Posts Tagged ‘escrita’

As curtições e os sentimentos desfiados

  Os registros dos desenganos possuem amplo espaço na sociedade contemporânea. Mas sempre fica a pergunta: explorações, desconfortos, invejas não ameaçam a continuidade da história? Quem observa a conversas dos tempos não deveria duvidar que há travessias diversas e as ambiguidades lidam com rebeldias que prometem ânimo. Há quem curta, quem se divirta e procure […]

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A imaginação no silêncio da escrita

quem inventa as palavras não dispensa o silêncio. a vida sobra quando as sombras desfazem as luzes. no desenho de cada palavra há destinos que se firmam nas linhas da mão. não dissimule o encanto nem esconda a história, cada um conta sobre o que não morreu na incerteza do ontem. nas escritas do mundo […]

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Os ritmos incertos, as histórias sem fim

           O fluir do tempo rabisca sentimentos e traz o mapa de uma história sem nome.             Nada confirma a existência de fronteiras rígidas e inabaláveis ou            o perfume de uma eternidade fugida do paraíso, sem ruídos.             Cada ritmo é um acorde de instabilidade e desmantelo.             As hesitações silenciam ousadias e espertezas. […]

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Ruínas, escritas, passagens, memória

Escrevo na pele para esconder o perfume. O corpo finge abandonar as formas em busca da imagem do depois, sossegado. O silêncio é traço de sentimento anônimo, as mãos, síntese do mapa da vida fragmentada. Dos buracos encontrados nas calçadas, guardo as medidas estreitas da cidade. Ela não adormece do cansaço do dia e vigia […]

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As dissonâncias, as histórias e os historiadores

Nunca deixei de observar a relação da escrita com o ritmo da música. Elas entrelaçam-se. Não sei se é uma paixão que move o escondido inconsciente, mas a sigo, sem vacilação. O compromisso com a palavra não é, apenas, de testemunhar a construção de verdades. Há a dimensão das formas, as viagens estéticas, as surpresas […]

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As escritas e as palavras no meio da vida veloz

As frentes de luta são muitas. Não deixarão de existir. Por isso, a multiplicidade de armas é um fato. Cada campo de luta exige suas estratégias. Há as dimensões intrigantes de conflitos permanentes. Armas pesadas, fluxos de interesses tensos, genocídios preparados com requintes anunciadores de negociações impossíveis e rivalidades consistentes. Os lugares dos perdões mudam e, às […]

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O fluir da escrita e da conversa nos tempos do mundo

                  A conversa é a maior invenção da cultura. Ela traça as texturas das sociabilidades, sem descansar os mistérios que vagam pelo mundo. A conversa não precisa de muito ruídos e nem de multidões para ouvi-la. No canto da cama, meio atravessado pela insônia, a conversa pode inquietar e trazer lembranças. Sozinhos falamos sobre […]

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Joyce, Benjamin, Mia Couto, García Márquez

     James Joyce fez a revolução na literatura moderna. Ninguém consegue esquecer suas travessuras inesperadas. Joyce não era um intelectual típico. Vida sofrida, com vários desencontros familiares, ele gostava de beber e o fazia com uma frequência que alarmava seus amigos. Escreveu Ulisses, com fôlego que destronou modelos e garantiu um lugar de permanência na memória […]

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Os mundos construídos e a brincadeira sem fim

Necessidade ou acaso. Amor ou desespero. A roleta da vida não se resume mais às escolhas dualistas. A diversidade trouxe de outras medidas. Mudaram-se os lugares, pois cada minuto acumula milhões de história. Adão e Eva já planejavam lotear paraíso e entrar em acordo com a família da serpente. Quem foi mesmo que inventou o […]

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A escrita, o ritmo, a preguiça, o mundo, a solidão

Caetano canta como poucos. Tenho seus discos de várias épocas. Acompanhei sua trajetória, desde os tempos dos festivais de música e da censura feroz dos governos militares. Caetano foi para Inglaterra, liderou o movimento tropicalista, fez e faz composições maravilhosas. É irmão de Maria Betânia. Agora, enquanto escrevo, escuto um disco de 1971, onde há […]

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