Posts Tagged ‘sentimento’

A vasta cartografia da invenção

Desenho a cartografia do inacabado, ela levita sobre as cabeças dos madrugadores vadios. Envolvo a luz da lua com o rascunho místico dos olhos. Não deixo que a forma se desfaça na fuga do corpo. Nas sombras das astúcias, carrego o espanto que atiça o devaneio. Cada pedaço da vida tem coisas revisitadas e moradias […]

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As conversas, as amizades, o virtual, o descuido

Desculpem o saudosismo. Talvez, seja a idade ou as perdas que tive recentemente. Estou muito nas viagens ao passado e me interrogando sobre coisas, pessoas, práticas. Li uma entrevista de Ziraldo que me tocou. Fala que o livro é a maior invenção humana. Alerta para o vazio de hoje. Gostei do que ele disse, apenas […]

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Os movimentos do mundo das saudades

A vida não é a síntese da clareza ou sentidos definidos, a  sua narrativa mergulha em saudades escondidas, mas sonoras. Conta-se a história como se arquitetasse um caminho sem margens, não há fronteiras onde não cabem certezas, onde os desenhos dos desertos parecem infinitos. Os deuses inventaram os homens para sentir fraquezas e desconfianças da […]

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Sentimentos repartidos e vadios

Multiplique a solidão pelo eco da paisagem inquieta. Cada coração não mede o tamanho do seu segredo, envolve-se com a imagem do espelho, com o desejo de eternidade. Multiplique os números e reparta os sentimentos dispersos. Cada trilha está sinalizada com as geometrias do acaso. Não use o disfarce para sossegar a rebeldia, nem fuja. […]

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A solidão na velocidade dos sentimentos efêmeros

A velocidade dá o tom da vida contemporânea. Não adianta esticar a preguiça, esconder o corpo, apelar para o aconchego do abraço. Tudo tem quer ser resolvido com rapidez. As inteligências artificiais demandam acumulação, respostas imediatas e garantia de sucesso. O mundo do capital escorrega, mas supera contradições, permanece ativo. O assédio das utopias não […]

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Travessias silenciosas do coração e do mundo

A agitação do mundo não admite meditação. Poucos momentos podem ser contemplados com silêncio, ternuras no olhar, desejos de não correr. Os mandamentos da velocidade são soberanos. As resistências acontecem e os sentimentos não se perdem na homogeneidade. A questão é aprofundar o sentimento pelo outro, acreditar na saudade e achar que vale não ficar […]

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Os insistentes vestígios colonizadores

Os estudos futuristas anunciam mudanças na ordem internacional, o famoso rodízio histórico que alimenta as aventuras capitalistas. O Brasil, a Rússia, a Índia, a China despontam como potências. Não haverá transformações radicais. Continuam a exploração e a desigualdade. Como pensar uma sociedade voltada para o lucro sem desequilíbrios e privilégios? A Inglaterra já reinou durante séculos. […]

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As permanências e os sentimentos sobrevivem

O movimento dos sentimentos é histórico. Ele possui seu lugar, seu tempo, suas circunstâncias. O afeto é permanente, mas não se apresenta naturalizado, com ritmos imutáveis. Na permanência há mudanças, relatividades. E não são poucas. O absoluto é um devaneio de quem deseja a onipotência. Ligue-se nas diferenças. Imagine a sociedade francesa da época de Napoleão […]

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O amor flutua ou se desfaz como uma ruína?

Na sociedade das trocas intensas, das celebrações datadas, o amor pede e perde fôlego. O romantismo não consegue atrair tanto. Não morreu. Mobiliza sentimentos, entra nos corações, faz seus estragos. O mundo muda não só nas gestões econômicas. É que elas geram um noticiário objetivo, cheio de análises complexas que nem sempre dão certo. As especulações  […]

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Linguagem e palavras abreviadas: perdas afetivas

Não tenho constrangimento em repetir: a maior invenção da cultura é a conversa. É claro que pode haver contatos sem palavras. Elas garantem, porém, a fluência. Já pensou um narrador sem intimidade com os verbos, com dificuldade de exprimir o vivido? Sente-se, nos tempos atuais, uma falta de paciência para esticar os assuntos. Vivemos cultivando informações. Há […]

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