Posts Tagged ‘Memória’

A navegação dos sentimentos: os ritmos (des)encontrados

Quem afirma que os sentimentos morreram e proclamam a objetividade total não conseguem ver a vida. Ficam encantados com a acumulação de mercadorias e fazem de tudo um grande negócio. Não querem saber de perdão, nem de nostalgias. Cultivam uma contabilidade mesquinha, habitam nos territórios dos lucros, na expansão dos narcisismos. Não pense que é […]

Read the rest of this entry »

A cidade: as vestes da memória e da mercadoria

As mudanças seguem. Não é possível interrompê-las, criando a soberania absoluta da tradição. No entanto, há escolhas que não são inocentes. Não adianta exaltar a generosidade numa sociedade cheia de incertezas e de disputas. Quem perde e quem ganha? É a pergunta que nos persegue. A política é o território onde as dúvidas se ampliam […]

Read the rest of this entry »

Ruínas, escritas, passagens, memória

Escrevo na pele para esconder o perfume. O corpo finge abandonar as formas em busca da imagem do depois, sossegado. O silêncio é traço de sentimento anônimo, as mãos, síntese do mapa da vida fragmentada. Dos buracos encontrados nas calçadas, guardo as medidas estreitas da cidade. Ela não adormece do cansaço do dia e vigia […]

Read the rest of this entry »

Os olhares do passado e as histórias nostálgicas

A velocidade que nos impede de aprimorar reflexões e nos faz correr atrás do trabalho, também traz confusões para a  memória. É impossível pensar uma sociedade que tenha um ritmo de tempo uniforme. Se mergulharmos nas nossas subjetividades notaremos flutuações incríveis. Há dias de ansiedades crescentes, outros de calmarias que incomodam. Há passados que aparecem […]

Read the rest of this entry »

Os deslocamentos da cidade e a memória descuidada

A cidade é nossa grande moradia. Não podemos deixar que ela se inviabilize. O crescimento da população é constante. Os centros urbanos compõem-se de multidões que agitam o cotidiano. A rua é cenário de acontecimentos diversos e inesperados. Estamos no fluxo contínuo de novidades e de ofertas. Mas as carências não se ausentam. Por detrás […]

Read the rest of this entry »

As perguntas da memória e da saudade

A vida segue. Quantas vezes afirmamos que o tempo passa e somos pouco espertos com relação as suas tramas? Não há desistências gerais, pois o mundo está sempre recebendo pessoas. Há controles, desânimos, cuidados com as taxas de natalidade. Não se pode ficar preso às andanças do desejo, sem arriscar outros caminhos. É preciso criar […]

Read the rest of this entry »

Entretecimentos da vida e do tempo

                                          Não escreva a palavra incompleta.                   Nem imagine a fotografia do que não existe.                   Deixe a transcendência soltar o espetáculo do eu anônimo.                   Na surperfície do território desértico, guarde a lágrima,                   disfarce o sorriso, silencie o corpo.                   Não venda máscaras, nem aceite cinismos.                   Entreteça os tempos desconhecidos […]

Read the rest of this entry »

1964:as datas atiçam memórias e histórias

Não é novidade saber que as histórias acontecem na luta e na construção de projetos. É simbólico marcar calendários. Não conhecemos as origens, nem podemos precisar o que motiva mudanças ou tradições. A complexidade provoca análises que nunca  trazem respostas definitivas. Estamos buscando não deixar que o vazio se instale e a memória ajude a agitar […]

Read the rest of this entry »

O amor flutua ou se desfaz como uma ruína?

Na sociedade das trocas intensas, das celebrações datadas, o amor pede e perde fôlego. O romantismo não consegue atrair tanto. Não morreu. Mobiliza sentimentos, entra nos corações, faz seus estragos. O mundo muda não só nas gestões econômicas. É que elas geram um noticiário objetivo, cheio de análises complexas que nem sempre dão certo. As especulações  […]

Read the rest of this entry »

Memórias: reencontros com os tempos da vida

Memória: o espaço em que uma coisa acontece pela segunda vez. Essa afirmação do escritor Paul Auster, no seu instigante livro A Invenção da Solidão, sempre me acompanhou. Há muitos debates, entre os historiadores, sobre os significados do passado. Desde as primeiras pesquisas, surgem as perguntas sobre o que fazer com tantas aventuras e desencontros. […]

Read the rest of this entry »