Posts Tagged ‘mundo’

Deus e o mundo de um bilhão de famintos

  Não tenho  dúvida que Deus inventou o mundo. Usou a magia das palavras. Fez uma obra de complexidade infinita. Desconheço qual o sentido de tanta criatividade. Sobram questões. Elas não são, apenas, minhas. Faltam respostas, incertezas se acumulam, o futuro é enigma permanente. Não acredito na história do paraíso. Vale como uma boa ficção. Institui o […]

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O mínimo do mundo

                                                            a página é branca                         o coração, vermelho                         a palavra, cristal                         as imagens levitam                         não têm traços definidos                         são lembranças de todos os desejos.                           o mundo é azul                          o eu, uma parte mínima do azul                          o caos, o encontro dos cosmos perdidos.                                                   a […]

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As voltas que o mundo dá: encontros e alegrias

Se ficamos perplexos com as permamências, não podemos deixar de assinalar as mudanças. O pronunciamento recente do papa Bento XVI trouxe um gesto de abertura. Todos sabem o quanto a Igreja Católica abalou-se com a Reforma Protestante. Quebrou o eixo do seu poder político e alterou seus projetos de dominação. Muitas crenças foram questionadas, oa sacerdotes […]

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O mundo espia o mundo na felicidade anônima

Cada sociedade anima suas curiosidades. Ninguém é indiferente, desinteressado pela diversidade do coletivo. A vida dos vizinhos promove especulações. O grande desafio é pensar que, apesar de tanta massificação, o mundo está cheio de divergências e mesmo que atmosferas tediosas façam parte do cotidiano. Não existe um único ritmo permanente. Espiamos o que nos aparece, com ares de […]

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Quem adivinha a forma dominante do mundo?

A sociedade segue uma trilha, como um modo de sintetizar sua história. Poderíamos dizer que a cultura tem um perfume. Difícil identificar suas essências. Tudo fica no reino das metáforas. Sobram imaginações, para quem não fica parado na frente do espelho. As palavras possuem uma plasticidade de fazer inveja aos quadros de Mondrian, Picasso, Van […]

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Quem toma conta das suas invenções?

Os óculos sobre a mesa, Miles Davis tocando na vitrola, o olhar solto no horizonte.É difícil fabricar a pausa, o mergulho no silêncio, sem atribulações. Sempre a pressa comandando cada ato, como se não houvesse tempos vazios ou espaços  para contemplação. Tudo parece desmontado, sem profundidades, numa celebração contínua do efêmero. Faltam atenção, cuidado, proximidade. […]

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As intimidades da escrita, as conversas da imaginação

A solidão é tema recorrente. Mesmo no meio das sociabilidades, temos aquela necessidade de procurar o silêncio e cultivar os esconderijos. Nem por isso, o mundo se acaba e os desejos fogem do coração. A solidão é relativa, possui timidez e ritmo, não apaga lembranças e desperta imaginações escondidas. Quem gosta de escrever sabe disso. Juntar palavras, […]

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A travessia da solidão e o meio do mundo

Quando os silêncios se tornam plenos, os recolhimentos anunciam a subjetividade em celebração. É hora de contar as palavras, acionar a magia de falar com o mundo, apenas com os ruídos dos sussurros. Não é uma desistência de rebeldias. O silêncio não é renúncia, mas transformação que lembra os personagens mais enigmáticas de Macondo, de García […]

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A rua é o mundo, o mundo é a vida

Aritana é vendendor de amendoins. Quase toda semana, passa, pela rua, onde moro, com sua ágil carrocinha. É animado e barulhento. Usa músicas de duplo sentido, chamando a atenção da plateia. Faz elogios ao seu produto, com bom humor, e a ajuda de uma fita gravada, na sua caixa de som. Diz que é descendente de […]

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O mundo visto das janelas e os seus olhares

Há milhões de rostos ocupando os espelhos do mundo. Gestos soltos acompanham caminhadas em buscar de saber o que restou do corpo. O tempo passa e fabrica rugas e inércias. O rosto e corpo conectam-se com cremes milagrosos, mas com validades efêmeras. A alma continua moribunda, alarmada com tantas preocupações. O visível mostra ruínas, o […]

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