Posts Tagged ‘espelho’

Não se esconda

Não acredite na história que tem ponto final, fique desconfiado do fixo e do programado. O perdão é uma fuga ou uma covardia, quando representa o cinismo dos oportunistas. Aproxime sinais, balance verdades, sinta corpos. A vida é o imediato, o que bate na porta, a roupa estendida no varal na madrugada fria, Deixe o […]

Read the rest of this entry »

As cores do mundo e do pecado

Pinto o corpo com as cores que estão soltas no mundo, elas descrevem os destinos, mas desconhecem a eternidade. Na profecia do engano, há sempre o mito envelhecido e distraído, sem contar a sua história, vadio como uma borboleta apaixonada. Não diga o que o tempo representa, nem que Picasso desenhava sonhos, deixe os outros […]

Read the rest of this entry »

O beijo e o sonho

Há paraísos sem pecados, sem deuses, sem ansiedades. A imaginação desenha as possibilidades, mas tem limite, se desinventa. Cada tempo encerrado afirma que a morte não é ficção e a história vive de assombrações repentinas e loucuras avulsas. Não atravesse estradas conhecidas pelo medo e a covardia, não consagre o descuido, nem celebre solidões anônimas. […]

Read the rest of this entry »

O mundo de Mia Couto: encantos

Já escrevi muitos textos sobre Mia. Li seus livros com muita paixão. Seus escritos conversam com as palavras com uma intimidade emocionante. O mundo precisa de pessoas que sintam o afeto. O excesso de jogos de poder cansam e trazem discordâncias constantes. Quando surge alguém que toca na generosidade a celebração deve ser feita. Portanto, […]

Read the rest of this entry »

Transcendências e acasos

Há transcendências indefiníveis que lembram sonhos de eternidades. escritas que trazem desenhos nos corpos que se pensam imortais. A vida se inventa na história de cada um, nos acasos passageiros, seus enredos não aprisionam  a imaginação, são inacabados e frágeis. Não pense que o tempo terá um fim, nem julgue o mundo no infinito do […]

Read the rest of this entry »

Birdman: o espelho não se ausenta

  Na agonia de um presente cheio de complicações, existe quem queira jogar fora o passado. Tenta bloquear a memória. Aparecem sinais de transtorno. O tempo pede diálogo, faz escolhas, não pode morrer na inércia. Quem vive sem a mistura das emoções? Quem apaga sentimentos e acredita que há autenticidades puras? O humano não se […]

Read the rest of this entry »

O mercado e a vida

                       A mercadoria se mostra na vitrine deslumbrante,              dos pecados anônimos e passageiros.               É soberana e não admite lembrança perdida.               Traça a estrada da sedução, a saída astuciosa da dor.                A vida se reparte em compras e trocas, em enganos infantis.                O tempo é esquecido na primeira esquina, no […]

Read the rest of this entry »

Nós e os outros: sombras e espelhos

                                      Morri muitas vezes. Vivi tantas outras. Há confusão nisso tudo. Parecemos assombrações ou somos apenas sombras de estrelas que se apagaram? Morte e vida não possuem fronteiras claras. O corpo nem sempre é a medida. A vida corre, às vezes, quando o corpo está espreguiçado, sem querer fazer força. Mas , dentro de você, […]

Read the rest of this entry »

O avesso da política e seus espelhos riscados

                  Não se vive sem expectativas. Os traços dos lugares se redesenham e os mapas mudam suas fronteiras. O fixo não ameaça os territórios, nem sepulta as inquietações da geografia. Nem por isso, o desejo de controle é abandonado. Tememos o imprevisível. Talvez, ele acumule indecisões. É difícil lidar com a falta de possibilidades. A […]

Read the rest of this entry »

As histórias dos outros, os paraísos sem Adão

Olhar-se, no espelho, é um hábito. Ele se repete, inconscientemente. Nem todos dão importância ao seu valor. Esquecem que é um ritual da vida. Muitos desconhecem o mito de Narciso. Outros se demoram, admirando suas imagens e advinhando os traços dos seus destinos. Acontecem reações diversas, mas, nas cidades modernas, os espelhos possuem poder e determinam […]

Read the rest of this entry »