Posts Tagged ‘Memória’

Mandela: as experiências ensinam e desenham memórias

Não se faz a história elegendo o silêncio e negando-se a acompanhar o vaivém da vida. O silêncio nunca foi um pecado capital. É preciso reflexão para movimentar ideias e desfazer compromissos autoritários. Mas é importante que as rebeldias apareçam, que os ruídos tenham eco e persistência, As diferenças existem e alimentam as culturas. Mandela […]

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A invenção da vida, o diálogo inacabado

Inventa-se a vida compondo o tempo nos ritmos cotidianos e surpreendentes, não existe harmonia eterna, nem dissonâncias inesgotáveis, nem silêncios da fatalidade. A história se constrói no diálogo com o acaso, no desespero do delírio da euforia. Os determinismos trazem sinais de controle de um inutilidade passageira, de uma memória vencedora. Mas não há como […]

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Os mares da vida e as memórias mágicas

Quem medita sobre a história não pode desprezar a memória. Ela dá ritmo às reflexões, sistematiza dúvidas ou desmonta o que parecia definido. Numa sociedade que cultua a velocidade, a memória não perde espaço. Há uma valorização de estudos sobre certos autores, um atiçamento do debate acadêmico, uma releitura de narrativas que significam que o […]

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Os deslocamentos da partida

No deslocamento da partida a insensatez desconhece a proximidade das perdas. As sombras das lembranças confundem-se com os esquecimentos tardios. Há aventuras em cada ilusão que a faz desenhar paraísos e apagar incompletudes. Nas histórias da vida não há tempo adormecido, nem memórias extravagantes. Cada invenção que transforma os sentimentos não garante a permanência da […]

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Esquecimentos descontínuos

Os esquecimentos não desejam distâncias visíveis e acabadas, caminham por arquiteturas indefinidas e trilhas desencontradas. A inexatidão mora nas lembranças que cortejam sentimentos aprisionados, há medidas perdidas nas imagens retomadas das acrobacias dos tempos. Narrar cada ato da memória é ousar e celebrar a fantasia do absoluto. Nas eternidades inventadas, a vida redefine histórias e […]

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Os bordados do mundo, os conselhos dispersos

     Não estique o afeto que existe no encanto do acaso. Deixe o desenho do abismo no espelho abandonado de um cinema de subúrbio. Rasgue o retrato da última e descabida paixão desfigurada. Rompa, então, com a memória do pecado original não resolvida. Sinta que a vida é a linha da gramática esquecida no […]

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A fluidez da memória: perdas e encontros

A memória nos acompanha. Nada mais saudável para agitar a vida.  A memória tem seus balanços. Nunca foi estática. Atiça esquecimentos e lembranças. Ela traz sensações diferentes, nos tira de sufocos, anuncia as repetições constantes. Não há como deixar de consultá-la. É  preciso, contudo, não guardá-la com uma pedra preciosa intocável. Ela ganha significados, perde […]

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As leituras de Mia Couto e seus encantamentos

Costumo dizer que a solidão, às vezes, trava a vida. Não significa que devemos curtir sempre os grupos e e as festas animadas. A solidão traz reflexão e nos ajuda a enfrentar muitas armadilhas. Somos animais sociais, não tenho dúvidas. Por isso que estamos conversando com o mundo, mesmo quando escondidos e melancólicos. Falo, aqui, […]

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Os dizeres do contemporâneo

As agitações traduzem movimentos que não se conciliam com seu tempo, elas tocam o corpo, diluem as inquietudes, chamam as profecias desconhecidas. Não há espaços perdidos, nem tampouco mitos desprezados pelas dúvidas. A memória lembra pedaços da vida, retoma histórias, carrega o sentimento desfeito. Nas incompletudes tardias restam vestígios do que foi vivido e encarcerado, […]

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As rebeldias, as interpretações, os sentimentos

Ninguém desconhece que o tempo histórico é complexo. Não adiantar querer revelar suas andanças de forma completa. Há, sempre, dúvidas. Exigimos transparências, mas é quase impossível alcançá-las. Isso não invalida as lutas intelectuais, nem promove a excelência do silêncio. Os incômodos provocam ruídos, não é novidade pós-moderna. As ruas ficam cheias de pessoas que reivindicam […]

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