Posts Tagged ‘eternidade’

Mia Couto: a travessia das palavras cruas

Difícil definir a vida. Importante é reunir palavras e jogá-las como se fosse um mágico. Não se escreve para desnudar o mundo. Seria impossível uma nudez absoluta, como tantas vestes e dúvidas tomando conta do nosso cotidiano. Ler e escrever não guardam fronteiras. O abraço é fundamental. O corpo não pode ser um único corpo, […]

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Os sentimentos e a geometria

Quem inventou a geometria dos sentimentos se perdeu na vaidade tardia. Não há como medir a saudades, não há como saber quando as amarguras se vão. Rompem-se círculos, desmancham-se trapézios, quebram-se linhas. Ninguém acorda com a memória lúcida, com o amor transparente e indiscutível O sentimentos não corre, nem anda nas ruas como uma pessoas […]

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Gabriel: o mundo se inventa

As histórias não têm tamanhos que se definam com lógicas cartesianas, elas se misturam com as ousadias da vida e cantam as celebrações da memória. É preciso não esquecer as diferenças, não desprezar as fantasias, não fugir das mentiras. O mundo não cessa de pedir arquiteturas e gramáticas cheias de invenções e inesperados. O circo […]

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A poética incerta dos destinos

As estradas dos destinos não desenham geometrias comuns, brincam com jogos de adivinhações e de acasos imaginados. Nunca feche a porta da fatalidade, nem abra as janelas da sorte, os alfabetos da vida não abandonam os mistérios, nem seguram desejos. Há atmosferas fugidias, escravidões invisíveis, pertencimentos descoloridos. As gramáticas se enchem de regras e as […]

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A inútil geometria escondida

A escassez da criatura adormece a imagem que nunca está pronta, desanda a vida desbotada pela incerteza. A palavra escolhida se desencanta da saudade que desconhecia. Fica inútil a geometria escondida nas retas impecáveis dos monumentos da barbárie, nunca denunciada pela vastidão dos prantos ressignificados. O silêncio oprime a dor e o riso, não descansa […]

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O sigilo mora no banco da praça anônima

            Não revele todos seus segredos mais íntimos. Saiba guardá-los, sem contudo criar sepultamentos. Podem surgir situações diferentes e as mudanças afetivas  inquietam. Há ritmos, pesos, esconderijos. A vida é complexa, porque as travessias não cessam de pedir longas caminhadas. Nem sempre sobra fôlego e os abismos se apresentam no meios das travessias. O domínio […]

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As criações e as criaturas: o domingo e seus feitiços

  O futebol domina uma parte dos programas de televisão. Possui uma audiência poderosa. Acontece quase todo dia, fomenta negócios e divertimentos. O domingo era, antes, seu leito privilegiado. Houve muitas mudanças, sobretudo no império dos meios de comunicação. Quem queria ver o jogo, tinha que ir ao campo. As torcidas se misturavam nas suas paixões e […]

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