gregas. A perplexidade me acompanha, sem deixar de lado encantamentos. Costumo começar meus cursos com a leitura das tragédias mais clássicas. É sempre um debate que afirma surpresas e admite redefinições. Lá estão Prometeu, Édipo, Antígona, Creonte e tantas figuras que nos lembram argilas frágeis de […]






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Nas máscaras das escritas

O tempo escrito não perde o desenho da vida. Conjuga os verbos e os sentimentos. Há sempre promessas de adivinhações e sonhos flutuantes. A vida não se vai sem deixar vestígios mínimos e misteriosos, a memória não se cansa de buscar exílios impossíveis. Cada instante possui um peso e uma ilusão, traçamos mapas mesmo que […]






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A nudez das lembranças, o absurdo persistente

Lembranças fragmentadas. Poder-se-ia pensar a vida sem a imaginação das lembranças? Elas se apresentam sempre repartidas, com rapidez, parecendo luzes de relâmpagos? A vida por inteiro é um sonho. Não há como juntar todas as cenas, escrever um enredo monumental e sair buscando as alegrias e apagando os desprezos. Para quem habita no território da […]






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O ofício do historiador: as travessias e os destinos

Quem pensa que está tudo escrito pode sentir surpresas e desmontar-se. Sei que muita gente mergulha nas fatalidades:prevê o futuro como um jogo de cartas marcadas. Engana-se com alguns sinais que se repetem e desiste de descobrir. Fica curtindo o mesmo som e se veste de uma melancolia perene. Não é que a vida seja […]






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A escassez da vida

  a escassez do tempo esconde o desejo de construir a astúcia   a vida fica presa no mínimo do efêmero, no cansaço sem sentido   há noites sem sonhos, mas a luminosidade perdida pede crenças   e desfaz as profecias de qualquer paraíso  vadio e anônimo   não existe a viagem e nem existe […]






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Os jogos na geometria da vida

            A linha reta não é a garantia do jogo inventor do destino.            Falta a curva para o sentimento se espreguiçar.            Cada método desfaz coleções e traz os espelhos do acaso.            Não se largue na geometria de Descartes, nem no tédio de  Baudelaire.           Sinta no perfume […]






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O calendário e as marcações da vida e do tempo

Ninguém nega que o tempo passa. Pode até falar que muita coisa se repete, mas o tempo corre. Há quem acredite em destino, cartas marcadas, bolas de cristal. A corda bamba é uma metáfora que atinge cada cotidiano. Não faltam visões de mundo diferentes. As unanimidades se perdem na complexidade dos mistérios e nas dificuldades […]






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A finitude: espelho, palavras, deuses.

A trágica dissonância das correntes de Prometeu, no asilo dos mitos condenados, arrasta a história para o fundo do abismo. Nem as narrativas, nem as experiências, nem vocabulários. A vida se encerra na desistência dos destinos. Os deuses se assustam e suplicam o fim da onipotência.. A dor é o espelho, a palavra, o registro […]






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Mondrian: a geometria da arte e do coração

                                  Não escreva o nome das cores, nem pense por onde                                 andam os destinos inventados.                                 Cada instante tem a forma de abandono, pertence ao passado                                 pois a urgência acelera o alcance dos sentimentos.                                 Não pergunte o significado do tempo e da morte.                                 Adivinhe o traço do medo de Descartes e  a timidez do […]






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