Posts Tagged ‘mundo’

Quem funda o mundo e a poesia?




Octavio Paz escreve com um fôlego admirável. É o tempo que ele tece ou ele é tecido pelo tempo? Fico deslumbrado. As palavras voam, adormecem, encantam. De onde elas surgem? Estão guardadas no coração do poeta? Sempre desconfiei que o mundo nunca será decifrado. Observo que os mistérios se confundem com as magias. O que […]




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Anjo azul: existências




Há uma anjo azul no telhado da esquina. Sente-se abandonado, busca afeto de um paraíso esquecido. Há pessoas perdidas na avenida central, correm desesperadas com medo dos mendigos. Há criança esfomeado na rua sem saídas, desencontrada com a vida, pede brinquedos. Há amores vazio, celebrados inutilmente, com festas brilhantes no motel decadente. Há mentira montada […]




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Octavio Paz: a palavra é nua




  Num país em que o presidente sofre pressões inusitadas, os políticos são denunciados, o cinismo ganha corpo no cotidiano, a negligência assume lugar de destaque ficamos tontos com os sensacionalismos contínuos. As dificuldades financeiras da imprensa tornam os escândalos o cerne do noticiário. Fermenta-se um jogo infernal de poderes malditos. As controvérsias se multiplicam […]




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A água, o mundo, o vazio




As águas correm fazendo caminhos, e não há certezas de sonhos, mas dúvidas que navegam soltas. O mundo parece viver um delírio fechado, como uma esquizofrenia derrotada e sem fim. A vida não se alimenta, está faminta e sufocada. Cada deus escolhe sua verdade e chora seus desacertos. Há demônios cínicos que se guardam em […]




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Leituras do mundo: Gabriel, Piazzola, Auster, Belchior




A palavra mundo possui uma magia. Busco significados e não encontro. Há mistérios, perplexidades, labirintos. Todo o dia conversamos sobre o mundo. Surgem descobertas, frustrações, expectativas. As mudanças existem, mas não esqueça os disfarces. Soltaram-se as interpretações de todas as cores. O mundo voa, como pássaros agoniados, e descansa, como gigantes pesados. A escrita não […]




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A solidão de Gabriel: cem anos míticos




As portas estão abertas. São ruas estreitas com ruídos inusitados. Quem fala são os juízes. Acusam quase todos os políticos. A corrupção é desmedida. O medo é cínico e o final pode ser feliz. É um sinal de uma solidão estranha. Todos se parecem, guardam milhões, a sociedade se desgarra. Todos juntos no mesmo ato, […]




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A poeira do caos




A poeira vermelha do caos enche os olhos de lágrimas, o mundo permanece indefinido como um deserto. Não meça a culpa, nem estranhe as utopias enfermas, a ilusão corre com uma razão desfeita e melancólica. Cada aventura do tempo é desenho de curvas antigas, o futuro não existe quando o sentido se fragmenta. Sei do […]




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Mia Couto: a travessia das palavras cruas




Difícil definir a vida. Importante é reunir palavras e jogá-las como se fosse um mágico. Não se escreve para desnudar o mundo. Seria impossível uma nudez absoluta, como tantas vestes e dúvidas tomando conta do nosso cotidiano. Ler e escrever não guardam fronteiras. O abraço é fundamental. O corpo não pode ser um único corpo, […]




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O fogo da palavra




a palavra cerca a vida e o corpo nega que tudo tenha apenas um significado. poderia multiplicar as cores e os traços mas nada termina a vastidão da palavra. quem inventou o mundo sabe que a eternidade é uma abstração divina e a palavra seu encanto indefinido. o fogo do mundo se encerra no último […]




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A ressaca do mundo




Ouve o ruído de quem tem ressentimento e se cansa da alegria, carregando o corpo como uma pedra angustiada com a lei da gravidade. Olha as elites soltas, pulando os lixos e abraçando os privilégios, acusando os tropeços das corrupções, invadindo direitos e criando violências. Desconfie de quem se declara sempre prejudicado e tem gosto […]




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