Posts Tagged ‘morte’

A morte desenha a finitiude

    O tempo passa. Não temos a medida exata da sua velocidade. Vemos a velhice, nos assustamos com as ruínas. Não  há como se livrar da história. Ela anuncia que tudo, um dia, se vai. Não acredito no destino, porém não tenho como contestar a finitude. Recebemos com tristeza a  morte  de amigos. A […]

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Não esqueço das mil e uma noites, nem de amar Scherezade

    Estava triste, quando li as histórias de Scherezade. Ela não me tirou a tristeza, mas me dei um toque de que as coisas acontecem sem nunca se livrarem das fantasias. Estava vivendo uma partida que deixava sonhos ativos. Não queria dormir de vez, porém precisava de descanso. Fiquei imaginando e terminei buscando  algo. […]

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A morte de Stephen: o poema do universo

    Nem sei se sou mesmo um historiador. Fico perplexo com aqueles que buscam firmar lugares. Acho tudo tão complexo, as perguntas tão profundas. Algumas coisas consigo compreender. Mais com o coração do que a razão. Duvido dos poderes da razão, pois observo que há utilitarismo científico acelerado. O capital dá as ordens. Infiltra-se […]

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Repartir a vida( para Luís)

Repartir a vida na travessia do inesperado, desfaz as amarguras e as suspeitas das dúvidas. Não há encantos em sentimentos disfarçados, as perdas nos deixam alucinados em busca da certeza. As luzes não estão  acesas e a escuridão nos mete medo. Há um desejo que a saudade invente outro tempo e cada passo recomponha futuros […]

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Bauman: a vida se dissolve e desencanta

  O tempo não tem pertencimento. Não há lágrimas que o convença a mudar sua rota. Talvez, nem ele a conheça. Vamos caminhando, de repente um abismo e tudo se finda. Difícil pensar a história, quando a abraça o desejo incontrolável. Morreu Bauman que tinha uma sensatez imensa e criticava o mundo capitalista com intensidade. […]

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A quebra da história: o rio amargo

Somos animais sociais. Sempre repito. Não acho que seja uma dádiva inesgotável. Existem outros animais, talvez até mais sábios e cuidadosos. Nós vivemos trocando favores, afetos, invejas, ressentimentos. O mundo pantanoso faz com que o caminho seja traiçoeiro. Não faltam as desconfianças e as sociabilidade. Há permanências, porém não temos o domínio do tempo. Hoje, […]

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A escassez do sentimento

Imagine um mundo sem deuses, anjos, demônios, mitos e sinta a morte da fantasia, o flutuar da objetividade vazia. As mentiras e as verdades se confundem nas fronteiras frágeis do azul. Conte os desperdícios da razão e despreze o fogo  assassino das armas, e caminhe na estrada que fugiu do sangue inútil da conversa sem […]

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Galeano: a saudade desenha moradias

A morte de Galeano marcou sombras e luzes. Perda que nos toca. Ele tinha sensibilidade e compromisso com o humano na sua dimensão poética. Li seus livros com fôlego animado. Nunca faltava emoção e os afetos abraçavam cada palavra. A vida é tão curta, embora  a relatividade do tempo provoque tantos delírios metafísicos. Há uma […]

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A perda e o silêncio

Espere que o silêncio adormeça os corpos e apague os escritos da morte. Não existe medida para dor  tramada por armas embriagadas. A violência diz não a vida e maltrata os encontros da história. Os olhos fechados indicam uma saudade que não tem fim, o anunciar de sentimentos, soltos e desgovernados. O mundo desinventa-se na […]

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O inesperado e o trágico flutuam na história

As discussões são intermináveis. Muitos querem dar um sentido para a história, colocá-la no meio de regras, fazendo relações entre causas e consequências. Há quem faça profecias, abrace-se com superstições e apele para divindades supremas. Considero que a história  é  a construção das possibilidades. Observo que o inesperado e o acaso nos deixam perplexos. Mas […]

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