Posts Tagged ‘narrativas’

Os intelectuais: os avessos do mundo e da história

O cotidiano pede pressa. Muita informação, novidades soltas e vontade de não se fazer distante de tantas coisas. Amanhecemos já acelerados. Nosso olhar vermelho ignora até a vaidade. Pouco nos contemplamos no espelho, preocupados em ganhar tempo. Portanto, o lugar da reflexão diminui. O importante é ler as manchetes e ir para o mundo como […]

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Releituras: as permanências de Prometeu

A leitura de Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, é indispensável para quem gosta de refletir sobre o humano. As tragédias gregas nos trazem inquietantes afirmações. Prometeu revoltou-se, contrariou a vontade dos seus superiores, quis reinventar as hierarquias. O texto de Ésquilo ganha força com  diálogos surpreendentes. Ficamos perplexos e encantados. Quanta coisa dita que merece atenção […]

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Nas trilhas dos desperdícios

  Há desperdícios no que foi perdido e estranhas fantasias nas seduções repentinas. Não se  firmam controles, nem se rascunha futuros com convicções determinadas. Na fragmentação das histórias, os esconderijos se acumulam, as verdades se distanciam. Não pense que existe a última narrativa, nem que somos incompletos como sonhos esquecidos. Tudo pode ser dito com […]

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Prometeu: não há descansos para os tempos das histórias

A tragédia de Prometeu não está ultrapassada. Ela tem muitos significado. Com não conseguimos definir nossas origens, as perplexidades não deixam de nos fazer companhia. Os mitos são fundamentais para esclarecer as vacilações dos ânimos. A história é uma grande ciranda. Nossa teimosia é querê-la com uma narrativa singular e única. Não é possível. Faz […]

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O silêncio é ruído: Ulisses e as andanças no facebook

O cotidiano não é tão implacável como dizem. É difícil uma vida plena de surpresas, sem aparecimentos de repetições. Não conheço quem tenha posse de um território onde tudo é novidade e renovação de paraísos. A cultura está cheia de invenções. Precisamos superar os impasses, redesenhar as geometrias, sacudir a poeira de conceitos. As ambivalências […]

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A contemplação do tempo e a incompletude das despedidas

O corpo silencia, esconde-se dos outros corpos, mas não consegue fugir das marcas do tempo. São sinais, significados, envolvimentos. O passado tem múltiplas representações. Não podemos captá-las como queríamos. Construímos as lembranças sem linearidades. Há afetos que parecem desaparecidos e retornam para firmar suas despedidas. É difícil a hermenêuticas dos sentimentos, conjugar verbos envelhecidos e […]

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O mundo escondido, os acordes das criações

Se a narativa do final o mundo se dissolve no tempo, não há como se afastar das lamentações e do tédio. Se na superação das tragédias cotidianas, o sonho permanece desfigurado, não há como anular os pesadelos e arriscar-se no absurdo. Os acordes das sinfonias dissonantes não são apenas espelhos da arte inacabada. Elas escutam […]

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O estar no mundo, o sentido solto

                                                     As escritas da vida podem ser anônimas e apressadas                        como voos de pássaros perdidos com a mudança dos ventos.                        Cada um conta sua história sem saber de onde veio,                        só para justificar seu estar no mundo, sua vida solta.                        Há mistério e ânimo de inventar outros mundos,                        mas o […]

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O silêncio majestoso e cínico da manhã natalina

A manhã do dia 25 de dezembro  possui um silêncio singular. Dá a impressão  que o mundo parou ou pediu para sair da rotina cotidiana. Houve um acordo invisível para um recolhimento coletivo? Os costumes contribuem para  trazer claros sinais de repetição. A chamada noite natalina é inquieta e plena de rituais. Nem todos podem […]

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As travessuras de João, as travessias do tempo

                                                                                                                                                           Há livros permanentes, estendidos no território do paraíso. Fogem às marcas do tempo. Viajam em tapetes mágicos e comungam das multiplicidades do cosmo. João Guimarães Rosa, mineiro, nasceu em 1908, quando se falava do modernismo, o cinema trilhava incertezas, a psicanálise mostrava lados da complexidade humana. Morreu, em 1967, quando os governos militares silenciavam, com […]

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