Posts Tagged ‘Memória’

A fluidez da memória: perdas e encontros

A memória nos acompanha. Nada mais saudável para agitar a vida.  A memória tem seus balanços. Nunca foi estática. Atiça esquecimentos e lembranças. Ela traz sensações diferentes, nos tira de sufocos, anuncia as repetições constantes. Não há como deixar de consultá-la. É  preciso, contudo, não guardá-la com uma pedra preciosa intocável. Ela ganha significados, perde […]

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As leituras de Mia Couto e seus encantamentos

Costumo dizer que a solidão, às vezes, trava a vida. Não significa que devemos curtir sempre os grupos e e as festas animadas. A solidão traz reflexão e nos ajuda a enfrentar muitas armadilhas. Somos animais sociais, não tenho dúvidas. Por isso que estamos conversando com o mundo, mesmo quando escondidos e melancólicos. Falo, aqui, […]

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Os dizeres do contemporâneo

As agitações traduzem movimentos que não se conciliam com seu tempo, elas tocam o corpo, diluem as inquietudes, chamam as profecias desconhecidas. Não há espaços perdidos, nem tampouco mitos desprezados pelas dúvidas. A memória lembra pedaços da vida, retoma histórias, carrega o sentimento desfeito. Nas incompletudes tardias restam vestígios do que foi vivido e encarcerado, […]

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As rebeldias, as interpretações, os sentimentos

Ninguém desconhece que o tempo histórico é complexo. Não adiantar querer revelar suas andanças de forma completa. Há, sempre, dúvidas. Exigimos transparências, mas é quase impossível alcançá-las. Isso não invalida as lutas intelectuais, nem promove a excelência do silêncio. Os incômodos provocam ruídos, não é novidade pós-moderna. As ruas ficam cheias de pessoas que reivindicam […]

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Agualusa, a invenção do passado, as travessias da cultura

Estamos envolvidos com o presente, mas não de forma absoluta. Temos que assumir certos valores, discuti-los e contemplar cenas que deveriam estar distantes. Não podemos exercer controles fixos. Há fingimentos que não percebemos e dores banalizadas nas notícias dos jornais. O cotidiano apresenta-se, mostra que os sonhos vacilam e as mudanças se escondem nos discursos. […]

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1964: entre as “memórias” e as “verdades”

Não há história uniforme, sem discordâncias. O paraíso ficou misturado com as lendas e os mitos. Não desprezemos os pecados, mas sigamos costurando ações e sentimentos sem sabermos quando tudo isso terminará. Talvez, sejamos atores de um drama infinito, haja um escritor astucioso e transcendental. Não faltam espaços para especulações. Pensar a vida é sempre […]

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Amargas memórias movem a política e o ressentimento

A história segue caminhos. Não dá para firmá-los, determinar que o mundo se modifique brevemente. Tudo tem o perfume perigoso do mistério. Na contemporaneidade, as tensões continuam assustando as relações internacionais. Há guerras espalhadas com requintes de violência trazidos pela tecnologia. Ninguém  se esquece das bombas atômicas, das vítimas, do poder que aciona vinganças justificadas […]

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A navegação dos sentimentos: os ritmos (des)encontrados

Quem afirma que os sentimentos morreram e proclamam a objetividade total não conseguem ver a vida. Ficam encantados com a acumulação de mercadorias e fazem de tudo um grande negócio. Não querem saber de perdão, nem de nostalgias. Cultivam uma contabilidade mesquinha, habitam nos territórios dos lucros, na expansão dos narcisismos. Não pense que é […]

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A cidade: as vestes da memória e da mercadoria

As mudanças seguem. Não é possível interrompê-las, criando a soberania absoluta da tradição. No entanto, há escolhas que não são inocentes. Não adianta exaltar a generosidade numa sociedade cheia de incertezas e de disputas. Quem perde e quem ganha? É a pergunta que nos persegue. A política é o território onde as dúvidas se ampliam […]

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Ruínas, escritas, passagens, memória

Escrevo na pele para esconder o perfume. O corpo finge abandonar as formas em busca da imagem do depois, sossegado. O silêncio é traço de sentimento anônimo, as mãos, síntese do mapa da vida fragmentada. Dos buracos encontrados nas calçadas, guardo as medidas estreitas da cidade. Ela não adormece do cansaço do dia e vigia […]

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