Posts Tagged ‘sentimentos’

As redes sociais: ruídos das imagens e dos espelhos

Os animais sociais não deixam de instituírem suas linguagens. Nós estamos na circulação do tempo, inventamos travessias e sinais para realizá-lo. Não há razão para nos assustarmos com as mudanças ou querer uma comunicação, sempre, marcada pela manutenção dos hábitos e técnicas. Os sofistas tiveram sua época, dialogaram numa Grécia com questões políticas fundamentais para […]

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Entretecimentos da vida e do tempo

                                          Não escreva a palavra incompleta.                   Nem imagine a fotografia do que não existe.                   Deixe a transcendência soltar o espetáculo do eu anônimo.                   Na surperfície do território desértico, guarde a lágrima,                   disfarce o sorriso, silencie o corpo.                   Não venda máscaras, nem aceite cinismos.                   Entreteça os tempos desconhecidos […]

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Chico Anysio: os significados da morte e da memória

Chico se foi. Artista, excepcional, é difícil enquadrá-lo em algum modelo. É único e, ao mesmo tempo, múltiplo. Inventou mais de duzentas personagens e viveu com intensidade cada um. Há lembranças selecionadas, de certas figuras, mas vale a criatividade. Seu humor impressionava, tinha um fôlego que se espalhava. O novo fazia parte da sua aventura. Não […]

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O destino e a decadência, ânimos e mundos

                                     Rompe com o sono que intimida o ânimo.                      Cada olhada no movimento da rua é um compromisso                       com o mundo solto e inconsequente.                        Sente o perfume torto das ruínas comprometidas da cultura.                         Abandona as identidades das paixões mais antigas e                       entrega a sorte do destino aos deuses decadentes.                      O […]

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As cartografias da vida: sentimentos soltos

 Os mistérios não se vão da história. As religiões sofrem crises, entram no jogo do pragmatismo, mas conseguem chamar a atenção, porque o mundo não é sossego. Muitas perguntas passeiam pelos dias. Há momentos privilegiados. É difícil, contudo, afastar-se dos escorregões. Temos a finitude como companheira, no entanto nossa imaginação tem limites. Ela nos ajuda a pensar […]

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Não estranhe os descompassos da vida

Pensar faz parte da trajetória humana. Esquecemos, às vezes, que a imaginação deve ser acionada. Ela tem intimidade com a sensibilidade e nos ajuda a ver outros mundos. Não adianta organizar um álbum de fotografias, achando que aprisionou a realidade e guardou as lembranças do passado numa imensa e articulada galeria. O real é um dos […]

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Picasso: o desmedido das formas e das cores

                                                                                O gesto é um corte na palavra do discurso confuso.                       Busca outros desenhos e narrativas, acena para o cosmo.                       Os traços da mão configuram o mapa veloz dos sentimentos.                       Cada intimidade é o estranho desfiguardo no mundo das coisas e                          dos manequins.     […]

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Os sentimentos soltos na sociedade líquida

Pensar a história como invenção humana não é fácil. Há esquemas de explicações naturalizados. Insistem na existência de um caráter humano que define escolhas e ações. Muitos se negam a olhar a cultura e suas transformações. Desenham a história como uma sucessão de fatos ou escala de degraus que levam ao apocalipse. Prevalece a concepção de […]

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As tensões trabalhistas e as euforias mascaradas

               Houve  grande euforia com os últimos anos da economia brasileira. Conseguiu-se escapar dos prejuízos maiores da crise internacional do capitalismo. Lula soube exaltar esse feito, como ninguém. O discurso desenvolvimentista voltou com força, apagando dificuldades e prometendo que uma potência mundial surgia sem atropelos. Olhou-se o positivo, fixou-se um futuro auspicioso, esquecendo-se de medir […]

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Tudo se inventa no mundo do consumo e da fantasia

Ninguém vive sem comemorações. Se os dias fossem todos iguais onde ficaria a animação que se desfaz das melancolias e dos desencontros ? Os rituais festivos fazem parte  da construção da sociabilidade. Não é invenção recente, nem elaboração dos produtores da modernidade. Mesmo a sociedade, sem a complexidade da industrialização e do comércio, busca celebrações, admiram  feitos […]

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