Posts Tagged ‘saudade’

Sartre e Simone: a saudade e a existência

Gostaria de inventar um calendário que abraçasse todas as minúcias do tempo. É apenas um sonho, uma distração, para evitar melancolias. O tempo nos arrasta, desafia, corre. Portanto, restam especulações. As distâncias ditam saudades, mas há também indiferenças. Quantas paixões desaparecem sem deixar vestígios? Apesar do imenso domínio das regras e dos controles, a história não […]

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Os significados vadios da vida

Não esconda a saudade que move a história e celebra o desejo, o tempo da vida não permite lamentos intermináveis. A culpa é apenas um sofrimento que controla poderes e intimida rebeldias, sepultando invenções. Cada olhar traz o espelho da imagem que não muda, a travessia que não data improvisos, mas fixa calendários. O desenho […]

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Galeano: a saudade desenha moradias

A morte de Galeano marcou sombras e luzes. Perda que nos toca. Ele tinha sensibilidade e compromisso com o humano na sua dimensão poética. Li seus livros com fôlego animado. Nunca faltava emoção e os afetos abraçavam cada palavra. A vida é tão curta, embora  a relatividade do tempo provoque tantos delírios metafísicos. Há uma […]

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Nos olhares das saudades

  Não há amor que não desenhe saudades, mesmo que as mágoas permaneçam sólidas. Cada sentimento arrasta a vida pelas histórias que são sempre recontadas e esquecidas. Não há como seguir sem retomar o fôlego , sem reconhecer o desenho do corpo na imagem tardia. Há cansaço inquieto que anuncia questões e se perde em […]

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As leituras da vida

Não faria do  tempo um acúmulo de saudades permanentes.      As ausências trazem descontroles e atiçam sentimentos inesperados. Ninguém consegue nomear cada instante nem saber o tamanho do seu futuro, as idas e vindas das histórias abalam qualquer linearidade e desfazem ordens. As leituras da vidas necessitam de interpretações múltiplas, inquietam. Há em cada verbo […]

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Na sombra das tristezas e das saudades

Não há como fugir da imaginação e estreitar as saudades, elas não possuem formas definidas, nem tampouco calendários firmados. Conversam com sentimentos, arrastam lacunas, preocupam-se com a finitude. Há na saudade uma parceria com a tristeza, uma afirmação de desencanto. A saudade não é ausência, abstração romântica, labirinto de poetas. Ela multiplica as gravuras dos […]

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Entradas e saídas, portas e voos (para Braz Marinho)

A porta de entrada é estreita do tamanho das asas de um beija-flor, não se entra com certezas, nem desenhando geometrias planas. A porta de saída é larga, dialoga com o inesperado e o exílio. Pois é, camarada, a vida tem  medidas indefinidas e desabençoadas, mas possui manto de cores infinitas e supreendentes. A saudade […]

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A travessia permanente e múltipla da saudade

O mundo não vive sem notícias. As dissidências, os descontroles, os acidentes são comuns. Não adianta culpar as invenções modernas, o apego desmesurado pelo consumo. Fala-se muito em paz, mas os conflitos nunca abandonam a história. Como estamos próximos, tudo nos parece tocar. A multiplicidade de fatos e ações é surpreendente. Não há limites visíveis. […]

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O cais da saudade desenha passados e lembranças

O presente está firme. Há desconfortos visíveis, mas o saudosismo não encontra espaço para se espalhar. O negócio do capitalismo é não firmar nostalgias. Não significa que as lembranças devam ser expurgadas da memória. O capitalismo exige cálculos, medidas, investimentos. As recordações não morreram, mas entram na lógica do mercado, na exaltação do consumo. A história […]

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A saudade não tem tempo definido e seguro

Dizem que é bom guardar a saudade escondida no coração. Não se importar com as inquietações. O certo é entender que ela flutua. Seria impossível inventar um calendário fixo, objetivo, para aprisionar as inconstâncias da saudade. Ela adora um tapete mágico e contos de fada. Pertence ao território da imaginação. Traz sofrimentos, porém não poupa […]

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