Posts Tagged ‘literatura’

Pamuk: escritas do cotidiano, escritas desenhadas e estranhas

  Os livros de Pamuk exigem fôlego. Leituras que movem dias e imaginações inesperadas. Já mergulhei em boa parte da sua obra. Vivei emoções incríveis quando li Istambul. Fiquei na transcendência com a sensibilidade que corri para escrever alguma coisa. Estava delirando. Há, às vezes, melancolias, descrições detalhadas, paixões amargas. Pamuk desenha as palavras com […]






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A literatura: o amor estica o mundo e canta as sereias

    Há muitos excessos no mundo. Os gregos debatiam sobre o equilíbrio. Nada de exageros, a saída é buscar harmonias. Mas na vida tudo concorre para surpresas. Geometrias fixas não existem nem que Platão as idealize. É difícil definir a história, Lamentar as dores, brincar com o inesperado, sacudir as esperanças. Há muito o […]






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Jomard: as escritas afetivas do mundo

Rebelar-se não é sacudir o passado no lixo. As referências existem e não há como anulá-las. O mundo atual se perde quando deifica novidades e celebra consumismo doentio. Mais do que nunca, é precioso estar atento e forte. A mentira não  se vai e as ambiguidades ganham espaços incomensuráveis. As lutas se confundem com ódios […]






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Gabriel e a solidão que se torna perene

  Li Gabriel García Márquez cedo. Dei conta de boa parte de seus livros com alegria e encantamento. Quando li Cem anos de solidão fiquei levitando. Nunca tinha navegando por mares tão belos. Há dois livros que me empolgam e não canso de celebrar suas palavras: As cidades invisíveis e Cem anos de solidão. A […]






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Leituras de Kafka e de Kundera: encontros

Li livros de Kafka quando ainda estava perto dos meus 20 anos. Foi uma época de grande movimentação e inquietudes. Sempre gostei de literatura e não abandonei meus espaços prediletos de imaginação. O mundo se apresenta de muitas maneiras de acordo como os olhares de cada um. Não negamos as multiplicidades e nem as incertezas. […]






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Paul Auster: os acasos da história

  O mundo ferve. Não sei quem escreveu o enredo de tanto desencontro. Parece que as tecnologias não conseguem salvar os desgovernos. As notícias nos deixam perplexos. Acontecem coisas que já deveriam ter sumido da convivência social. A história é mesmo uma trilha de incompletudes. Voltam crueldades, violências gratuitas, políticas lotéricas. O futuro é uma […]






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O tempo: os olhares da vida, as profecias do corpo

Com a morte, tudo que respeita a quem morreu devia ser erradicado, para que aos vivos o fardo não se torne desumano. Esse é o limite, a desumanidade de se perder quem não se pode perder.( Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis) A citação inicia o texto  com uma propriedade incomum. O belo […]






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Joyce, Benjamin, Mia Couto, García Márquez

     James Joyce fez a revolução na literatura moderna. Ninguém consegue esquecer suas travessuras inesperadas. Joyce não era um intelectual típico. Vida sofrida, com vários desencontros familiares, ele gostava de beber e o fazia com uma frequência que alarmava seus amigos. Escreveu Ulisses, com fôlego que destronou modelos e garantiu um lugar de permanência na memória […]






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A literatura: memória dos objetos, sinais do destino

A cultura atribui significados às ações humanas. Há muita coisa no mundo que necessita de uma leitura para articulá-las a particularidades pouco conhecidas. Não podemos ficar indiferentes a quantidade de objetos que aparecem na vida. O crescimento da tecnologia nos acena para a complexidade. Não basta  olhar em direção às invenções modernas. Tudo tem uma forma descartável. […]






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As travessuras de João, as travessias do tempo

                                                                                                                                                           Há livros permanentes, estendidos no território do paraíso. Fogem às marcas do tempo. Viajam em tapetes mágicos e comungam das multiplicidades do cosmo. João Guimarães Rosa, mineiro, nasceu em 1908, quando se falava do modernismo, o cinema trilhava incertezas, a psicanálise mostrava lados da complexidade humana. Morreu, em 1967, quando os governos militares silenciavam, com […]






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