Posts Tagged ‘tempo’

O mundo freudiano




Desfaça a alegria fabricada e a insensatez dos juízes ensandecidos. Descobra o manto que escondeu o tempo e a vida que se foi para o abismo. O mundo se perde no pequeno caos da arrogância, deixa-se levar pelas formas das mercadorias. Não grite por ninguém,  apague a luz da lâmpada azul e espere os anjos […]




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Amores e eternidades




Não diga que as portas estão fechadas. pois o amor não precisa de chaves. Não adianta escrever sobre a dor na parede. elas estão desbotadas e sujas. Cada instante resume o exílio do sentimento, desencanta a fantasia secreta do último perdão. Solte o grito  estranho dos corpos sofridos e tardios  para expulsar os demônios invasores. […]




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O poeta Drummond salva o cotidiano




  Os anos chegam trazendo tradições e expectativas. Todos estavam cansados de 2016. Muito peso nas corrupções, no cinismo político, nas jogadas da mídia. Temos crenças em calendários, cultivamos a ideia de um ano, de vida nova. Faz parte das ilusões dispersas. A violência não se foi, não promete partir. É um ponto marcante da […]




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O afeto negado




Contar a história do afeto negado traz a vastidão dos sentimentos. Não há vida sem o outro, e a solidão é sempre uma passagem. Não se atormente com o silêncio, nem negue o desejo de partir. Nada está imóvel no mundo, tudo pede perdão e descanso. Quem  afasta a perda, desconhece seu desencanto, mas não […]




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O feitiço desmancha a política?




Certos jantares trazem a fantasia e o desejo de poder. Alimentam o pragmatismo perverso. Num país que vive tantos desafetos, ainda se tem o cinismo de celebrar conspirações. Sinto, às vezes, dificuldade de respirar. Não sei se há bruxarias soltas, inquisições preparadas, congelamento de coragens. Não tenho dúvidas que o abismo é grande. Não registro […]




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Não se esconda




Não acredite na história que tem ponto final, fique desconfiado do fixo e do programado. O perdão é uma fuga ou uma covardia, quando representa o cinismo dos oportunistas. Aproxime sinais, balance verdades, sinta corpos. A vida é o imediato, o que bate na porta, a roupa estendida no varal na madrugada fria, Deixe o […]




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As vozes e o finito




Não escuto as vozes do universo, sinto que há uma mudez contínua, as palavras sem sentido nada dizem. A inquietude revela a incompreensão, a história passa como uma corrida sem direção e fazemos promessas que não conseguem perdões. A conversa não constrói argumentos, mas raivas e vida termina arquitetando labirintos imensos. Não adianta afirmar que […]




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Aquarius: a navegação de Clara e a memória inquieta




Clara navega, não anda. Tem o corpo aceso. Ver o mundo por um espelho incomum. Resiste, sem adormecer na resistência. Movimenta-se dialogando com sua memória. Fica firme na sua história, sem sonhar com a ameaça do pecado original. Não teme, mas julga. Sabe que a vida pode estar em outro lugar e que, hoje, a […]




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Contar as tristezas




Não se esconde as lágrimas, nem se quebra espelhos. a vida não se entrega com a raiva que se forma. Cada momento escolhe deveres e se cansa dos tempos, mas o desespero provoca desistências e pesadelos. Como construir as arquiteturas históricas é desafio, pois desenhos vacilantes, obscurecem os olhares. Os sentimentos correm, escorregam, sobrevivem. As […]




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Sartre e Simone: a saudade e a existência




Gostaria de inventar um calendário que abraçasse todas as minúcias do tempo. É apenas um sonho, uma distração, para evitar melancolias. O tempo nos arrasta, desafia, corre. Portanto, restam especulações. As distâncias ditam saudades, mas há também indiferenças. Quantas paixões desaparecem sem deixar vestígios? Apesar do imenso domínio das regras e dos controles, a história não […]




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