Posts Tagged ‘Mia Couto’

Mia Couto: a travessia das palavras cruas

Difícil definir a vida. Importante é reunir palavras e jogá-las como se fosse um mágico. Não se escreve para desnudar o mundo. Seria impossível uma nudez absoluta, como tantas vestes e dúvidas tomando conta do nosso cotidiano. Ler e escrever não guardam fronteiras. O abraço é fundamental. O corpo não pode ser um único corpo, […]

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As leituras de Mia Couto e seus encantamentos

Costumo dizer que a solidão, às vezes, trava a vida. Não significa que devemos curtir sempre os grupos e e as festas animadas. A solidão traz reflexão e nos ajuda a enfrentar muitas armadilhas. Somos animais sociais, não tenho dúvidas. Por isso que estamos conversando com o mundo, mesmo quando escondidos e melancólicos. Falo, aqui, […]

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Joyce, Benjamin, Mia Couto, García Márquez

     James Joyce fez a revolução na literatura moderna. Ninguém consegue esquecer suas travessuras inesperadas. Joyce não era um intelectual típico. Vida sofrida, com vários desencontros familiares, ele gostava de beber e o fazia com uma frequência que alarmava seus amigos. Escreveu Ulisses, com fôlego que destronou modelos e garantiu um lugar de permanência na memória […]

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Os vastos territórios das narrativas e da vida

             Há narrativas lineares que seguem caminhos, geometricamente, sem curvas. Alinham os fatos e formam sucessões. Não privilegiam a surpresa. Contam a vida que se define pela repetição. Elegem destinos, não se propõem a decifrar nada. Exigem passividade e pouca invenção. Não inquietam e cansam. Quem deseja aventuras e astúcias fica marginalizado. Escutar a mesmice […]

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